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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Chiador
Anta
Sapucaia
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Dom Pedro II (1875-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1960)
E. F. Leopoldina (1960-1975)
RFFSA (1975-1996)
ANTA
Município de Sapucaia, RJ
Linha Auxiliar - km 203,004 (1928)   RJ-1276
Altitude: 243 m   Inauguração: 02.12.1875
Uso atual: centro cultural (2010)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: A chamada Linha Auxiliar foi construída pela E. F. Melhoramentos a partir de 1892 e em 1898 foi entregue o trecho entre Mangueira (onde essa linha e a do Centro se separam) e Entre Rios (Três Rios). O traçado da serra, construído em livre aderência e com poucos túneis, foi projetado por Paulo de Frontin, um dos incorporadores da estrada. Em 1903, a E. F. Melhoramentos foi incorporada à E. F. Central do Brasil e passou a se chamar Linha Auxiliar. Ferrovias foram incorporadas a ela, assim como ramais construídos, dando origem à Rede de Viação Fluminense, que tinha como tronco a Linha Auxiliar, sendo tudo gerido pela Central. Na mesma época, o ramal de Porto Novo, que saía de Entre Rios, teve a sua bitola estreitada para métrica e tornou-se a continuação da Linha Auxiliar até Porto Novo, onde se entroncava com a Leopoldina. No final dos anos 1950, este antigo ramal foi incorporado à E. F. Leopoldina e a Linha Auxiliar passou a terminar de novo em Três Rios, onde havia baldeação. A linha, entre o início e a estação de Japeri, onde se encontra com a Linha do Centro pela primeira vez, transformou-se em linha de trens de subúrbios, que operam até hoje; da mesma forma, a linha se confunde com a Linha do Centro entre as estações de Paraíba do Sul e Três Rios, onde, devido à diferença de bitolas entre as duas redes, existe bitola mista. Nos anos 1960, toda a linha passou para a Leopoldina. A linha da Auxiliar teve o traçado alterado nos anos 1970 quando boa parte dela foi usada para a linha cargueira Japeri-Arará, entre Costa Barros e Japeri, ativa até hoje, bem como para trens metropolitanos entre o Centro e Costa Barros. Entre Japeri e Três Rios, entretanto, a linha está abandonada já desde 1996.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Anta, aberta em 1875, ficava localizada no antigo ramal de Porto Novo da EFCB. Foi incorporada pela Linha Auxiliar em 1911. A estação é a primeira em território do Estado do Rio de Janeiro, depois de a linha cruzar novamente o rio Paraíba e retornar a ele.

Em 1928, "do meio da ponte (que cruza o rio Paraíba) é perfeitamente contemplada a minúscula povoação de Anta, com a sua modesta capellinha irradiando a brancura das alvas paredes sobre as plagas verdes e devotas do território fluminense (...) uma barca de cabo, que está em correspondencia com os trens, faz o serviço de transporte de passageiros entre as duas margens do rio".

A restauração da antiga estação de Anta ocorreu em 2000.

Nos anos 2000, a construção de uma variante no trecho onde estava Anta causou a desativação da linha que passava pela velha estação, no final de 2010. De lá para cá, passados os anos, os cuidados não têm sido os melhores. Se os pombos que lá habitam, em número cada vez maior, já
que não se preocupam em conter a população das aves deixarem, talvez o prédio dure mais algumas décadas. As perspectivas pareciam sombrias para ele.

Por ela passava o trem de bauxita da FCA entre Barão de Camargos (próximo a Cataguases) e Barão de Angra, distrito de Paraíba do Sul, até 2010. Este foi o último trem a passar por ali. O próprio trem, que passou a seguir pela variante, foi desativado pouco depois.


ACIMA: Estação e pátio (ou o que sobrou dele) de Anta, em dezembro de 2009 (Foto Jorge A. Ferreira).
ACIMA: Vão-se os trilhos, depois da construção e entrega da variante em dezembro de 2010 (Foto Gutierrez L. Coelho).
A pista da BR-116 tem um trecho em que está sendo reconstruída numa cota de 4 a 5 m acima da atual. Áreas serão totalmente inundadas. A linha, com a variante, teve sua cota elevada, ficando a ponte original desta em área de futura inundação. A retirada dos trilhos teve início no ponto em que a linha se elevou para encaixar na nova ponte construída para atravessar o Paraíba do Sul, antes da estação. No momento (12/2010) as turmas de serviço estão trabalhando na área da estação propriamente dita. Daí em diante, até a antiga ponte de Anta, os trilhos ainda vão ser retirados, transformando-se o leito em estradinha local. As obras na BR-116 e na linha da FCA, inclusive a nova ponte ferroviária, estão sendo executadas com recursos de Furnas, a construtora das duas PCHs (pequena central hidroelétrica). Juntas, Anta e Simplicio, deverão gerar por volta de 315 MW máximos, segundo um engenheiro de Furnas com quem conversei. Curiosamente a PCH Simplicio está locada em um ponto do rio que não se vê da estrada. Está, também, longe da linha férrea. O acesso é somente por estradinhas abertas em função da obra, pelo lado mineiro.
2010
AO LADO
: A situação da estação e da linha, por Gutierrez L. Coelho (Foto Jorge A. Ferreira).
(Fontes: William I. Martins; Gutierrez L. Coelho; Jorge Alves Ferreira; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Anta, em 08/2002. Foto Jorge Alves Ferreira

A estação de Anta, em 08/2002. Foto Jorge Alves Ferreira

A estação de Anta, em 08/2002. Foto Jorge Alves Ferreira

A estação em 2004. Foto William I. Martins

Plataforma da estação em 09/2018. Foto Daniel Guimarães
 
     
Atualização: 14.09.2018
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.