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E. F. Dom Pedro
II (1869-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1960)
E. F. Leopoldina (1960-1975)
RFFSA (1975-1996) |
CHIADOR
Município de Chiador, MG |
| Linha Auxiliar - km 195,497 (1928) |
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RJ-1267 |
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Inauguração: 27.07.1869 |
| Uso atual: abandonada e em ruínas |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A chamada
Linha Auxiliar foi construída pela E. F. Melhoramentos a partir de
1892 e em 1898 foi entregue o trecho entre Mangueira (onde essa linha
e a do Centro se separam) e Entre Rios (Três Rios). O traçado da serra,
construído em livre aderência e com poucos túneis, foi projetado por
Paulo de Frontin, um dos incorporadores da estrada. Em 1903, a E.
F. Melhoramentos foi incorporada à E. F. Central do Brasil e passou
a se chamar Linha Auxiliar. Ferrovias foram incorporadas a ela, assim
como ramais construídos, dando origem à Rede de Viação Fluminense,
que tinha como tronco a Linha Auxiliar, sendo tudo gerido pela Central.
Na mesma época, o ramal de Porto Novo, que saía de Entre Rios, teve
a sua bitola estreitada para métrica e tornou-se a continuação da
Linha Auxiliar até Porto Novo, onde se entroncava com a Leopoldina.
No final dos anos 1950, este antigo ramal foi incorporado à E. F.
Leopoldina e a Linha Auxiliar passou a terminar de novo em Três Rios,
onde havia baldeação. A linha, entre o início e a estação de Japeri,
onde se encontra com a Linha do Centro pela primeira vez, transformou-se
em linha de trens de subúrbios, que operam até hoje; da mesma forma,
a linha se confunde com a Linha do Centro entre as estações de Paraíba
do Sul e Três Rios, onde, devido à diferença de bitolas entre as duas
redes, existe bitola mista. Nos anos 60, toda a linha passou para
a Leopoldina. A linha da Auxiliar teve o traçado alterado nos
anos 1970 quando boa parte dela foi usada para a linha cargueira Japeri-Arará,
entre Costa Barros e Japeri, ativa até hoje, bem como para
trens metropolitanos entre o Centro e Costa Barros. Entre Japeri e
Três Rios, entretanto, a linha está abandonada já desde
1996. |
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A ESTAÇÃO: A estação de
Chiador foi inaugurada em 1869 no antigo povoado de Santo Antonio
dos Crioulos. O nome Chiador é atribuído ao chiado que
as corredeiras faziam no rio Paraíba e que eram ouvidos por
ali - o rio ficava a cerca de 500 metros da estação
- no ramal de Porto Novo da E. F. Dom Pedro II. A estação
é considerada a primeira inaugurada em solo mineiro (na verdade,
a estação de Santa Fé, também no
município, tem a mesma data de inauguração),
anterior mesmo às estações da linha

ACIMA: A Estação do Chiador localizava-se no
município de Mar de Espanha. Pertencia à E. F. Central do Brasil
- Ramal de Porto Novo do Cunha. A agência da estação foi criada
em 31/05/1880. A mala postal para o Rio de Janeiro - Administração
Federal - seguia pela E. F. Central do Brasil - Ramal de Porto
Novo - até Entre Rios, atual Três Rios e daí, pela mesma ferrovia,
Linha do Centro até o destino (Texto e reprodução:
Márcio Protzner, 03/2009). |
do Centro da Central
do Brasil, aberta um ano mais tarde. Em 1960, como todo o
antigo ramal de Porto Novo, a estação
passou para o controle da Leopoldina. Apesar de ainda ter
uma linha operacional passando por ela - transporta cargueiros
de minério - está em ruínas, embora tenha
sido tombada em abril de 2003 pelo Patrimônio Histórico
do município de Chiador. Está situada
a 4,5 km da sede do município, totalmente isolada,
o que complica a sua conservação. Mas em tempos
não tão remotos, quando ainda funcionavam os
trens de passageiros da Central e depois da Leopoldina, a
estação era o centro das festas, mesmo sendo
tão afastada da cidade, Segundo André Colombo,
pesquisador da Fundação Cultural Chico Boticário, sediada
em Rio Novo, MG, a
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ACIMA: A estação de Chiador quando
ainda funcionava e ainda inteira. A foto é de 1948. Existirá
ainda o casarão do outro lado da linha, em primeiro plano,
nos dias de hoje? (Acervo Edson de Lima Lucas).
estação de Chiador foi construída com recursos
do império brasileiro em parceria com companhias inglesas. "Há
poucos meses, a prefeitura local demonstrou interesse em adquirir
concessão sobre o imóvel, ainda nas mãos da Rede. Segundo informou
o assessor de Infra-estrutura e Desenvolvimento da Prefeitura, Jean
Carlos Mariota de Araújo, a estação de Chiador encontra-se há anos
como está hoje, deteriorando um pouco mais a cada ano e tendo material
furtado pelos vizinhos. Enquanto a negociação com o proprietário não
sai do papel, o imóvel fica sem cuidados tanto com a restauração quanto
com a futura preservação" (A Tribuna de Minas, 6/12/2006).
Em 2007, parece que ia. Não foi. Em setembro de 2010, as ruínas
só aumentaram.
(Fontes: Edson de Lima Lucas; Márcio Protzner, 2009; Gabriel Antonoff;
Jorge Alves Ferreira; Hugo Caramuru; Max Vasconcellos, Vias Brasileiras
de Comunicação, 1928; Isaura Rocha, do jornal A Tribuna
de Minas, 08/2003; A Tribuna de Minas, 6/12/2006; Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, IBGE, 1958; Mapa - acervo R. M.
Giesbrecht) |
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A estação em 1956. Foto da Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, 1958 |

A estação, já em ruínas em 1985.
Foto Hugo Caramuru |

A estação de Chiador, em 03/2002. Foto Jorge Alves
Ferreira |

A estação de Chiador, em 03/2002. Foto Jorge Alves
Ferreira |

Ruínas da estação de Chiador, em 03/2002.
Foto Jorge Alves Ferreira |

Apesar das promessas, em março de 2008, a estação
de Chiador... |

...continua em ruínas. Fotos Jorge A. Ferreira |

A estação ainda em ruínas, setembro de
2010. Foto Gabriel Antonoff |
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| Atualização:
25.01.2012
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