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| E. F. Central do
Brasil (1908-n/d) |
ENGENHEIRO
LEAL
Município do Rio de Janeiro, RJ |
| Linha Auxiliar - km 14,680 (1928) |
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RJ-2324 |
| Altitude: 44 m |
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Inauguração: 15.02.1908 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1920 (demolida) |
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| HISTORICO DA LINHA: A
chamada Linha Auxiliar foi construída pela E. F. Melhoramentos a partir
de 1892 e em 1898 foi entregue o trecho entre Mangueira (onde essa
linha e a do Centro se separam) e Entre Rios (Três Rios). O traçado
da serra, construído em livre aderência e com poucos túneis, foi projetado
por Paulo de Frontin, um dos incorporadores da estrada. Em 1903, a
E. F. Melhoramentos foi incorporada à E. F. Central do Brasil e passou
a se chamar Linha Auxiliar. Ferrovias foram incorporadas a ela, assim
como ramais construídos, dando origem à Rede de Viação Fluminense,
que tinha como tronco a Linha Auxiliar, sendo tudo gerido pela Central.
Na mesma época, o ramal de Porto Novo, que saía de Entre Rios, teve
a sua bitola estreitada para métrica e tornou-se a continuação da
Linha Auxiliar até Porto Novo, onde se entroncava com a Leopoldina.
No final dos anos 1950, este antigo ramal foi incorporado à E. F.
Leopoldina e a Linha Auxiliar passou a terminar de novo em Três Rios,
onde havia baldeação. A linha, entre o início e a estação de Japeri,
onde se encontra com a Linha do Centro pela primeira vez, transformou-se
em linha de trens de subúrbios, que operam até hoje; da mesma forma,
a linha se confunde com a Linha do Centro entre as estações de Paraíba
do Sul e Três Rios, onde, devido à diferença de bitolas entre as duas
redes, existe bitola mista. Nos anos 60, toda a linha passou para
a Leopoldina. A linha da Auxiliar teve o traçado alterado nos
anos 1970 quando boa parte dela foi usada para a linha cargueira Japeri-Arará,
entre Costa Barros e Japeri, ativa até hoje, bem como para
trens metropolitanos entre o Centro e Costa Barros. Entre Japeri e
Três Rios, entretanto, a linha está abandonada já desde
1996. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Engenheiro Leal foi inaugurada em 1908. Seu nome era uma
homenagem a um fiscal da antiga E. F. Melhoramentos
por parte do Governo na época.
A estação não é mais utilizada (desde
quando?), e foi totalmente demolida, dela não tendo sobrado
nem restos de plataforma. Houve duas, uma mais antiga (mostrada na
foto maior, abaixo) e outra mais recente (mostrada no mapa abaixo),
uma próxima da outra.
"Morei por mais de 20 anos às margens
da via, entre 1972 e 1996. Já na década de 1970, o prédio da estação
de Engenheiro Leal já não mais existia, e quase nada que lembrasse
que algum dia ali havia existido uma estação, a não ser
pelos relatos de moradores mais antigos. Tudo que ainda se podia ver,
era parte da antiga plataforma, com cerca de 1 metro de altura e,
com relação ao comprimento, não era possível determinar, visto que
parte já havia sido destruída. Hoje, o lixo e o mato
estão cobrindo o que restou da plataforma" (Maurício
Motta, 2006).
"A estação mais recente possuía uma plataforma
muito grande e atendia aos trens elétricos, mas ela teria sido desativada
porque o local (na época) era pouco habitado. Atualmente há uma favela
e muitas residências neste bairro" (Anderson, 2007).
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AO LADO: A reportagem
de 1920 fala de inauguração da estação,
mas como ela supostamente é de 1908, deve ter sido
uma segunda estação. Teria sido esta a de que
se fala na foto colorida mais abaixo? (Correio da Manhã,
edição de janeiro de 1920, dia ignorado. A Gazeta
Suburbana, outro jornal, afirma que a estação
foi inaugurada em 15 de janeiro de 1920)
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AO LADO: Descarrilamento
próximo À estação de Engenheiro
Leal em 1938 (O Estado de S. Paulo, 27/12/1938).
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ACIMA: Na primeira metade dos anos 1950,
na estação de Engenheiro Leal, a rede elétrica
aérea caiu sobre o trem de suburbios, incendiando pelo menos
este carro (Arquivo última Hora, acervo Arquivo do Estado de
São Paulo).

ACIMA: Um pouco mais adiante do viaduto (veja
foto no pé da página, de 2005), situava-se a primeira
estação de Engenheiro Leal. A imagem mostra o local do antigo pátio
dessa primeira estação. Essa construção em ruínas possuía dois andares,
tendo sido demolida pela prefeitura do Rio em 2006. Só restou isso.
A linha está à direita (Foto Anderson em 2008). ABAIXO:
No mapa recente do Rio de Janeiro, bairro de Cascadura, são
mostrados os locais das extintas estações de Eduardo
Araújo e das duas de Engenheiro Leal, todas bem próximas
entre si (Guia do Rio de Janeiro).
(Fontes: Anderson __; Luiz Melech; Maurício
Motta; O Estado de S. Paulo, 1938; Correio da Manhã, 1920;
O Jornal, 1919; O Globo, 5/5/1969; Gazeta Suburbana, 1920; Guia do
Rio de Janeiro; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação de 1919 aguardava inauguração:
então, deveria haver ainda uma anterior. Foto O Jornal |

Em 1969 - a foto é muito ruim, mas dá para ter
uma ideia do estilo da estação nessa época
- o prédio da estação de já estava
abandonada (O Globo, 5/5/1969) |

Tirada de um viaduto, região da segunda estação
de Engenheiro Leal, vista para o lado contrário. Os trilhos
da esquerda são os da MRS. Foto Anderson, 2005 |

Estação de Engenheiro Leal era por aqui. Notar
os fixadores dos trilhos. Os trilhos mais à direita (pouco
visíveis, além das duas linhas da Supervia) são
dos cargueiros da MRS. Foto Anderson, março de 2007 |
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| Atualização:
12.05.2017
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