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E. F. Rio de Ouro
(1926-1928)
E. F. Central do Brasil (1928-1970) |
ACARI
Município de Rio de Janeiro, RJ |
| E. F. Rio de Ouro - km 18,032 (1928) |
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RJ-0638 |
| Altitude: 4 m |
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Inauguração: 13.05.1926 |
| Uso atual: demolida |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A
Estrada de Ferro Rio do Ouro foi construída para construir e cuidar
dos reservatórios e do abastecimento de parte da cidade do Rio de
Janeiro e foi aberta ao tráfego de passageiros em 1883. Inicialmente
saía do Caju e mais tarde (1922) passou a ter como início a estação
de Francisco Sá. Depois dessa mudança o seu curso inicial foi alterado
e ela passou a acompanhar de muito próximo a linha Auxiliar até a
estação de Del Castilho, quando se separavam as linhas. Na estação
da Pavuna elas voltavam a se encontrar. O trecho final, até Belford
Roxo, era compartilhado com os trens metropolitanos da Auxiliar (depois
da Leopoldina) em bitola mista. Em 1970 os trens da Rio de Ouro, ainda
a vapor, embora tenham sido feito testes com locomotivas diesel, deixaram
de circular. A Rio de Ouro, encampada pela Central do Brasil nos anos
1920, tinha vários ramais e três deles sobreviveram como trens de
subúrbio até a mesma época da desativação da linha-tronco: os ramais
de Xerém, do Tinguá e de São Pedro (Jaceruba). Parte de sua linha-tronco
foi utilizada na construção da linha 2 do metrô
do Rio de Janeiro. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Acari foi aberta em 1926. Com a desativação
da ferrovia por volta de 1968, foi posteriormente demolida.
Hoje em dia existe uma estação de metrô com o
mesmo nome e no mesmo local, pois o metrô em boa parte do percurso
passa pelo antigo leito da ferrovia.
"O serviço da Rio D'Ouro foi se degradando até culminar no
fechamento das estações até a Pavuna em 1964, quando os trens deixaram
de circular, restando apenas os ramais isolados da ferrovia após Belford
Roxo. Logo após o encerramento do serviço de passageiros, os trens
de carga Leopoldina passaram a utilizar o leito da Rio D'ouro até
a Pavuna, onde após uma manobra complicada, chegavam à linha auxiliar
através do ramal circular da Pavuna, uma vez que não podiam mais contar
com o trecho erradicado entre Petrópolis e Três Rios, para chegar
a Minas Gerais. Trens de passageiros da Leopoldina também utilizavam
o mesmo trecho da Rio D'ouro com destino a Miguel Pereira.
Essa situação perdurou até o final de 1967, quando o ramal São Bento-Ambaí
ficou pronto e os trens da Leopoldina chegavam a Minas Gerais pelo
seu próprio leito e pelo leito da Auxiliar a partir de Ambaí, encerrando
de vez qualquer utilidade para a Rio D'ouro. No início dos anos 70
eram poucos os locais da ferrovia ainda com trilhos. A estação de
Acari teria resistido à duplicação da Avenida Automóvel Clube (atual
Pastor Marther Luther King Jr), responsável pela demolição de algumas
estações no trecho, e ficado de pé até pelo menos 1977, onde foi demolida
para a reurbanização da região envolvendo as obras do metrô.
Hoje a estação de metrô de Acari está praticamente no mesmo local
da antiga estação de trem com a diferença apenas de alguns metros
em relação ao eixo do traçado da ferrovia. Em 1977, o canteiro central
da Avenida Automóvel Clube teve que ser alargado para abrigar o leito
do metrô e a via de subida teve que ser reconstruída mais para a direita,
culminando com a demolição da estação" (Adenilson Souza,
1/9/2013).
(Fontes: Adenilson Souza; Orlando de Barros
Barbosa; Trilhos do Rio; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928) |
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Estação de Acari, provavelmente anos 1950. Acervo
Trilhos do Rio |

A estação em 1962, em uso mas em péssimo
estado. Acervo Ademilson Souza |
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| Atualização:
03.06.2017
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