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E. F. Central do
Brasil (1910-1965)
E. F. Leopoldina (1965-1975)
RFFSA (1975-1996)
Supervias (1996-) |
PAVUNA
Município do Rio de Janeiro, RJ |
| Ramal Circular - km 24,266 (1928) |
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RJ-1296 |
Linha Auxiliar - km
E. F. Rio de Ouro - km 20,999 (1938) |
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Inauguração: 07.07.1910 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal circular
da Pavuna era uma linha variante que começava na Linha Auxiliar,
na estação de Costa Barros, e terminava na estação
de Thomazinho, na mesma linha. Com o tempo, esse trecho curto da linha
Auxiliar foi sendo abandonado, e os trens passaram a seguir direto
pela Pavuna, incorporando o trecho na linha principal. Também
o trecho final do ramal cirdular, entre Belford Roxo e Thomazinho,
onde estava a estação de São Matheus (Galdino
Rocha), foi erradicado, e hoje os trens metropolitanos da Supervias
fazem o trecho Dom Pedro II-Costa Barros-Pavuna-Belford Roxo, tendo
o ponto final nesta estação. |
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A ESTAÇÃO: A
estação da Pavuna foi inaugurada em 1910.
Da estação de Costa Barros, na linha Auxiliar,
saía uma linha variante que ia até Thomasinho,
chamada de Ramal Circular da Pavuna. O porquê disso não
está claro para mim, mas a linha também seguia de
Costa Barros direto para Thomasinho, levando a crer que
havia trens que não seguiam para a Pavuna. Na verdade,
em 1928 o ramal circular era citado por Max Vasconcellos, mas
nos guias dos anos 1940 o trem já passava sempre pela estação
da Pavuna e o trecho curto entre Costa Barros e Thomazinho
funcionava até São Mateus, onde o subúrbio
parava. Aparentemente, de Pavuna se podia ir de trem tanto
a Belford Roxo quanto para São Mateus.
Da mesma forma, que em Del Castilho, Pavuna tinha duas
estações distintas. A da esquerda, da Linha Auxiliar e a da direita,da
Linha da Rio D'Ouro.
De acordo com o jornal Folha da Manhã, de 16/6/1929, a estação
foi "fechada" no dia anterior, ou seja, não ficava
mais aberta par o público, que a partir de então teve
de se utilizar de uma entrada específica - o que evitava que
se embarcasse sem pagar a passagem. Originalmente,
existia, cerca de 1,6 km à frente da estação
da Pavuna, a estação de São João
do Meriti, citada por Max Vasconcellos em 1928, mas esta
parece ter sido desativada e desapareceu. Em
1949, com a inauguração da estação nova,
o ramal circular nem era mais citado.
Hoje é uma linha somente, que segue para a primeira.
Hoje, a linha da Supervias faz o trajeto de trens metropolitanos Dom
Pedro II-Costa Barros-Pavuna-Belford Roxo. A estação
hoje tem também o nome de São João do Meriti.
Da Pavuna para a frente, até Belford Roxo,
a linha atualmente segue pela linha original da E. F. Rio
do Ouro, encampada pela Central. Segundo Sérgio Telles,
em julho de 2005, a estação de São João
do Meriti, aquela antiga, citada por Max Vasconcellos,
sobreviveu funcionando como estação da linha que seguia
para São Mateus até 1993, quando esta linha foi
extinta. Parece ter sido demolida, ficava bem no centro da cidade.
ACIMA:
Acidente com trem de suburbio da Central, bem próximo à
estação da Pavuna em 1934. Com a locolotiva que saiu
dos trilhos numa curva, foram arrastados mais dois carros de segunda
classe. Na locomovia, mostrada acima, morreram o maquinista e o foguista
(Revista da Semana, 10/3/1934). ABAIXO: Estação da Pavuna,
em 4/12/2009. O espaço triangular cercado por um muro com um
portão azul ao lado da linha e que aparece em primeiro plano
era o espaço ocupado pela chegada dos trilhos da E. F. Rio
D'Ouro (Foto Julio Cesar da Silva).
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A estação ferroviária
da Pavuna está localizada no bairro de mesmo nome, na Zona Norte
do Rio. O bairro é um grande centro urbano focado no comércio.
Há ali um terminal rodoviário que infelizmente está
abandonado e sujo. A Pavuna fica bem na divisa com o município
de São João de Meriti, no centro daquela cidade. São João também
é um grande centro urbano comercial e fica “colado” à
Pavuna. Essas duas localidades são conurbadas e como tal se
comportam como se fossem uma coisa só. Uma pequena parte da
estação ferroviária da Pavuna fica dentro de território de São
João. O rio Pavuna, a divisa, passa embaixo da estação. Provavelmente
por causa disso é que a SuperVia renomeou a estação como “Pavuna/S.
J. Meriti”. Então fica a estação com um extremo na Pavuna mesmo,
junto ao metrô, com bilheteria, e o outro extremo, também com
bilheteria, em São João. Seguindo uns metros à frente, sentido
Belford Roxo, há uma PN (em São João), movimentadíssima, com
muitos carros e pedestres, por sinal, perigosa. Um pouco antes
da PN de São João havia o desvio do Ramal Circular, com destino
a São Mateus, passando pelas hoje extintas estações São João
de Meriti e Engenheiro Berford. O desvio é hoje um estacionamento.
No extremo da Pavuna também existiu uma PN, justamente entre
a estação e o encontro da E. F. Rio de Ouro com a Linha Auxiliar
(Ramal Circular), esta vindo de uma curva fechada. A PN acabou
e em seu lugar está um viaduto |
(AO LADO:
Relato de Julio Cesar da Silva, 30/12/2009).
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(Fontes: Julio Cesar da Silva; Carlos Latuff; Sérgio
Telles; Revista da Semana, 1934; Correio da Manhã, 1949; Revista
Ferroviária; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Inauguração da estação original
da Pavuna em 1910. Autor desconhecido |
A estação da Pavuna em 1949. Logo depois, foi
substituída por uma nova. Foto Correio da Manhã,
20/3/1949. |

Inauguração da estação nova da Pavuna.
Presente o diretor da Central na época, Durival de Brito
e Silva, final dos anos 1940. Acervo Revista Ferroviária
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A estação da Pavuna, ao fundo, final dos anos
1940. Acervo Revista Ferroviária |
A nova estação da Pavuna, em construção,
final dos anos 1940. Foto da Revista Ferroviária |

Primeiro trem chegando à nova estação da
Pavuna, final dos anos 1940. Foto da Revista Ferroviária
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Estação da Pavuna, em 08/2003. Foto Carlos Latuff
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A estação em 4/12/2009. Foto Julio Cesar de Paiva
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| Atualização:
02.08.2016
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