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E. F. Maricá
(1901 -1943)
E. F. Central do Brasil (1943-1960)
E. F. Leopoldina (1960-1962) |
MANUEL
RIBEIRO
Município de Maricá, RJ |
| E. F. Maricá/Ramal de Cabo Frio
- km 60,122 (1960) |
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RJ-1872 |
| Altitude: 5 m |
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Inauguração: 1901 |
| Uso atual: moradia |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Maricá
teve o seu primeiro trecho aberto em 1888, ligando as estações de
Alcântara e Rio do Ouro. Em 1889 chegou a Itapeba e somente em 1894
a Marica. Em 1901, chegava a Manuel Ribeiro. Nilo Peçanha, como Presidente
da Província do Rio e também da República, conseguiu a união da linha
com a Leopoldina na estação de Neves, construída para esse entroncamento,
e do outro lado prolongou a linha até Iguaba Grande. Em 1912, entretanto,
o capital dos empresários da região acabou e a linha foi vendida à
empresa francesa Com. Generale aux Chemins de Fer. Em 1933, o Governo
Federal encampou a ferrovia e a prolongou, em 1936, até Cabo Frio,
onde se embarcava sal das salinas das praias. Em 1943, a E. F. Marica
foi passada para a Central do Brasil. Em fins dos anos 1950, passou
para a Leopoldina. Os trens passaram a sair da estação de General
Dutra, em Niterói, entrando no ramal em Neves. Em janeiro de 1962,
parou o trecho Maricá-Cabo Frio. Em 1964, parou o trecho Virajaba-Maricá.
Em 1965, somente seguiam trens de subúrbio ligando Niterói
a Virajaba, com o resto do ramal já desativado. A ferrovia
foi finalmente erradicada em 31/01/1966. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Manuel Ribeiro foi inaugurada em 1901, quando se prolongou
a linha até ela. "Em Manoel Ribeiro localizava-se uma
das principais fazendas de Maricá, empregando um enorme contingente
de pessoas e desenvolvendo um pequeno núcleo urbano. Nesta localidade
era produzida uma grande quantidade de laranja transportada pela ferrovia"
(Eduardo Margarit: O resgate da história de uma ferrovia
nas escolas da região dos lagos fluminenses, UFF, 2009).
Fechada em 1962 com aquele trecho da linha, o prédio existe
até hoje, servindo como
| "A
E.F. Maricá atravessa uma região de terras excelentes,
que teve outrora grande importância econômica para
a Província do Rio de Janeiro. Somente assim se justificava
um pedido de concessão para uma ferrovia em 1885. Com
a abolição, as fazendas tão prósperas
da zona se transformaram nas ruínas de hoje: seus habitantes
não migraram e, dominados pelo desânimo, abandonaram
a lavoura e a pecuária, dedicando-se à pouco rendosa
indústria da cerâmica e a algumas pequenas lavouras
e pomares. Disso resultou o abandono dos canais e obras de defesa
contra as inundações, permitindo a formação
de pântanos que deixaram a região inabitável.
Se o Governo Federal saneá-la, será possível
seu completo ressurgimento.A simples limpeza marginal sem a
abertura das respectivas barras não produzirá,
no entanto, efeitos, pelo contrário, cortará a
ligação com os pequenos pântanos, formando
focos de malária - como está se verificando. É
imprescindível que se reveja isso, para evitar que, como
nas zonas não saneadas de Manoel Ribeiro a Bacaxá,
a estrada continue com dificuldades em manter seus empregados.
Isso diminui muito a produção da região,
justamente onde ela começa a se desenvolver, como na
estação de Manuel Ribeiro, onde foram plantados
extensos laranjais. Nestes centros o saneamento tem sido
realizado, em parte, pelos proprietários, como foi feito
na fazenda de Manoel Ribeiro e na Usina de Santa Luzia". |
(Ao lado:
resumido do relatório oficial da E. F. Maricá
em 1936) |
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moradia. A estação
ficava ao lado esquerdo da antiga rodovia RJ-5, Tribobó-Macaé
(1953). "A estação de Manoel Ribeiro, que já se chamou
Itapeteiú, continua de pé, às margens da atual RJ-106 servindo
como moradia (apesar de estar escrito Cooperativa Agropecuária).
A
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velha caixa d'água foi adaptada e tornou-se uma residência. Logo
após deixar a estação em direção a Cabo Frio, a linha atravessava
o rio de mesmo nome da estação. Hoje só o que resta deste pontilhão
é uma das cabeceiras camufladas pelo mato. Manoel Ribeiro, segundo
o livro A Formação das Estradas de Ferro do Rio de Janeiro, era o
local de encontro dos trens que partiam de Cabo Frio e General Dutra
(Niterói): 'Em 1959, partia um trem de General Dutra às 6:00h com
chegada a Cabo Frio às 15:00h. No mesmo dia partia uma composição
de Cabo Frio às 6:45h, com chegada a General Dutra às 13:48h. Os cruzamentos
se davam em Manoel Ribeiro" (Cleiton Pierucini, 4/2009).
(Fontes: Luiz Antonio Mathias Netto, 2002; Cleiton
Pierucini, 2009; Eduardo Margarit: O resgate da história de
uma ferrovia nas escolas da região dos lagos fluminenses, UFF,
2009; Helio Suêvo: A Formação das Estradas de Ferro do Rio de
Janeiro, 2005; Estado do Rio de Janeiro: Roteiro Rodoviário
Fluminense, 1953, p. 69; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil,
1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação, provavelmente anos 1910.
Eduardo Margarit: O resgate da história de uma ferrovia
nas escolas da região dos lagos fluminenses, UFF, 2009 |

A estação em abril de 2009. Foto Cleiton Pierucini |

A estação em julho de 2003. Foto Luiz Antonio
Mathias Netto |
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| Atualização:
27.03.2015
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