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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Visconde de Itaboraí
Porto das Caixas
Venda das Pedras
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Saída para a Linha do Cantagalo (1860-1965): Escurial
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Cantagalo (1860-1887)
E. F. Leopoldina (1887-1975)
RFFSA (1975-1996)
PORTO DAS CAIXAS
Município de Itaboraí, RJ
Linha do Litoral - km 75,577 (1960)   RJ-1932
    Inauguração: 23.04.1860
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: O que mais tarde foi chamada "linha do litoral" foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia constrtuído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim,foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória.
 
A ESTAÇÃO: A antiga E. F. Cantagalo começava mesmo em Porto das Caixas, localidade situada às margens do rio Macacu, no

ACIMA: A vila de Porto das Caixas e sua procissão em 1912 (Foto publicada em O Malho de 27/1/1912).
"fundo" da baía da Guanabara. Dali, barcaças transportavam as mercadorias até a cidade do Rio de Janeiro. No início dos anos 1950, ainda se podia ver algumas delas afundadas ao lado da ponte ferroviária, então de madeira. A estação de Porto das Caixas,

ACIMA: O vilarejo de Porto das Caixas em 1944 (Revista Brasileira de Geografia, out-dez 1944). ABAIXO: Estação de Porto das Caixas, anos 1950 (Autor desconhecido; cessão Carolinne Gonçalves).
construída originalmente para saída da linha do Cantagalo, somente mais tarde, em 1874, passou a ser também entroncamento com a que viria a ser a Linha do Litoral, construída na época pela Cia. Ferreo Carril Niteroiense. Foi um ponto de baldeação muito


ACIMA: Placa anunciando um túnel (AE) que já praticamente não existe, afundado na lama (BD), mostrado no mapa (AD), enquanto a saída para ele já não existe mais na antiga bifurcação que dava acesso à linha do Cantagalo (BE). ABAIXO: Ponte velha em pedra da linha do Litoral, ao lado da ponte de concreto mais nova (EE) e casa de turma e caixa d'água da estação que já foi demolida (ED) (Fotos Eduardo Moreira e Google Maps em 2010) (CLIQUE SOBRE AS FOTOS PARA VÊ-LAS EM TAMANHO MAIOR).

movimentado e rico, tendo entrado em decadência com a inauguração do trecho de linha até Niterói, ainda no século XIX. De Porto das Caixas saía também a Linha do Litoral, que seguia até Campos. Com a extinção da linha do Cantagalo, Porto das Caixas deixou de ser entroncamento. A estação foi demolida - segundo os moradores locais, já em 1980 - não sobrou nada, a não ser duas escadas feitas com dormentes que servem para os raros passageiros do trem suburbano que liga Itaboraí a Niterói. Em 2010, mesmo isso desapareceu e a plataforma está escondida debaixo de muito mato.
(Fontes: Eduardo Moreira; Carolinne Gonçalves, 2009; Carlos Latuff, 2002; Cleiton Pieruccini; Google Maps, 2010; O Malho, 1912; Délio Araújo: Informativo Centro-Oeste, 7/4/1989; Paulo César Saraceni: Porto das Caixas, filme, 1962; IBGE: Revista Brasileira de Geografia, 1944; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Porto das Caixas, em 1962. Fotograma do filme Porto das Caixas, de Paulo César Saraceni. Colaboração Cleiton Pieruccini

Do que foi uma das mais importantes estações do Estado do Rio de Janeiro no século 19, nada restou. Então tiveram de improvisar para o embarque dos passageiros que hoje já não mais ali existem. Foto Carlos Latuff, em 2002
 
     
Atualização: 14.08.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.