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VXY Mogiana em MG
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(1945-1977)
Carlos Gomes-nova
Jaguariúna
Guedes
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(1977-1984)
Carlos Gomes-nova
Jaguariúna
Jaguariúna-Fepasa
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Saída do ramal de Amparo (1945-1967):
Pedreira
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2015
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1945-1977)
V. F. Campinas-Jaguariúna (1977-1985)
ABPF (2006-)
JAGUARIÚNA
Município de Jaguariúna, SP
Variante Guanabara-Guedes - km 32,384   SP-0068
Altitude: 569 m   Inauguração: 15.12.1945
Uso atual: Estação da ABPF e museu (2015)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1945
 
 
HISTORICO DA LINHA: A variante Guanabara-Guedes foi entregue pela Mogiana entre 1926 e 1945, e alterou primeiro o trecho do tronco original até Desembargador Furtado (1926). Mais tarde, chegou até Carlos Gomes (1929), e finalmente a Guedes (1945). Apenas a estação de Guanabara permaneceu onde estava, reformada. As outras tiveram versões novas. Em 1977, a variante, que se tornou o tronco novo da Mogiana naquele trecho, foi desativada pela já operante Fepasa. Na mesma época, parte do trecho (Anhumas-Jaguariúna) foi entregue à linha turística da ABPF, tornando-se a V. F. Campinas-Jaguariúna. Em 1984, o trecho foi reduzido até sobre o rio Jaguary, com a desativação da estação de Jaguariúna.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Jaguariúna foi inaugurada em 1945, para substituir a antiga estação de Jaguari, desativada na mesma época por ter ficado fora do leito com a construção da variante Guana-bara-Guedes. Recebeu o novo nome, por determinação do Conselho Nacional de Geografia, que alterou o nome da cidade, de Jaguari para Jaguariúna. O estilo da estação acabou sendo muito seme-lhante às da Mogiana dos anos 1920, como Guanabara e Anhumas. Daqui, como na da velha Jaguari, saía o ramal de Amparo, desa-tivado em 1967. Segundo Luiz Haroldo Gomes de Soutello, neto do Visconde de Soutello, que deu nome a uma estação no ramal de Socorro, e bisneto do Comendador Guimarães, que deu nome a uma estação no ramal de Mococa, ambos diretores da Companhia Mogiana, quem projetou o prédio da estação de 1945 foi Manoel Amadeu Gomes de Soutello, seu pai.
Em setembro de 1958, foi instalado na estação um equipamento para britagrem de pedras.
A estação de Jaguariúna foi desativada em 1977, com o fim do tráfego na linha, causado pela construção da nova variante Boa Vista-Guedes. Uma nova estação, a terceira da cida-de (Jaguariúna-Fepasa), foi então construída fora da cidade. A velha estação foi, entretanto, reativada em 1981 para servir como estação de passageiros terminal e também como depósito de loco-motivas e vagões para o trem turístico da VFCJ. Divergências com a prefeitura de Jaguariúna levaram à retirada dos trilhos a partir da ponte sobre o rio Jaguari e à consequente remoção das locomotivas e vagões de seu pátio para a estação anterior, de Carlos Gomes, isto em 1985. "A VFCJ, controlada pela ABPF, teve um enorme prejuízo com isso, principalmente porque os trilhos que continuavam seu percurso a partir da estação se encontravam com a variante construída em 1973, na estação de Jaguariúna-Fepasa. A VFCJ perdeu a ligação com a linha da Fepasa, o que lhe facilitava o transporte por trilhos e não por caminhão, como é feito hoje, dos carros e locomotivas que adquire. A linha ficou isolada entre Anhumas e a ponte sobre o rio Jaguari. Todos os trilhos entre a ponte, a estação de Jaguariúna e a estação de Jaguariúna-Fepasa foram retirados em 1985" (Coaracy Camargo, 02/2003). Com isso, até 2006, o trenzinho chegava sobre a ponte, numa estação pequena construída para isso e chamada de Jaguary, como a antiga da cidade, e retornava de ré. O prédio da estação sofreu reformas que o descaracterizaram em relação à sua construção original, com a mudança de "mãos francesas", portas, janelas e o fechamento das extremidades laterais do prédio, que eram abertas. Serviu como biblioteca e sala de música, entre outras coisas. Uma velha locomotiva foi colocada à sua frente como recordação de uma época de ouro. Porém, os bons tempos voltaram: em 2006, um viaduto e o prolongamento da linha até a estação colocaram novamente os trilhos em Jaguariúna, vindos de Anhumas, graças à luta da ABPF, que jamais se conformou com a rasteira que levou em 1985. A cidade que meu bisavô Guilherme Giesbrecht ajudou a fundar e construir no já longínquo ano de 1894 voltou então a ouvir o apito do trem em seu âmago, não mais lá longe, como o foi por vinte anos. (Veja também: JAGUARI; JAGUARIÚNA-FEPASA; JAGUARY-VFCJ)

ACIMA: A estação de Jaguariúna, ainda no abandono, cerca de 1980 (Foto Vanderley Zago). ABAIXO: Parte da estação hoje é um restaurante. Porém, há outras funções (museu) e os trens da ABPF embarcam e desembarcam pessoas na plataforma durante os fins de semana (Foto Roberto Garcia - abril 2014).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Vanderley Zago; Roberto Garcia; Alberto del Bianco; Luiz Haroldo Gomes de Soutello; Coaraci Camargo; Rossana Romualdo; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; O Estado de S. Paulo, 28/6/1959; JJ Revista de 09/1999; Revista Ferrovia, 1982; Cia. Mogiana: Álbum, 1910; Cia. Mogiana: relação oficial de estações, 1937; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação de Jaguariúna, sem data. Foto dos arquivos do Museu de Jundiaí

A estação nos bons tempos dos trens de passageiros da Mogiana, provavelmente anos 70. Autor desconhecido

Jaguariúna em 1982, nos primeiros tempos de operação com a VFCJ. Foto revista Ferrovia no. 84, 1982

A estação nos tempos da ABPF. Foto Alberto del Bianco

Em vermelho, o traçado aproximado da linha entre 1945 e 1985. Desenho extraído da JJ Revista de 09/1999

A estação em 1991, já sem trilhos. Ela já havia perdido as aberturas laterais do prédio, depois da desativação. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 1991, já sem trilhos. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 1991, já sem trilhos. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 07/2001. Foto Rossana Romualdo
     
Atualização: 27.06.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.