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ramal de Amparo-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2006
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1875-1967)
PEDREIRA
Município de Pedreira, SP
Ramal de Amparo - km 10,275 (1937)   SP-2667
Altitude: 584 m   Inauguração: 10.11.1875
Uso atual: centro de artesanato (2016)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: anos 1890?
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Amparo foi o primeiro dos ramais construído pela Mogiana, em novembro de 1875, ligando Jaguary (Jaguariúna) a Amparo. Em 1890, a Companhia prolongou o ramal até Monte Alegre. Quando em 1945 a Mogiana alterou o traçado da linha em Jaguariúna, o ramal continuou partindo da estação nova, em local diferente da original. Em 1965, o tráfego de trens foi suprimido entre Amparo e Monte Alegre, e, em 1967, o que sobrou do ramal também foi extinto. Os trilhos foram retirados não muito depois. Ao contrário de outras linhas, neste ramal todos os edifícios das estações sobrevivem até hoje.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Pedreira foi aberta em 1875. "Construída no km 11 do ramal e terras do Capitão José Pedro de Godoy Moreira, que as cedeu gratuitamente" (*RM-26/7/1874), em terras da Fazenda Grande, vizinha da fazenda Santa Ana. Desta estação deveria sair o ramal de Areia Branca, que seguiria para o bairro do mesmo nome no então município de Amparo, isto em 1891. O ramal nunca foi construído. A cidade, mesmo, surgiu anos depois, já nos anos 1880. O município veio logo depois, em 1896. Em meados de 1916 a Mogiana anuncia a "reconstrução" da estação local. Dois anos mais tarde a empresa pede a 'reconsideração" do seu projeto de modificação da estação (O Estado de S. Paulo, 27/6/1918). Teria ela desistido? Afinal, o prédio de 1910 (ver ao pé da página) não é tão diferente do prédio que ainda existe; este é apenas mais longo. Parece que houve uma união dos dois prédios que aparecem nessa fotografia, que deve ter juntado estação de passageiros e armazém em uma só construção (O Estado de S. Paulo, 3/5/1918). Quase 50 anos depois, "em 3/1/1967, a estação foi fechada, junto com o trecho Jaguariúna-Amparo (*RM-1967). "A cidade hoje é um centro de vendas de peças de cerâmica e de porcelana. A estação jaz hoje no meio da avenida que é, na verdade, trecho da rodovia Jaguariúna-Amparo, ou seja, o tráfego esntre estas duas cidades passa pelos dois lados da estação (o lado junto ao rio Jaguari era o pátio ferroviário da estação), ilhada no meio de um trânsito bastante grande, especialmente durante os finais de semana. "Meu tio era o chefe da estação, e morava bem perto dela. Quando íamos a Pedreira, ficávamos esperando o trem para a volta na casa dele; ele então recebia a mensagem no telégrafo, e dizia: "corram para a estação, porque o trem já saiu da outra!" E a gente corria com as coisas para lá" (Teresa Maia, agosto de 1999). Já parcialmente desfigurada, mas bem conservado, a antiga estação está ainda mantida em seu local original em 2016.

AO LADO: A produção próxima à estação de Pedreira estava seguindo para a estação de Valinhos, da Cia. Paulista, por falta de boas estradas em 1876 (VEJA A MATÉRIA TODA CLICANDO NA FIGURA) (A Provincia de S. Paulo, 9/3/1876).

TRENS - Os trens de passageiros pararam nesta estação de 1875 a 1967. Na foto à esquerda, o trem do ramal está possivelmente próximo a Pedreira. Clique sobre a foto para ver mais detalhes sobre esses trens. Veja aqui horários em 1964 (Guias Levi).
AO LADO: A estação de Pedreira situava-se no município do mesmo nome e pertencia à E. F. Mogiana. Permutava malas postais diariamente com a administração regional (São Paulo). A mala postal expedida pela administração seguia pela São Paulo Railway até Jundiaí, daí, pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro até Campinas; em seguida pela E. F. Mogiana até a estação de Jaguari, de onde, seguia ao destino através do Ramal de Amparo da mesma ferrovia (Márcio Protzner, 19/7/2009).















AO LADO: Carro-funebre da CM leva corpo de morto de Pedreira a Campinas (O Estado de S. Paulo, 16/9/1910).

ACIMA: Nos anos 1950, o trem passa por uma calma cidade de Pedreira, à frente da estação. Bem diferente do movimento de hoje (Autor desconhecido). ABAIXO: Estação de Pedreira em 1904 (Autor desconhecido).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Eduardo Dantas; Juliano Zambrota; Márcio Protzner; Teresa Maia; Antonio Gorni; A. C. Belviso; A Provincia de S. Paulo, 9/3/1876; O Estado de S. Paulo, 1/11/1891, 1916 e 1918; Cia. Mogiana: Relatórios anuais, 1872-1969; Cia. Mogiana: Álbum, c. 1910)
     

Estação de Pedreira, c. 1910. Foto do álbum da Mogiana, cedida por A. C. Belviso

A estação como museu, em 16/10/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 04/2006. Foto Antonio Gorni

A estação em 1/2009. Foto Eduardo Dantas

A estação em 15/1/2012. Lado da plataforma. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em fevereiro de 2016. Foto Juliano Zambrota
     
Atualização: 08.06.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.