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Jaguariúna
Pedreira
Arcadas
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ramal de Amparo-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2012
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| Cia. Mogiana de
Estradas de Ferro (1875-1967) |
PEDREIRA
Município de Pedreira, SP |
| Ramal de Amparo - km 10,275 (1937) |
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SP-2667 |
| Altitude: 584 m |
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Inauguração: 10.11.1875 |
| Uso atual: centro de artesanato (2017) |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1890? |
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| HISTORICO DA LINHA: O
ramal de Amparo foi o primeiro dos ramais construído pela Mogiana,
em novembro de 1875, ligando Jaguary (Jaguariúna) a Amparo. Em 1890,
a Companhia prolongou o ramal até Monte Alegre. Quando em 1945 a Mogiana
alterou o traçado da linha em Jaguariúna, o ramal continuou partindo
da estação nova, em local diferente da original. Em 1965, o tráfego
de trens foi suprimido entre Amparo e Monte Alegre, e, em 1967, o
que sobrou do ramal também foi extinto. Os trilhos foram retirados
não muito depois. Ao contrário de outras linhas, neste ramal todos
os edifícios das estações sobrevivem até hoje. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Pedreira foi aberta em 1875. "Construída
no km 11 do ramal e terras do Capitão José Pedro de
Godoy Moreira, que as cedeu gratuitamente" (*RM-26/7/1874),
em terras da Fazenda Grande, vizinha da fazenda Santa Ana.
Desta estação deveria sair o ramal de Areia Branca,
que seguiria para o bairro do mesmo nome no então
município de Amparo, isto em 1891. O ramal nunca foi
construído.
A cidade, mesmo, surgiu anos depois, já nos anos 1880. O município
veio logo depois, em 1896.
Em meados de 1916 a Mogiana anuncia a "reconstrução"
da estação local. Dois anos mais tarde a empresa pede
a 'reconsideração" do seu projeto de modificação
da estação (O Estado de S. Paulo, 27/6/1918).
Teria ela desistido? Afinal, o prédio de 1910 (ver ao pé
da página) não é tão diferente do prédio
que ainda existe; este é apenas mais longo. Parece que houve
uma união dos dois prédios que aparecem nessa fotografia,
que deve ter juntado estação de passageiros e armazém
em uma só construção (O Estado de S. Paulo,
3/5/1918).
Quase 50 anos depois, "em 3/1/1967,
a estação foi fechada, junto com o trecho Jaguariúna-Amparo
(*RM-1967).
"A cidade hoje é um centro de vendas de peças
de cerâmica e de porcelana. A estação
jaz hoje no meio da avenida que é, na verdade, trecho da rodovia
Jaguariúna-Amparo, ou seja, o tráfego
esntre estas duas cidades passa pelos dois lados da estação
(o lado junto ao rio Jaguari era o pátio ferroviário
da estação), ilhada no meio de um trânsito bastante
grande, especialmente durante os finais de semana.
"Meu tio era o chefe da estação, e morava bem perto dela. Quando
íamos a Pedreira, ficávamos esperando o trem para a volta na casa
dele; ele então recebia a mensagem no telégrafo, e dizia: "corram
para a estação, porque o trem já saiu da outra!" E a gente corria
com as coisas para lá" (Teresa Maia, agosto de 1999).
Já parcialmente desfigurada, mas bem conservado, a antiga
estação está ainda mantida em seu local original
em 2016.
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AO LADO: A produção
próxima à estação de Pedreira
estava seguindo para a estação de Valinhos,
da Cia. Paulista, por falta de boas estradas em 1876 (VEJA
A MATÉRIA TODA CLICANDO NA FIGURA) (A Provincia
de S. Paulo, 9/3/1876).
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AO
LADO: Reclamações sobre o tamanho reduzido
da estação em 1909 (O Estado de S. Paulo, 16/11/1909).
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TRENS
- Os trens de passageiros pararam nesta estação
de 1875 a 1967. Na foto à esquerda, o trem do ramal está
possivelmente próximo a Pedreira. Clique sobre a foto
para ver mais detalhes sobre esses trens. Veja aqui horários
em 1964 (Guias Levi). |
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AO LADO: A estação
de Pedreira situava-se no município do mesmo nome e pertencia
à E. F. Mogiana. Permutava malas postais diariamente com a
administração regional (São Paulo). A mala postal expedida
pela administração seguia pela São Paulo Railway até Jundiaí,
daí, pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro até Campinas;
em seguida pela E. F. Mogiana até a estação de Jaguari, de
onde, seguia ao destino através do Ramal de Amparo da mesma
ferrovia (Márcio Protzner, 19/7/2009).
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AO LADO: Carro-funebre da CM leva corpo de morto de
Pedreira a Campinas (O Estado de S. Paulo, 16/9/1910).
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ACIMA: Nos anos 1950, o trem passa por uma calma
cidade de Pedreira, à frente da estação. Bem
diferente do movimento de hoje (Autor desconhecido). ABAIXO: Estação
de Pedreira em 1904 (Autor desconhecido).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa
local; Eduardo Dantas; Juliano Zambrota; Márcio Protzner; Teresa
Maia; Antonio Gorni; A. C. Belviso; A Provincia de S. Paulo, 9/3/1876;
O Estado de S. Paulo, 1/11/1891, 1909, 1916 e 1918; Cia. Mogiana:
Relatórios anuais, 1872-1969; Cia. Mogiana: Álbum, c.
1910) |
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Estação de Pedreira, c. 1910. Foto do álbum
da Mogiana, cedida por A. C. Belviso |
A estação como museu, em 16/10/1998. Foto Ralph
M. Giesbrecht |
A estação em 04/2006. Foto Antonio Gorni |

A estação em 1/2009. Foto Eduardo Dantas |

A estação em 15/1/2012. Lado da plataforma. Foto
Ralph M. Giesbrecht |

A estação em fevereiro de 2016. Foto Juliano Zambrota
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| Atualização:
19.06.2017
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