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VXY Mogiana em MG
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(1875-1929)
Carlos Gomes
Jaguari
Guedes
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(1929-1945)
Carlos Gomes-nova
Jaguari
Guedes
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Saída do ramal de Amparo (1875-1945):
Pedreira
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Tronco CM-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2015
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1875-1945)
JAGUARI
Município de Jaguariúna, SP
Linha-tronco original - km 32,384   SP-0067
Altitude: -   Inauguração: 03.05.1875
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1893 (provável)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado em 1875, tendo chegado até o seu ponto final em 1886, na altura da estação de Entroncamento, que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras retificações foram feitas desde então, tornando o leito da linha atual diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Em 1926, 1929, 1951, 1960, 1964, 1972, 1973 e 1979 foram feitas as modificações mais significativas, que tiraram velhas estações da linha e colocaram novas versões nos trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou a ser parte da Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram de circular pela linha.
 
A ESTAÇÃO: Também uma das estações da primeira viagem da Mogiana (era a terceira na ordem), Jaguary foi inaugurada em 1875 com esse nome, ainda em território do município de Mogi-Mirim. Segundo se pode concluir pelos relatórios da Mogiana dos anos 1870, a estação original era de madeira e trilhos, como as outras que foram construídas durante essa época; e também, segundo alguns relatos de moradores na época, estava localizada em local diferente da estação que foi construída como definitiva nos anos 1890, ficando a cerca de três (atuais) quarteirões dessa, também próxima ao rio Jaguary. Nessa época, a atual cidade não existia; ela foi erigida somente por volta de 1894, quando o coronel Amâncio Bueno contratou o engenheiro Wilhelm (Guilherme) Giesbrecht (na planta desenhada por ele chamado de Gieserecht) para o projeto, arruamento e construção de onze casas e de uma igreja - a igreja de Santa Maria, na praça central da cidade. Wilhelm era natural de Koenigsberg, Prussia, e tinha apenas 25 anos quando chegou à estação de Jaguari, tendo chegado ao Brasil apenas sete anos antes e se estabelecido em Diamantina, MG. O nome dado à nova vila foi Vila Bueno, apesar do nome da estação ser diferente. Dois anos mais tarde, a vila recebeu o nome da estação. Giesbrecht trabalhara sediado em Jaguary de 1891 a 1895 para a Mogiana, fazendo estudos para a duplicação da linha até Casa Branca, fato que acabou nunca acontecendo. Ele teria também construído a estação de alvenaria que funcionou até 1945. Seu filho mais velho, Hugo, foi uma das primeiras crianças a nascer na nova cidade (1894). Hoje Guilherme é considerado como fundador e/ou co-fundador da cidade. No final de 1945, o trecho de linha foi retificado de Carlos Gomes-nova até Guedes e a estação, como outras, foi desativada, pois ficou fora do leito, substituída pelo prédio novo. A nova estação, construída cerca de seis ou sete quarteirões no sentido noroeste da cidade, recebeu por determinação do IHG o nome novo de Jaguariúna. A antiga casa do chefe da estação sobrevive até hoje e serve como sede da Secretaria da Educação do município. Está localizada junto à avenida que dá saída para Amparo e Serra Negra. A estação de 1893 foi demolida. Vale lembrar que, até 1945, saía dali o ramal de Amparo, que, depois, passou a sair da estação nova, Jaguariúna. (Veja também: JAGUARIÚNA; JAGUARIÚNA-FEPASA; JAGUARY-VFCJ)
Jaguari, hoje Jaguariúna, é a terra natal de meu avô, Hugo Giesbrecht (1894-1961). Filho primogênito de Wilhelm (Guilherme) Klein, prussiano de Königsberg, e de Maria de Menezes y Aguillar, de Diamantina, MG, viveram ele e seus pais por apenas um ano nessa cidade, deixando-a ao fim do trabalho de Wilhelm. Hugo casou-se com Rosina Klein, de Joinville, SC, em 1920 e moraram em Ponta Grossa e Curitiba, PR, de onde saíram para viver na cidade de São Paulo em 1934. (do autor do site)
AO LADO: A história de minha família passa por Jaguariúna.
AO LADO: A estação já não dava mais conta do movimento em 1916 (O Estado de S. Paulo, 3/3/1916).
ACIMA e ABAIXO: Desastre que matou seis membros da família Carneiro da Cunha em Jaguari, em fevereiro de 1913 (Fon-Fon, 8/3/1913).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Wilhelm Giesbrecht: Curriculum Vitae, 1947; O Estado de S. Paulo, 1916; Fon-fon, 1913; O Paiz, 27/2/1913; JJ Revista, 09/1999; Cia. Mogiana: Álbum, 1910; Cia. Mogiana: relação oficial de estações, 1937; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação de Jaguary, c. 1910. Foto do Álbum da Mogiana

Mapa de 1894 mostrando a Vila Bueno e o pátio de Jaguari, no canto direito inferior. Desenho extraído da JJ Revista de 09/1999

Casa do chefe da estação, no antigo pátio de Jaguari. A estação já foi demolida. Foto Ralph M. Giesbrecht, em 16/10/1998
     
     
Atualização: 28.03.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.