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E. F. Sorocabana
(1930-1971)
FEPASA (1971-1994)
CPTM (1994-2011) |
JÚLIO PRESTES (antiga SÃO PAULO)
Município de São Paulo, SP |
| Linha-tronco - km 0 |
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SP-0550 |
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Inauguração: 1938 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos
e sala de concertos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1938 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO:
Em 1920, os relatórios da Sorocabana já alertavam para a necessidade
de um novo prédio: "A E. F. Sorocabana necessita ter em São Paulo
uma estação que, satisfazendo ás necessidades do publico, não quebre
a harmonia das demais construcções da principal cidade do Estado.
A actual, além de exígua, o que prejudica o movimento de passageiros
e encarece os demais serviços, é um mesquinho edifício que desdoura
a nossa Capital". A construção do novo prédio demorou mais de
dez anos, iniciando-se em 1926 e sendo inaugurada somente em 15/10/1938,
projetado pelo arquiteto Christiano das Neves. Entretanto,
é sabido que, em 1930, com a conclusão da área
das plataformas, o embarque passou a ser feito na estação
ainda longe de ser acabada, desativando a estação de
1914, ao seu lado. Houve até uma inauguração
formal no dia 13 de maio desse ano (1930), com a presença do
presidente (governador) do Estado, Júlio Prestes, que,
aliás, nomearia a estação 21 anos depois. Manteve
o nome das estações anteriores, São Paulo.
Portanto, a estação realmente

ACIMA: A gare da estação de Julio
Prestes, em 2008 (Foto Mateus Cussioli). ABAIXO: A estação
vista do alto, em 2008. No canto superior esquerdo, a gare de onde
saem hoje os trens da CPTM e no passado saíam os trens da Sorocabana.
Ao fundo, as linhas da ex-Santos a Jundiaí, lotadas de trens
da CPTM que correm na linha Luz-Jundiaí. A estação
da Luz não aparece na foto e está à direita,
bem como está também à direita, antes da Luz,
o prédio da estação da EFS entre 1914 e 1930
que funcionou depois como DOPS, podendo-se ver um pequenino pedaço
dele no canto direito inferior (Autor desconhecido).
começou a operar para passageiros nesse dia, sendo que a gare
(extremidade do lado da alameda Cleveland) já era preticamente
do aspecto que ainda hoje o tem. Novamente foi ela inaugurada em 1938,
como visto acima, agora com todo o prédio inteiramente

Julio Prestes, em 1918 |
pronto. Somente a partir de
1951 é que o nome Júlio Prestes foi adotado. Curiosamente,
este havia sido o nome, por curto tempo (1948-1951) dado à
estação de Canguera, na linha Mairinque-Santos.
A parte da plataforma da estação Júlio Prestes,
situada à sua esquerda, hoje serve apenas como
ponto de partida dos trens da CPTM. Para trens de passageiros
de longa distância, a estação deixou de
ser ponto de partida em 1988, quando os trens da antiga Sorocabana
foram transferidos para ter partida na estação
nova da Barra Funda, aberta nesse ano. Os seus escritórios,
depois de
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abrigarem por anos a sede da Sorocabana, e depois da FEPASA, passaram
em 1997 a abrigar a Secretaria de Estado da Cultura. Em 09/07/1999,
depois de uma reforma de dois anos, seu
amplo
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"Para
quem se lembra, na estação Julio Prestes o ritual era mais ou
menos assim: Cerca de 5 minutos antes da partida do trem de
longo percurso, a campainha era acionada por cerca de 15 segundos.
Dois minutos após vinha o segundo aviso, desta vez com dois
toques. E no momento da partida, o terceiro aviso com três toques.
Então o chefe do trem colocava em funcionamento seu apito liberando
de vez o trem. Aí, o maquinista acionava a buzina e iniciava
a corrida. E quando era um dos trens longos com até 25 carros?
O chefe e seus ajudantes iam passando o apito até chegar o som
na locomotiva. Atualmente, nos trens da Vale, a autorização
para partida é enviada ao maquinista via rádio. A Sorocabana,
ao contrário da Paulista, SPR etc., sempre usou dois apitos
do chefe, repetidos pelo maquinista, para a partida, claro,
após o toque do sino ou campainha da chefia da estação"
(Carlos Almeida, 2009 e Coaraci Camargo, 2009). |
saguão passou a abrigar a
Sala São Paulo, com 1.509 lugares e mil metros
quadrados, para abrigar a Orquestra Sinfônica de São Paulo.
A sua plataforma continua ativa, mas com os dias contados:
esteve prevista a sua desativação para 2004.
Estamos em 2011 e ela ainda continua com seus trens, graças
a Deus. "Para aqueles que gostam de via permanente,
desculpem-me se já conhecem esta informação,
mas na
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lateral
externa da gare da estação Julio Prestes existe ainda uma via singela,
em bitola métrica , fixada com dormentes metálicos.Esta via não está
conectada com a via principal que sai da gare, bloqueada que está
por um jardinzinho de chefe de estação. A linha é a única que sobrou
do patio externo da gare de Julio Prestes, e que certamente terminava
na segunda estação da EFS, depois o terrível DEOPS" (Ayrton
Camargo da Silva, 01/2007). Na verdade, os três últimos
prédios que serviram de ponto inicial dos trens da Sorocabana,
desde 1904, estavam em pontos diferentes, sempre na rua Mauá.
Os três prédios conviveram lado a lado até 1979,
quando a estação mais antiga foi demolida, mesmo sob
protestos de preservacionistas. (VER TAMBÉM: São
Paulo (original); São
Paulo-nova)
(Fontes: Ralph Mennucci Giesbrecht, pesquisa local; Coaraci Camargo;
Carlos R. Almeida; Ayrton Camargo da Silva; Antonio Soukhef; Lourenço
Paz; Lucas Cortopassi; Mateus Cussiolli; E. F. Sorocabana: relatórios
anuais, 1872-1969; Folha de S. Paulo, 13/5/1930; Revista da Semana,
1924; Livro dos 90 anos da EFS, 1960; O Estado de S. Paulo, 1998;
Revista Ferroviária, 2001; Guias Levi, 1932-80; Mapas - acervo
R. M. Giesbrecht) |
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A estação Júlio Prestes, em 1998, antes
da reforma que a transformou em teatro. Foto do jornal O
Estado de S. Paulo |
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A estação Júlio Prestes, já reformada
como Sala São Paulo, em 2001. Foto da Revista Ferroviária
promovendo a exposição anual |
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| Atualização:
03.12.2011
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