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VXY Mogiana em MG
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Júlio Prestes
Barra Funda-EFS (1951-88)
Barra Funda-Fepasa/CPTM (1988-2007)
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Tronco EFS-1935

Guia SP-1995
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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E. F. Sorocabana (1930-1971)
FEPASA (1971-1994)
CPTM (1994-2009)

JÚLIO PRESTES (antiga SÃO PAULO)

Município de São Paulo, SP
Linha-tronco - km 0 (1938)   SP-0550
  Inauguração: 1938
Uso atual: estação de trens metropolitanos e sala de concertos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1938
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.
 
A ESTAÇÃO: Em 1920, os relatórios da Sorocabana já alertavam para a necessidade de um novo prédio: "A E. F. Sorocabana necessita ter em São Paulo uma estação que, satisfazendo ás necessidades do publico, não quebre a harmonia das demais construcções da principal cidade do Estado. A actual, além de exígua, o que prejudica o movimento de passageiros e encarece os demais serviços, é um mesquinho edifício que desdoura a nossa Capital". A construção do novo prédio demorou mais de dez anos, iniciando-se em 1926 e sendo inaugurada somente em 15/10/1938, projetado pelo arquiteto Christiano das Neves. Entretanto, é sabido que, em 1930, com a conclusão da área das plataformas, o embarque passou a ser feito na estação ainda longe de ser acabada, desativando a estação de 1914, ao seu lado. Manteve o nome das estações anteriores, São Paulo. Portanto, a estação

ACIMA: A gare da estação de Julio Prestes, em 2008 (Foto Mateus Cussioli). ABAIXO: A estação vista do alto, em 2008. No canto superior esquerdo, a gare de onde saem hoje os trens da CPTM e no passado saíam os trens da Sorocabana. Ao fundo, as linhas da ex-Santos a Jundiaí, lotadas de trens da CPTM que correm na linha Luz-Jundiaí. A estação da Luz não aparece na foto e está à direita, bem como está também à direita, antes da Luz, o prédio da estação da EFS entre 1914 e 1930 que funcionou depois como DOPS, podendo-se ver um pequenino pedaço dele no canto direito inferior (Autor desconhecido).
realmente começou a operar para passageiros nesse ano. Aberta em 1938, como visto acima, somente a partir de 1951 é que o nome Júlio Prestes foi adotado. Curiosamente, este havia sido o nome, por curto tempo (1948-1951) dado à estação de Canguera, na linha Mairinque-Santos. A parte da plataforma da estação Júlio Prestes, situada à sua esquerda, hoje serve apenas como ponto de partida dos trens da CPTM. Os seus escritórios, depois de abrigarem por anos a sede da Sorocabana, e depois da Fepasa, passaram em 1997 a abrigar a Secretaria de Estado da Cultura. Em 09/07/1999, depois de uma reforma de dois anos, seu amplo
"Para quem se lembra, na estação Julio Prestes o ritual era mais ou menos assim: Cerca de 5 minutos antes da partida do trem de longo percurso, a campainha era acionada por cerca de 15 segundos. Dois minutos após vinha o segundo aviso, desta vez com dois toques. E no momento da partida, o terceiro aviso com três toques. Então o chefe do trem colocava em funcionamento seu apito liberando de vez o trem. Aí, o maquinista acionava a buzina e iniciava a corrida. E quando era um dos trens longos com até 25 carros? O chefe e seus ajudantes iam passando o apito até chegar o som na locomotiva. Atualmente, nos trens da Vale, a autorização para partida é enviada ao maquinista via rádio. A Sorocabana, ao contrário da Paulista, SPR etc., sempre usou dois apitos do chefe, repetidos pelo maquinista, para a partida, claro, após o toque do sino ou campainha da chefia da estação" (Carlos Almeida, 2009 e Coaraci Camargo, 2009).
saguão passou a abrigar a Sala São Paulo, com 1.509 lugares e mil metros quadrados, para abrigar a Orquestra Sinfônica de São Paulo. A sua plataforma continua ativa, mas com os dias contados: esteve prevista a sua desativação para 2004. Estamos em 2007 e ela ainda continua com seus trens, graças a Deus. "Para aqueles que gostam de via permanente, desculpem-me se já conhecem esta informação, mas na
lateral externa da gare da estação Julio Prestes existe ainda uma via singela, em bitola métrica , fixada com dormentes metálicos.Esta via não está conectada com a via principal que sai da gare, bloqueada que está por um jardinzinho de chefe de estação. A linha é a única que sobrou do patio externo da gare de Julio Prestes, e que certamente terminava na segunda estação da EFS, depois o terrível Deops" (Ayrton Camargo da Silva, 01/2007). Na verdade, os três últimos prédios que serviram de ponto inicial dos trens da Sorocabana, desde 1904, estavam em pontos diferentes, sempre na rua Mauá. Os três prédios conviveram lado a lado até 1979, quando a estação mais antiga foi demolida, mesmo sob protestos de preservacionistas. (VER TAMBÉM: São Paulo (original); São Paulo-nova)
(Fontes: Ralph Mennucci Giesbrecht, pesquisa local; Coaraci Camargo; Carlos R. Almeida; Ayrton Camargo da Silva, 2007; Antonio Soukhef; Lourenço Paz; Lucas Cortopassi; Mateus Cussiolli, 2008; da E. F. Sorocabana: relatórios oficiais, 1872-1969; Revista da Semana, 1924; Livro dos 90 anos da EFS, 1960; O Estado de S. Paulo, 1998; Revista Ferroviária, 2001; Guias Levi, 1932-1980; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação Júlio Prestes, em 1998, antes da reforma que a transformou em teatro. Foto do jornal O Estado de S. Paulo

A estação Júlio Prestes, já reformada como Sala São Paulo, em 2001. Foto da Revista Ferroviária promovendo a exposição anual
 
     
Atualização: 16.07.2009
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.