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Southern
São Paulo Railway (1915-1927)
E. F. Sorocabana (1927-1971)
FEPASA (1971-c.1990) |
JUQUIÁ
Municípios
de Iguape (1915-1938);
Miracatu (1939-1948);
Juquiá (1948-2008), SP |
| Ramal de
Juquiá - km 253,377 (1986) |
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SP-2163 |
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Inauguração: 16.05.1915 |
| Uso atual: bar
e outros |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal foi construído pelos ingleses da Southern São Paulo
Railway, entre 1913 e 1915, partindo de Santos e atingindo Juquiá.
Em novembro de 1927, o Governo do Estado comprou a linha e a entregou
à Sorocabana, já estatal, no mês seguinte. O trecho entre Santos e
Samaritá foi incorporado à Mairinque-Santos, que estava em início
de construção no trecho da serra do Mar, e o restante foi transformado
no ramal de Juquiá. A partir daí, novas estações foram construídas,
e em 1981, o ramal foi prolongado pela Fepasa, já dona da linha desde
1971, até Cajati, para atender as fábricas de feritlizantes da região.
O transporte de passageiros entre Santos e Juquiá foi suspenso em
1997, depois de 84 anos. A linha seguiu ativa para trens de carga
que passavam quase diariamente, transportando enxofre do porto para
Cajati, até o início de 2003, quando barreiras caíram
sobre a linha na região do Ribeira. O transporte foi suspenso
e a concessionária Ferroban desativou a linha, que o mato cobriu
rapidamente. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Juquiá foi construída
ainda pela Southern São Paulo Railway, em 1915. A sua quilometragem
original era 161,141. Por muitos anos foi a estação
terminal do ramal, daí o nome de ramal de Juquiá
ou Santos-Juquiá. Em 1981, com o final das obras de
prolongamento do ramal até Registro e Cajati,
a estação deixou de ser a última da linha, mas,
para transporte de passageiros, continuou-o sendo: passageiros nunca
seguiram para

ACIMA: mapa que mostra a estação de
Juquiá e seu entorno, em novembro de 1943 (Acervo Instituto
Geográfico e Cartográfico). ABAIXO: Nos anos 1950, com
a estação no centro, ao fundo, aparecem em primeiro
plano o que parece ser locais de manuseio de bananas que depois seriam
embarcadas nos trens da EFS (Acervo Nilson Rodrigues).
além
dela. A estação está localizada com a sua entrada
principal de frente para o rio Juquiá, ficando a poucos
metros dele. Após 1986, os trilhos foram retirados do local,
passando para fora do centro da cidade, mais perto da Rodovia BR-116.
A velha estação foi, então, desativada, tendo
hoje outros usos. Inclusive, construiu-se junto a ela um anexo que
abriga um pequeno bar. A plataforma dá frente para uma praça,
junto ao centro da cidade. A fachada fronteia o rio Juquiá.
"Quanta saudade tenho dessa estação, e da feijoada
dos sabados do Seu Antonio, dono do boteco. O boteco do Seu Antonio
ficava dentro da estação, com direito a almoçar
na plataforma da mesma e enquanto se degustava a feijoada, ficávamos
vendo a movimentação dos trens. Naquela época
havia muito movimento, pois a estação de Juquiá
ainda era considerada término de linha e os trens cargueiros
que partiam para Cajati tinham que obrigatoriamente ir até
o pátio de Juquiá para reverter a locomotiva e voltar
até o entroncamento para daí seguir viagem. Tenho muitas
saudades daquela época quando a GL8 e geralmente três
carros de aço carbono (aqueles que estão apodrecendo
hoje em Samaritá) faziam o percurso, e uma vez, inclusive,
a composição foi puxada por uma duplex de U20 com a
GL de carona para fazer o trem de retorno. Mas, enfim, tudo isso é
passado" (Carlos Alberto Rollo, São Paulo).
"Quando vejo essa foto (a foto de 1988, abaixo), também
bate uma tristeza enorme. Um dos motivos é que a última
viagem que fiz para lá foi com o meu finado avô. Naquele
dia nós almoçamos um comercial (contra-filé sola
de sapato) num pequeno restaurante que ficava bem perto da Estação.
Depois dessa viagem, só estive lá mais uma vez apenas.
Então, o horário do trem foi alterado, o que obrigava
o indivíduo a pernoitar em Juquiá, se quisesse voltar
de trem" (Hermes Y. Hinuy, São Paulo). Depois
da desativação, por volta de 1990, uma nova estação,
num novo local, não tão perto assim da antiga, foi construída,
muito simples e típica da Fepasa: horrível e sem graça,
longe de tudo. É a que hoje serve de estação
para os trens de carga que ainda estacionam em seus desvios. Pode
ser vista da BR-116. (ver também JUQUIÁ-NOVA)
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Estação de Juquiá por volta de 1928. Acervo
Julio Morais |

Plataforma da estação de Juquiá, em 07/1985.
Foto Flávio Michelini |

Trem de passageiros da Fepasa, na estação de Juquiá,
em 12/10/1988. Foto cedida por Hermes Y. Hinuy, que aparece
na mesma, de camisa vermelha. |

A estação, já sem trilhos, em 29/07/1998.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação, em 26/09/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A entrada da estação, em 26/09/2002. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A entrada da estação, em 26/09/2002. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A estação, em 26/09/2002. Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
05.08.2008
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