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(1888-1952)
Luiz Gama
Juquiratiba
Tapijara
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(1952-2001)
Luiz Gama
Juquiratiba
Pirambóia-nova
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Tronco EFS - 1935
IBGE-1956
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1998
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E. F. Sorocabana
(c. 1888-1892)
Cia. União Sorocabana e Ytuana (1892-1907)
Sorocabana Railway (1907-1919)
E. F. Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998) |
JUQUIRATIBA
Município de Conchas, SP |
| Linha-tronco - km 217,903 (1931) |
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SP-2188 |
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Inauguração: c.
1888 |
| Uso atual: fechada |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1952 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: Estação
inaugurada com o nome de Salgado
| Afirma-se que até 1897 existiu
uma estação entre as de Conchas e de Pirambóia de nome Rio do
Peixe, no antigo km 237 da linha, "antes e próximo ao rio que
lhe deu o nome", pois essa ponte não suportava o peso das novas
locomotivas Baldwin, carros e vagões que por ela teriam de passar
a passar dessa época. Essa ponte ficava "uns 200 m acima da
atual". A estação foi construída por causa da necessidade de
baldeação para locos mais leves até que a nova ponte ficasse
pronta. Apenas a vila ferroviária existiu ao redor da estação,
até que mais tarde se construiu por ali uma pequena olaria,
de Francisco Misassi. No local, com o cruzamento de trens, foi
criado o posto de Tapijara, onde Álvaro Ferreira Gomes foi o
primeiro agente. O local teria tido o nome alterado para Salgado,
apelido de um morador da região - "Pedro Salgado" - cujo nome
real era Pedro Carlos de Arruda. Foi ele que cedeu o terreno
para a nova estação. ("Em busca de raízes", p. 306-307).
A história, claramente, mistura as estações de Juquiratiba -
esta sim, tinha o nome de Salgado até 1947, de acordo com os
relatórios da Sorocabana - e de Tapijara, desativada quando
da construção da variante de 1952 e demolida. Para que se tenha
uma idéia, Juquiratiba em 1931 estava no km 217; Tapijara, no
km 231. Vejam então as discrepâncias entre relatos e o que está
escrito nos relatórios. |
provavelmente em 1888, recebeu
o nome atual de Juquiratiba em 1947. Em 1952, a estação
foi o ponto de partida da variante que encurtava o velho trecho
original entre ela e Botucatu,tendo
nesse ano o seu prédio substituído por um novo, enquanto que
o prédio anterior
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foi demolido (ele ficava bem próximo ao atual).
O novo prédio é semelhante às outras oito novas estações construídas
até Botucatu, infelizmente construções bem mais simples e feiosas
que

ACIMA: O mapa do município de Conchas mostra
ainda a linha antiga, embora tenha sido publicado em 1960 pelo IBGE;
isto se vê quando se compara com o mapa do município
vizinho, na mesma publicação, mas já com a linha
nova, mais ao sul. A linha nova passa ao sul de Juquiratiba - não
muito longe (quanto, realmente?) e entrava por Bofete e não
por Anhembi - ver a divisa desses 2 municípios, à esquerda
do mapa, no córrego Vicentinho. A estação mostrada
neste site não é, portanto, a mesma que está
no mapa acima (Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, IBGE, volume XI, 29/5/1960, p.
89). ABAIXO: Entrada do pátio
de Juquiratiba, em 10/4/2009 (Foto Leandro Gouveia).
o
padrão da Sorocabana até então. O local é um bairro afastado de Conchas,
no meio de morros, que, quando lá estive em 1998, era alcançado
somente por uma estrada não pavimentada de 9 km que parte da Marechal
Rondon. A estação ainda está lá, com conservação apenas razoável,
mas em 2009 a estrada já está asfaltada. CLIQUE
AQUI PARA VER AS LINHAS VELHA E NOVA DA SOROCABANA NESTA REGIÃO
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 1998;
Adriano Martins, 2009; Leandro Gouveia, 2009;
José H. Bellorio, 2001; Julio C. Paiva, 2003;
Folha de
Conchas, 1949; _:"Em
busca de raízes", p. 306-307;
E. F. Sorocabana: relatórios oficiais,
1875-1969; Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
IBGE, 1960; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A velha estação ainda com o nome de Salgado. Acervo
Prefeitura Municipal de Conchas |

A estação velha de Juquiratiba em 1949. Folha
de Conchas, 1949 |

Estação "nova" de Juquiratiba, em 19/06/1998.
Foto Ralph M. Giesbrecht |
A estação, em 29/10/2001. Foto José H.
Bellorio |

Comboio cargueiro passando pelo pátio de Juquiratiba,
provavelmente se dirigindo a Bauru, em 18/08/2003. Foto Julio
C. Paiva |

A estação em 10/4/2009. Foto Leandro Gouveia |
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| Atualização:
12.03.2011
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