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Braz Cubas
Mogi das Cruzes
Estudantes
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2007
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E.
F. do Norte (1875-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2009) |
MOGI
DAS CRUZES
Município
de Mogi das Cruzes, SP |
| Ramal de
São Paulo - km 450,320 (1928) |
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SP-2347 |
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Inauguração: 06.11.1875 |
| Uso atual: estação
de trens metropolitanos |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1984
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba
a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho,
saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha.
Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica,
encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro
e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal,
que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar
E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida
E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as
2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté)
e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA.
O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos
anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte,
foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998,
o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e
no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Mogi das Cruzes foi aberta em 1875, numa cidade
que já existia desde o século XVI. Em 16/09/1929, foi inaugurado um
novo prédio, com apenas duas plataformas. Nessa ápoca, Mogi
já era extremidade da linha de subúrbios da Central em São Paulo.
Em 1956, foi ampliada a estação (com uma plataforma estilo da estação
Roosevelt), e reinaugurada em 15/03/1958. Em 1960, com os trens
da extinta Central do Brasil, a cidade não estava nem um pouco
satisfeita com o transporte: "No setor do transporte coletivo,
a Central do Brasil, que conta com cinco estações dentro
do município (em 1960), serve a um contingente apreciável
de operários e estudantes que fazem o caminho Mogi

ACIMA: A locomotiva Baroneza chega a Mogi das Cruzes
trazendo o Presidente da República, Affonso Penna. Como se
sabe, essa foi uma das primeiras locomotivas a andar no Brasil, exatamente
na primeira das linhas, a Porto da Estrela-Raiz da Serra, em Magé,
RJ, em 1854. Nesse tempo nem o trem de subúrbio existia (Arquivo
Histórico Municipal de Mogi das Cruzes).
das Cruzes-São Paulo, pagando Cr$ 3,00 para viajar
nos demorados e malcheirosos carroções atados a mais
de duas dezenas de trens suburbanos diários" (Revista
Brasileira de Geografia, out-dez 1960, p. 576). Em 1984 a RFFSA
reformou completamente a estação, inaugurando o novo prédio em 20
de agosto, com mais três plataformas e ampli-ação das duas existentes.
Desde 1976, não é mais a ponta da linha de subúrbios, que segue até
Estudantes, aberta nesse ano para atender à Universidade da
cidade. A estação atende hoje aos trens metropolitanos
da CPTM. Em 2009, discute-se a retirada dos trens metropolitanos da
CPTM para serem substituídos por VLTs a partir de Suzano.
Absurdo incomensurável se realmente acontecer.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Benedito
dos Anjos; William Gimenez; Astrea M. Giesbrecht; Revista Brasileira
de Geografia, 1960; O Diário de Mogi, 2009; Arquivo Histórico
Municipal de Mogi das Cruzes; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de
Comunicação, 1928; Relatórios oficiais da Central
do Brasil, anos 1920 e 1930; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Estação de Mogi das Cruzes, 1920. Foto do arquivo
de Benedito dos Anjos |

Estação de Mogi das Cruzes, 1920. Foto do arquivo
de Benedito dos Anjos |

A estação em 1940. Foto do arquivo de Benedito
dos Anjos |

Plataformas antigas da estação, sem data. Foto
do arquivo de Benedito dos Anjos |

Em 1960, a primeira viagem do trem Alvorada, da linha de subúrbios
da EFCB. Autor desconhecido |

Plataformas da estação de Mogi, anos 1990. Foto
cedida por William Gimenez |

Plataforma da estação de Mogi em 24/09/2000. Foto
Ralph M. Giesbrecht
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Fachada da estação de Mogi em 02/01/2005. Foto
Ralph M. Giesbrecht |

O trem partindo da estação de Mogi, À esquerda,
para Estudantes, em 02/01/2005. Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
26.12.2009
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