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ramal de Juquiá-1980

IBGE-1956
 
 
E. F. Sorocabana (1960-1971)
FEPASA (1971-1998)
OLIVEIRA BARROS
(antiga DESVIO FURUYA)
Município de Miracatu, SP
Ramal de Juquiá - km 242,564 (1986)   SP-0742
    Inauguração: 01.08.1960
Uso atual: moradia   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1960
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal foi construído pelos ingleses da Southern São Paulo Railway, entre 1913 e 1915, partindo de Santos e atingindo Juquiá. Em novembro de 1927, o Governo do Estado comprou a linha e a entregou à Sorocabana, já estatal, no mês seguinte. O trecho entre Santos e Samaritá foi incorporado à Mairinque-Santos, que estava em início de construção no trecho da serra do Mar, e o restante foi transformado no ramal de Juquiá. A partir daí, novas estações foram construídas, e em 1981, o ramal foi prolongado pela Fepasa, já dona da linha desde 1971, até Cajati, para atender as fábricas de fertilizantes da região. O transporte de passageiros entre Santos e Juquiá foi suspenso em 1997, depois de 84 anos. A linha seguiu ativa para trens de carga que passavam quase diariamente, transportando enxofre do porto para Cajati, até o início de 2003, quando barreiras caíram sobre a linha na região do Ribeira. O transporte foi suspenso e a concessionária Ferroban desativou a linha, que o mato cobriu rapidamente.
 
A ESTAÇÃO: "Meu avô comprou a gleba de terras, com vistas a um mapa, mesmo estando ainda na Alemanha. Seu interesse adveio dos preços baixos, área ainda natural (chamada na época de Amazônia Paulista) e divisas com a ferrovia, com trens apenas uma vez por semana. Quando aqui chegou, em 1926, já dono das terras, fundou o povoado. Quem ali habitava tinha de andar cerca de 1 km pela linha até a estação de Serrinha para pegar o trem. Eu nasci em 1955 nesse povoado no Vale do Ribeira, à margem da ferrovia Sorocabana, já denominado na época de Desvio Furuya. No final dos anos 1940, o lado oposto da ferrovia foi comprado pelo embaixador japonês Shigetsuma Furuya, que ali instalou uma moderna fazenda de bananicultura. Com sua influência, Furuya conseguiu a concessão de um desvio para embarque de bananas neste local - km 336,438 - utilizado, além do próprio Furuya, também pelos bananicultores Orlando Barbosa Ribeiro, João Florencio, Kokusho Moshi, Umishida Mashi, Oliver Reitz, Sandaiko Kian e Linus G. S. Wolpert (meu pai)" (Hermann Wolpert, 04/2007). Em 1960, foi inaugurado no local do antigo posto a estação de Oliveira Barros, com um prédio mais moderno, que lembra o de Agenor de Campos, em Mongaguá, embora o novo nome nada tivesse a ver com o povoado tendo se originado de favores políticos feitos à sede municipal, Miracatu. O prédio da estação hoje está semi-abandonada, sendo usada aparentemente como moradia. Quando tirei a fotografia, na plataforma havia duas meninas cantando e tocando violão, o que deu um ar poético ao momento. (Fontes: relatórios da E. F. Sorocabana; Guia Oficial da E. F. Sorocabana, 2o semestre de 1953; Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 1998; Hermann Wolpert, 2007)
     

Fachada da estação em 29/07/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 29/07/1998. Na plataforma, duas meninas tocavam violão e cantavam. Foto Ralph M. Giesbrecht
 
     
     
Atualização: 21.07.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.