A B C D E
F G H I JK
L M N O P
Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Invernada
Parada Sete
Tremembé
...
Chegada do ramal do Horto: Nova Parada Sete
...

Cantareira-1950
 
 
Cia. Cantareira (n/d -1941)
E. F. Sorocabana (1941-1964)
PARADA SETE
Município de São Paulo, SP
Linha-tronco - km 9,164 (1960)   SP-2658
    Inauguração: n/d
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: O Tramway da Cantareira foi construído em 1893 para levar materiais para a construção da adutora que traria água do reservatório da Cantareira. No ano seguinte ele já estava funcionando em toda a extensão, da estação do Pari, na SPR, à Cantareira, pouco além do atual bairro do Tremembé. Em 23/09/1895, foram instituídas viagens de recreio para a população nos domingos e feriados e o transporte, poucos anos depois, tornou-se diário. Como a estação inicial de embarque para o público, na rua João Teodoro, era considerada longe do centro, prolongou-se em 1907 os trilhos até o atual Parque Dom Pedro II. Em 1908 iniciou-se a construção do ramal para Guarulhos. Já em 1920, a Cantareira era deficitária e o Governo tentou vendê-la à iniciativa particular, mas não houve interessados. O trem era entretanto o único meio de transporte até os bairros mais afastados e não era possível extingüi-lo. Em 1941, foi incorporado à E. F. Sorocabana, mas a situação não se alterou muito. A bitola estreita (60 cm) somente foi substituída pela métrica em 1947 no trecho mais longo (Tamanduateí-Guarulhos) e em 1959 no trecho original, enquanto a projetada eletrificação nunca veio. Em 1964, foi extinto o trecho original e em 31/05/1965, o trecho que sobrou, Areal-Guarulhos, foi suprimido de vez. No lugar do trecho entre a Luz e Santana existe hoje a linha do metrô, que também segue depois disso, até o Tucuruvi, o trecho aproximado do antigo ramal de Guarulhos.
 
A ESTAÇÃO: Esta estação ficava apenas setecentos metros antes da estação do Tremembé. Nela se juntavam o tronco e o ramal do Horto. Aliás, o nome é um mistério. Seria ela a sétima parada, no início, e com a adição da parada do Quartel, teria passado a ser a oitava? Mais tarde, foi aberta uma "Nova Parada Sete", no ramal do Horto, também não muito longe antes deste ramal se juntar ao tronco. Embora alguns estudiosos afirmem que as duas paradas estavam no ramal, é fácil perceber que não: segundo o Guia Levi, os trens ou paravam na "nova" ou na "antiga": quando paravam na "antiga" (Parada Sete), vinham direto de Invernada e daí para o Tremembé. Ficava provavelmente no início da rua da Estação e dali o trem descia para o Tremembé. Foi suprimida no final dos anos 50, juntamente com a Nova Parada Sete. Foi demolida. O relato do antigo morador do Tremembé, em abril de 2002, mostra que, se as definições de onde ficavam a Parada Sete e a Nova Parada Sete estão corretas, ele se refere à Nova Parada Sete e não à antiga: "Manoel Carlos Coelho nasceu no Horto Florestal em 10/7/1939. Seus pais Manoel Coelho e Lídia dos Santos moravam na Vila Bassoti, que ficava à esquerda da Rua do Horto, encostada no parque. Essa vila tinha dezenas de pequenas casas alugadas pela família Bassoti. Hoje não existe mais. Manoel, órfão de pai com apenas 8 meses, lembra que pegava o 1º trem, das 4:00 hr., para ajudar a mãe que ía vender louro, alecrim, mamão verde, folha de uva no mercado central. Ela comprava esses produtos nas imediações do Horto e Vila Rosa, e fez esse comércio até a década de 60. Quando saía do Tremembé, raramente o trenzinho pegava o caminho direto até a Invernada, normalmente seguia pela atual Rua do Horto (pela variante do Horto), só que em um patamar mais elevado do que o nível da rua. E assim chegava na Parada Sete, onde hoje existe um posto Shell, na esquina das atuais Rua do Horto com a Avenida Luiz Carlos Gentile de Laet". (Fontes: Werner Vana; Guias Levi; site "Tremembé on line, abril de 2002) (Veja também NOVA PARADA SETE)
     

A Parada Sete, provavelmente anos 40. Foto Carl Heinz Hahmann
   
     
     
Atualização: 06.08.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.