A B C D E
F G H I JK
L M N O P
Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Imperatriz Leopoldina
Presidente Altino
Osasco
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Saída para o ramal de Jurubatuba (1979-2005):
Ceasa
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Tronco EFS-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2014
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E. F. Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1992)
CPTM (1992-)
PRESIDENTE ALTINO
Município de Osasco, SP
Linha-tronco - km 14,019 (1931)   SP-1339
Altitude: 726 m   Inauguração: 1919
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1979
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.
 


ACIMA: A estação de Presidente Altino já existia em novembro de 1919: a prova está no anúncio acima. Mas existia, afinal, desde quando? O relatório da Sorocabana somente a cita a partir de 1918, quando estava em construção e com o nome de km 14 e pouco depois como Presidente Altino. Realmente, são fatos que se contradizem (O Estado de S. Paulo, 11/11/1919).
A ESTAÇÃO: Quando se iniciou a sua construção, em 1918, o posto tinha apenas o nome de "km 14". O motivo de sua instalação nesse local parece ter sido o fato de ali terem se construído os desvios para o Frigorífico Wilson. Já estava ativa em 1919 com o nome atual, uma homenagem ao então Governador (na época,

ACIMA: Funcionários da Sorocabana posam em frente à plataforma da estação, possivelmente anos 1920 (Autor desconhecido). ABAIXO: Os desvios do Frigorífico Wilson, que parecem ter sido os responsáveis pela construção da estação no km 14. Eles saíam (ainda saem) da frente da estação, que, até 1978, ficava no lado oposto à linha em relação aonde está hoje (Guia SP, 1978).

Presidente) do Estado, Altino Arantes. Em 1930, o seu nome foi alterado para General Miguel Costa, comandante das milícias de

ACIMA: A área do Centro Industrial do Jaguaré sendo loteada, nos anos 1940. Este anúncio foi publicado em junho de 1946. Não sei se foi o primeiro. Até 1950, o anúncio seguiu sendo publicado (Revista Brasil Madeireiro, junho de 1946 - Acervo Ralph M. Giesbrecht). ABAIXO: Por volta de 1945, ou mesmo antes, a ponte do Jaguaré, com o rio Pinheiros já canalizado seguindo no sentido da foz no Tietê, e, à esquerda, parte do Centro Industrial, já arruado. A outra parte fica atrás do morro à esquerda. Notar que, para cá da ponte, a retificação do rio ainda não havia sido feita. A ponte que aparece na fotografia foi desativada em 1973 e ainda existe, abandonada e espremida entre as duas pontes feitas nesse mesmo ano (O Estado de S. Paulo, publicada em 2007).
Vargas em São Paulo após a revolução. Em 1932, a estação foi renomeada com o nome original. O nome de Miguel Costa só foi recolocado como estação em 1987, na antiga estação do

ACIMA: Do pátio de Presidente Altino (fora do mapa, à esquerda da linha, no alto), a partir dos anos 1950, passou a sair uma rede de desvios que se ligavam ao tronco da EFS no alto à esquerda (embora, no mapa, a ligação não esteja feita, mas o ponto é ali mesmo). Essa rede hoje está praticamente toda extinta, tendo sobrevivido até 2003 o ramal que passava junto à Marginal do Rio Pinheiros (Avenida Engenheiro Billings, no centro à direita). Veja mais sobre estes ramais (Guia SP, 1978).

ACIMA: À esquerda, em janeiro de 2003, o trem cargueiro estacionado esperando para entrar na Cimento Cauê, quase invisível ao fundo da foto. Ao lado, a Marginal de Pinheiros, aí chamada de Avenida Engenheiro Billings. Ao alto, as favelas que acabaram com os ramais. Ainda acima, na foto à direita, os desvios, já sem serviço, em 2005, no cruzamento com a avenida Alexandre Mackenzie, sentido sul, no mapa. Por ali passava esse trem de cimento. O último movimento que vi nesse ponto foi a passagem de uma locomotiva LEW cruzando a avenida, um ano antes (2004), sozinha, com um maquinista e um outro acessor em pé no estribo, como a dizer adeus. Cena bonita e eu sem uma máquina fotográfica na mão. Veja mais sobre estes ramais (Fotos Ralph M. Giesbrecht, 2003 e 2005). ABAIXO: Parte do enorme pátio de Presidente Altino em 1/11/2014 (Foto Carlos Roberto de Almeida).

Matadouro, mais à frente. A estação de Presidente Altino, originalmente onde hoje funciona um depósito da CPTM, do outro lado dos trilhos em relação a hoje, dava frente para o lado sul dos mesmos. Nessa velha estação existiu um bar (ver abaixo). Demolida em 1979, foi substituída pela nova, aberta em 25 de janeiro desse
ACIMA: Anúncio do bar da estação antiga de Presidente Altino (Guia Oficial da E. F. Sorocabana, 2o semestre 1953). ABAIXO: Patio de Presidente Altino em 1958. Grande, mas muito diferente do atual (Geoportal).
ano pelo setor de subúrbios da Fepasa, hoje CPTM, dando frente para o lado norte. Dali sai o ramal da CPTM que segue para Jurubatuba, em Santo Amaro, construído pela Sorocabana, em 1957. O pátio da estação, enorme, é um hoje um depósito de trens de carga, carros de passageiros e vagões da CPTM e da antiga Fepasa, saindo dali os desvios da atual ALL que atendem toda a região industrial do Jaguaré.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht: pesquisa local; Ricardo Koracsony; William Gimenez; Carlos Roberto de Almeida; Marcos Zeituni; Coaraci Camargo; Antonio Carlos Cardoso; José Luiz Alves de Oliveira; O Estado de S. Paulo, 1919; Geoportal, 2014; E. F. Sorocabana: Guia Oficial, 2o semestre 1953; E. F. Sorocabana: Relatórios anuais, 1900-69; E. F. Sorocabana: Nossa Estrada; Guia SP, 1978; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)

     

O chefe da estação de Presidente Altino nos anos 1930, Ernesto Fernandes, posa na plataforma com familiares e funcionários da EFS. Foto cedida por Antonio Carlos Cardoso

A estação, apinhada de gente, em 1956. Foto de jornal da época, cedida por Coaraci Camargo

A estação em 1976. Acervo José Luiz Alves de Oliveira, de Osasco, SP

A estação antiga de Presidente Altino, em 1977. Foto cedida por Ricardo Koracsony, extraída da revista "Nossa Estrada".

Ainda a estação antiga. Foto cedida por Ricardo Koracsony, extraída da revista "Nossa Estrada".

A estação atual em construção, em 1978. Acervo Ralph M. Giesbrecht

A estação atual, nos anos 1990. Foto cedida por William Gimenez

Em 21/06/1998, a estação atual. Foto Ralph Mennucci Giesbrecht

Plataforma da estação atual, em 2001. Foto Marcos Zeituni

Plataforma da estação antiga, em 12/2002, já demolida há anos. Foto Ricardo Koracsony
   
     
Atualização: 06.12.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.