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Caiuá
Presidente Epitácio
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Tronco EFS - 1935
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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E. F. Sorocabana
(1922-1971)
FEPASA (1971-1998) |
PRESIDENTE
EPITÁCIO
Municípios de Presidente Venceslau
(1922-1949);
Presidente Epitácio (1949-2012), SP |
Linha-tronco original - km 903,749
(1924); km 890,109 (1931) (*); km 842,176 (1960) (**)
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SP-0287 |
| Altitude: 261 m |
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Inauguração: 01.05.1922 |
| Uso atual: abandonada (2017) |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1940 |
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(*) As quilometragens
foram alteradas em 1928, devido às retificações
feitas entre São Paulo e Iperó neste ano e em 1953,
(**) devido às retificações feitas entre Conchas
e Manduri neste ano.
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| HISTORICO DA LINHA: A
E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha
foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922,
quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes,
porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos
e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época
à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia,
vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para
o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas
linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a
ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim
foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal
FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente
até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente
os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho
passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso
trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos
pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa
até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: Última
estação da linha, o ponto final da inicialmente denominada "linha
do Tibagi" deveria chega a um ponto em Porto Tibiriçá,
às margens do rio Paraná, num ponto ainda praticamente virgem. Durante
os anos da construção do ramal, que afinal viria a se tornar a linha-tronco
da Sorocabana, o nome da localidade foi alterado como uma homenagem
ao Presidente Epitácio Pessoa, que acabaria por deixar o cargo
exatamente no ano da inauguração - 1922 - da estação, que, quando
aberta, já o foi com esse nome.
"No extremo da linha, em terras pertencentes ao Estado, acha-se
a estação 'Presidente Epitácio'. A julgar pelo
que sucedeu em outras estações do mesmo trecho - como
Palmital, Pau D'Alho, Candido Mota, Assis, Presidente Prudente, Santo
Anastácio e outras que hoje são florescentes cidades
- em breve, e com mais forte razão, por estar em frente a outro
estado, uma cidade rodeará essa estação. Para
que não seja ela a evolução de uma aldeia levantada
a esmo, dificultando as futuras edilidades com remodelações,
foi organizado um projeto e apresentado ao Governo do Estado, satisfazendo
a requisitos para o bem estar de sua futura população.
Apesar da proximidade de Presidente Epitácio do rio Paraná,
somos de opinião que, regularizando o regime do córrego
Caiuá, não será essa localidade assolada pela
malária, por achar-se em um plano de nível muito superior
às águas do grande rio" (Relatório
da Sorocabana para 1922).
A estação deixou de receber trens de passageiros em
janeiro de 1999, mas a estação permaneceu aberta por algum tempo recebendo
mercadorias que vêm do Mato Grosso do Sul, como grãos e farelo, que
embarcavam ali.
"Fui a Presidente Epitácio. Cidadezinha pequena, a estação fica
longe mas está pintadinha e com o símbolo da ALL. Conversei com o
ferroviário que tomava conta. Ele começou no ramal de Teodoro Sampaio.
Disse-me que foi arrancado há dois anos e as estações eram todas em
madeira, muito bem construídas. Informou que foram todas invadidas
mas não soube precisar quais ainda estariam de pé. Ele me mostrou
uma das salas da estação onde resgatou alguns equipamentos das estações
abandonadas, como Wenceslau, etc. Na sala, ele tinha as placas de
quilometragem e altitude da estação, um conjunto completo de aparelho
de staff semidestruído, diversos telefones a magneto da Siemens do
tempo da onça, etc, etc." (Rodrigo Cabredo, 28/10/2000).
A situação já era diferente dois anos mais tarde:
"Estive em 03/11 em Presidente Epitácio e visitei a estação,
que tem ainda o timbre da ALL na parede, porém não há funcionários.
A estação está com parte da cobertura da plataforma destelhada,
o prédio pichado, todos os vidros das janelas quebrados. O pátio contem
poucos desvios, e os que existem estão em mau estado, e há uma pessoa
morando num dos armazéns; conversei com ele. Quando eu estava lá,
um trem estava chegando, com mais de vinte vagões, e foi direto ao
terminal de carregamento. A ALL mantém o transporte de cargas, apesar
da precariedade do trecho Prudente-Epitácio a uns 15 Km/h,
e promete manutenção na linha. Existem até alguns dormentes novos
amontoados na estação" (Alexandre Domingues Scatolon,
11/2002).
Em 01/2003, a estação já estava abandonada e
em início de depredação. Não recebia mais
carga alguma. Em 2009, havia sujeira espalhada por todo canto à
sua volta. A população estava revoltada e nada estava
sendo feito quanto a isso. Em 2016, pouco mudou na situação.
MAIS
SOBRE A ESTAÇÃO NA TESE DE ANDREA BATISTA NUNES (2009).
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OBRAS OCORRIDAS NA ESTAÇÃO
E SEU PÁTIO DE ACORDO COM RELATÓRIOS DA EFS:
1934 - Instalação de água para abastecimento
aos carros
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ACIMA: Carregamento de toras no pátio
da estação, anos 1980; ABAIXO: Cavaleiros trazendo
gado da estação (pois ela está ao fundo...),
anos 1980 (Autor desconhecido).

ACIMA: Os bons tempos já estavam no
fim em Presidente Epitácio, mas a Fepasa ainda chegava e partia
em 1987 com um comboio de 8 carros Budd... (Foto Cid José Beraldo).
ABAIXO: O porto fluvial de Presidente Epitacio em 1967 (Folha
de S. Paulo, 7/5/1967).

ACIMA: Ramais que levam do pátio da estação
para o porto da cidade em Presidente Epitácio em 2008. Apesar
de estarem em boas condições, não vem sendo utilizados
pela ALL (Autor desconhecido).


ACIMA: (em sentido horário) (1) armazém
da estação; (2) dístico antigo com o nome
da estação; (3) sujeira na plataforma, com o
armazém ao fundo; (4) sujeira na plataforma da estação.
ABAIXO: Antiga casa de funcionários ainda habitada e
em péssimo estado (Fotos Djalma Weffort, fevereiro de 2009).
(Fontes: Nilson Rodrigues; Wilsinho Cruz; Elly
Jr.; Ralph M. Giesbrecht; Silvio Rizzo; Rodrigo Cabredo; Alexandre
Domingues Scatolon; Adriano Martins; Lucas Gimenez Brochini; Djalma
Weffort; Edmilson -; Cid José Beraldo; Folha
de S. Paulo, 1967; E. F. Sorocabana: Relatórios anuais
, 1890-1969; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Estação de Presidente Epitácio, em 04/1988.
Foto Elly Jr. |

Passageiros de excursão na plataforma, em 1989. Foto
Nilson Rodrigues |

A plataforma e o trem, em 1989. Foto Nilson Rodrigues |

Estação de Presidente Epitácio, em 10/2000.
Foto Rodrigo Cabredo |

Estação de Presidente Epitácio, em 10/2000.
Foto Rodrigo Cabredo |

Estação de Presidente Epitácio, em 10/2000.
Foto Rodrigo Cabredo |

A estação em 1/2003. Foto Adriano Martins |

A estação depredada em 2007. Foto Edmilson |

Fachada da estação de Presidente Epitácio
em 2008. Autor desconhecido |

Moradores da cidade posam indignados à frente da estação
para protestar comtra o seu abandono em 02/2009. Foto Djalma
Weffort |

Estação ainda abandonada em 25/8/2016. Foto Silvio
Rizzo |

A estação em 28/5/2017. Foto Wilsinho Cruz |
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| Atualização:
03.09.2017
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