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Ramal de Rio Negro (1891-1952):
Engenheiro Bley
Lapa
Lavrinhas
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2007
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E. F. Paraná (1891-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1952)
LAPA (VELHA)
Município da Lapa, PR
Ramal do Rio Negro - km 30,070 (1935)   PR-0754
Altitude:   Inauguração: 14.09.1891
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de abertura do prédio atual: n/d (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha unindo Serrinha a Rio Negro foi aberta pela E. F. do Paraná em 1891, até a estação da Lapa. Em 1894 a linha foi prolongada até Campo do Tenente, e no ano seguinte chegou a Rio Negro. Em 1913, com a chegada da linha do São Francisco até Rio Negro, mas no lado esquerdo do rio, o ramal ganhou um curto prolongamento até a estação do que hoje é Mafra, entroncamento de linhas. Em 1964, o ramal foi entregue totalmente retificado em toda a sua extensão (o trecho até a Lapa havia sido aberto em 1952) , fazendo com que todas as estações fossem fechadas e reabertas na linha nova. Duas não o foram: Campo do Tenente e Roseira, que fecharam definitivamente, sem trilhos. Hoje esse ramal faz parte do TPS - Tronco Principal Sul.
 
A ESTAÇÃO: A estação da Lapa foi aberta em 1891. Esta era a estação original da cidade.

Segundo Dalva Costa, em seu livro "Lapa: Imortal História" (2004), a primeira estação ficava no princípio da atual avenida Aloísio Leoni, onde hoje está construída a Fundação José Lacerda, muito próxima à velha Estrada da Mata, trilha de tropeiros que unia Viamão, no RS, a Sorocaba, em São Paulo.

Durante a Revolução Federalista, em 1894, a cidade foi cercada pelas tropas federais e a estação foi tomada por estas, sendo este um dos primeiros passos para a tomada da cidade, dias depois.

Depois (quando?) a estação primitiva foi construída em outro local, próximo, desta vez uma estação típica de madeira das estações paranaenses, local abundante em madeiras. Teria sido erigida na mesma avenida, agora próxima de seu atual término. Teria sido mudada a linha também, ou apenas a posição da estação?

Esta estação permaneceu até que, em 1952, a abertura do primeiro trecho de uma variante fez com que uma nova estação, a atual, fosse aberta em local diferente e não muito longe da estação original.

(Veja também: LAPA-NOVA)

1925
AO LADO: Desastre na Lapa (O Estado de S. Paulo, 17/4/1925).

ACIMA: Mapa da cidade da Lapa, sem data. É possível que seja posterior a 1912, pois a rua Barão do Rio Branco já aparecia com esse nome, e ele faleceu nesse ano. A estação aparece com apenas dois desvios (confiável?) e deve ser, em princípio, a segunda estação, mas tudo é dúbio. A estação atual fica mais a sudoeste, próxima ao riacho mais ao sul (Acervo Museu Histórico da Lapa). ABAIXO: Acidente que causou a morte do maquinista em 1925, entre Lapa e Rio Negro (local exato ignorado) - CLIQUE SOBRE A FIGURA PARA VÊ-LA EM MAIS ÁREA E DETALHES (O Malho, 6/6/1925).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Ana Maria Giesbrecht; Rodrigo Cunha; J. C. Kuester; Nilson Rodrigues; O Estado de S. Paulo, 1925; Museu Histórico da Lapa; Secretaria da Cultura do Estado do Paraná: Espirais do Tempo, 2005; Dalva Costa: Lapa - Imortal História, 2004; Diário Catarinense, 2002; IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, 1958; RVPSC: Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
     

A segunda estação da Lapa, de madeira, provavelmente anos 1920. Autor desconhecido.
     
Atualização: 05.12.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.