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E. F. Paraná
(1914-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)
RFFSA (1975-1996) |
ENGENHEIRO
BLEY
(antiga NOVO CAPIVARY)
Município de Lapa, PR |
| linha Curitiba-Ponta Grossa - km 185,980
(1936) |
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PR-0236 |
| Tronco Sul - km 170,371 (2000) |
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Inauguração: 18.02.1914 |
| Uso atual: abandonada |
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com trilhos |
| Data de abertura do prédio atual:
1969? |
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| HISTORICO DA LINHA: A
linha unindo Curitiba a Ponta Grossa teve o seu primeiro trecho aberto
em 1891, chegando a Ponta Grossa em 1894. Mais ou menos na metade
do caminho, a estação de Serrinha, na margem direita
do rio Iguassu, dava saída ao ramal de Rio Negro, que seguia
para o sul, enquanto a linha de Ponta Grossa seguia para noroeste.
Nos anos 1930 e 40, houve algumas modificações no traçado
na região de Serrinha, e o entroncamento passou a ser feito
na estação de Engenheiro Bley, próximo a Serrinha
mas na margem esquerda do rio. No final dos anos 1969, uma variante
ligando esta última a Ponta Grossa tirou várias estações
da linha; em 1977, a variante Pinhais-Engenheiro Bley tirou mais outras,
modificando totalmente o curso do ramal original. No início
dos anos 1990, já não sobrava mais nada da antiga linha
em seu leito original. |
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HISTÓRICO DA ESTAÇÃO:
Em 1914, com a modificação de traçado entre Serrinha
e Palmeira, modificação esta que eliminou o antigo
ramal de Porto Amazonas, a linha passou a cruzar duas vezes
o rio Iguaçu: para o sul, onde logo após a travessia
foi criada a estação de Nova Capivari - e para
o norte de novo, para atingir a estação de Caiacanga
e depois Porto Amazonas, agora incorporada à linha principal.
Mais tarde, em 1934, foi inaugurada a variante de Capivari,
que retificou os primeiros dezoito quilômetros

ACIMA: Como escrito na foto, inauguração
da nova estação de Engenheiro Bley em 1934, no primeiro
trecho construído da variante (Autor provável: Arthur
Wischral. Acervo Nilson Rodrigues).
do ramal do Rio Negro e fez com que esta linha
não saísse mais de Serrinha, mas sim de Engenheiro
Bley, que seria agora o novo nome da estação de
Nova Capivari, como já visto, ao sul do rio Iguaçu.
Serrinha, no entanto, ainda segue como bifurcação
até 1936; neste ano, Serrinha torna-se apenas passagem
e Engenheiro Bley, saída do ramal. E ainda: havia até
1936 uma estação de nome Bifurcação,
entre Serrinha e Engenheiro Bley. passa a ser, a partir
deste ano, apenas uma estação de passagem. A história
é confusa e cheia de incertezas, pois há divergências
de datas na própria literatura oficial da RVPSC. A estação
de 1934, de madeira, seguiu funcionando até a substituição
pela atual, no final dos anos 1960. Isto provavelmente ocorreu quando
foi construído o Tronco Principal Sul (linha Uvaranas-Mafra-Lajes-Vacaria)
nessa década, que passou a utilizar a estação
em seu traçado, mantendo o entroncamento, agora com a variante
que vinha de Curitiba. É um importante pátio
de manobras das composições da ALL. Ela fica, na verdade,
num dos lados do triângulo de linha na confluência das
linhas que vêm de Pinhais e de Uvaranas, na prática,
mesmo, pertence à linha Pinhais-Uvaranas. "Estive
neste fim de semana em Engo. Bley. Um local magnífico. A forma de
chegar até lá não é tão difícil, já estive em locais piores. Passando-se
por Lapa no sentido Curitiba, depois de uns 3 ou 4 km chega-se num
pedágio. A
ACIMA:
Pátio de Engenheiro Bley em 1965. Ao fundo, à esquerda,
o armazem (Acervo Joeli Laba). ABAIXO: Duas composições aguardam liberação
de linha para seguirem para Ponta Grossa. A da esquerda vem de Curitiba,
e a da direita vem da Uvaranas-Rio Negro. Ao fundo a estação depredada
(Foto Nilson Rodrigues, outubro de 2007).

estrada (terra) é à esquerda, antes do mesmo. Como o local (Bley)
é bastante conhecido, é só ir perguntando... É um pátio bem amplo,
com a estação (depredada) do lado da plataforma do sentido Lapa-Curitiba.
São três plataformas: a plataforma sentido P. Grossa-Tronco
Sul, em curva; a plataforma sentido P. Grossa-Curitiba, em curva;
e a plataforma reta, sentido Lapa-Curitiba. Originalmente devia ser
muito bonita, pois como dá para ver na foto que já está no site e
pelos sinais, as três plataformas eram cobertas, com a estrutura
em trilhos soldados e curvados. O local é bastante deserto, e depois
do início de funcionamento do GPS ficou ainda mais... apenas
duas ou três casas do pessoal de conserva, me pareceu. A saída
do pátio sentido Ponta Grossa já sai numa ponte sobre o Iguaçu. Deu
para perceber logo de cara que esse trecho (Bley-P. Grossa) é o gargalo
de todo esse sistema, pois além das composições que estavam paradas
em Bley, também vi dois trens parados na Lapa, à espera de liberação
de linha. Esse trecho merecia linha dupla. Aparentemente, o trecho
menos usado é o Lapa-Curitiba, pelo menos pelo desgaste dos trilhos"
(Nilson Rodrigues, 9/10/2007). O prédio da estação
está abandonado e depredado, apesar de ser ponto de manobras.
(Fontes: Nilson Rodrigues; Arthur Wischral; Joeli
Laba; Relatórios oficiais da RVPSC, 1920-1960; ABPF-Paraná;
RVPSC - Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; Guias
Levi, 1932-1980; IBGE, 1957) |
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A estação antiga, de madeira, em foto provavelmente
de 1934. Acervo Nilson Rodrigues. Foto atribuida a Arthur Wischral
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Estação atual de Engenheiro Bley, sem data. Acervo
ABPF-Paraná |

Estação atual de Engenheiro Bley, sem data. Acervo
ABPF-Paraná |

Plataforma em foto idêntica à foto acima, mostrando o sentido
Ponta Grossa-Curitiba. A cobertura da plataforma já foi
para o saco. Foto Nilson Rodrigues em 10/2007. |

A estação depredada. Foto Nilson Rodrigues em
10/2007 |
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| Atualização:
04.04.2009
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