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(1914-1969):
Afonso Moreira
Engenheiro Bley
Caiacanga
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(1969-2005):
Afonso Moreira
Engenheiro Bley
Eng. Osorio de Almeida
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(1934-1952):
Saída para o ramal do Rio Negro: Lapa-velha
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(1952-2009):
Saída para o ramal do Rio Negro: Lapa-nova
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IBGE - 1957
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2009
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E. F. Paraná (1914-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)

RFFSA (1975-1996)
ENGENHEIRO BLEY
(antiga NOVO CAPIVARY)
Município de Lapa, PR
linha Curitiba-Ponta Grossa - km 185,980 (1936)   PR-0236
Tronco Sul - km 170,371 (2000)   Inauguração: 18.02.1914
Uso atual: abandonada (2009)   com trilhos
Data de abertura do prédio atual: 1969?
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha unindo Curitiba a Ponta Grossa teve o seu primeiro trecho aberto em 1891, chegando a Ponta Grossa em 1894. Mais ou menos na metade do caminho, a estação de Serrinha, na margem direita do rio Iguassu, dava saída ao ramal de Rio Negro, que seguia para o sul, enquanto a linha de Ponta Grossa seguia para noroeste. Nos anos 1930 e 40, houve algumas modificações no traçado na região de Serrinha, e o entroncamento passou a ser feito na estação de Engenheiro Bley, próximo a Serrinha mas na margem esquerda do rio. No final dos anos 1969, uma variante ligando esta última a Ponta Grossa tirou várias estações da linha; em 1977, a variante Pinhais-Engenheiro Bley tirou mais outras, modificando totalmente o curso do ramal original. No início dos anos 1990, já não sobrava mais nada da antiga linha em seu leito original.
 
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO: Em 1914, com a modificação de traçado entre Serrinha e Palmeira, modificação esta que eliminou o antigo ramal de Porto Amazonas, a linha passou a cruzar duas vezes o rio Iguaçu: para o sul, onde logo após a travessia foi criada a estação de Nova Capivari - e para o norte de novo, para atingir a estação de Caiacanga e depois Porto Amazonas, agora incorporada à linha principal.

Mais tarde, em 1934, foi inaugurada a variante de Capivari, que retificou os primeiros dezoito quilômetros do ramal do Rio Negro e fez com que esta linha não saísse mais de Serrinha, mas sim de Engenheiro Bley, que seria agora o novo nome da estação de Nova Capivari, como já visto, ao sul do rio Iguaçu.

Serrinha
, no entanto, ainda seguiria como bifurcação até 1936; neste ano, Serrinha tornar-se-ia apenas passagem e Engenheiro Bley, saída do ramal. E ainda: havia até 1936 uma estação de nome Bifurcação, entre Serrinha e Engenheiro Bley e passa a ser, a partir deste ano, apenas uma estação de passagem. A história é confusa e cheia de incertezas, pois há divergências de datas na própria literatura oficial da RVPSC.

A estação de 1934, de madeira, seguiu funcionando até a substituição pela atual, no final dos anos 1960. Isto provavelmente ocorreu quando foi construído o Tronco Principal Sul (linha Uvaranas-Mafra-Lajes-Vacaria) nessa década, que passou a utilizar a estação em seu traçado, mantendo o entroncamento, agora com a variante que vinha de Curitiba.

Engenheiro Bley é um importante pátio de manobras das composições da ALL. Ela fica, na verdade, num dos lados do triângulo de linha na confluência das linhas que vêm de Pinhais e de Uvaranas, na prática, mesmo, pertence à linha Pinhais-Uvaranas. "Estive neste fim de semana em Engo. Bley. Um local magnífico. A forma de chegar até lá não é tão difícil, já estive em locais piores. Passando-se por Lapa no sentido Curitiba, depois de uns 3 ou 4 km chega-se num pedágio. A estrada (terra) é à esquerda, antes do mesmo. Como o local (Bley) é bastante conhecido, é só ir perguntando... É um pátio bem amplo, com a estação (depredada) do lado da plataforma do sentido Lapa-Curitiba. São três plataformas: a plataforma sentido P. Grossa-Tronco Sul, em curva; a plataforma sentido P. Grossa-Curitiba, em curva; e a plataforma reta, sentido Lapa-Curitiba. Originalmente devia ser muito bonita, pois como dá para ver na foto que já está no site e pelos sinais, as três plataformas eram cobertas, com a estrutura em trilhos soldados e curvados. O local é bastante deserto, e depois do início de funcionamento do GPS ficou ainda mais... apenas duas ou três casas do pessoal de conserva, me pareceu. A saída do pátio sentido Ponta Grossa já sai numa ponte sobre o Iguaçu. Deu para perceber logo de cara que esse trecho (Bley-P. Grossa) é o gargalo de todo esse sistema, pois além das composições que estavam paradas em Bley, também vi dois trens parados na Lapa, à espera de liberação de linha. Esse trecho merecia linha dupla. Aparentemente, o trecho menos usado é o Lapa-Curitiba, pelo menos pelo desgaste dos trilhos" (Nilson Rodrigues, 9/10/2007).

O prédio da estação foi abandonado e depredado, apesar de ser ponto de manobras. Passei por ali de trem especial da ALL em novembro de 2009.

ACIMA: Como escrito na foto, inauguração da nova estação de Engenheiro Bley em 1934, no primeiro trecho construído da variante (Autor provável: Arthur Wischral. Acervo Nilson Rodrigues). ABAIXO: Linhas atual e antiga passando por Engenheiro Bley (Google Maps, 2012, desenho Nilson Rodrigues).

ACIMA: A estação de Engenheiro Bley em 1997 (fotograma extraído do video https://www.youtube.com/watch?v=mdkI3GLnMgE&app=desktop).

ACIMA: Pátio de Engenheiro Bley em 1965. Ao fundo, à esquerda, o armazem (Acervo Joeli Laba). ABAIXO: Duas composições aguardam liberação de linha para seguirem para Ponta Grossa. A da esquerda vem de Curitiba, e a da direita vem da Uvaranas-Rio Negro. Ao fundo a estação depredada (Foto Nilson Rodrigues, outubro de 2007).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Nilson Rodrigues; Arthur Wischral; Joeli Laba; ABPF-Paraná; https://www.youtube.com/watch?v=mdkI3GLnMgE&app=desktop; RVPSC: Relatórios anuais, 1920-60; RVPSC: Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; Guias Levi, 1932-80; IBGE, 1957)
     

A estação antiga, de madeira, em foto provavelmente de 1934. Acervo Nilson Rodrigues. Foto atribuida a Arthur Wischral

Estação atual de Engenheiro Bley, sem data. Acervo ABPF-Paraná

Estação atual de Engenheiro Bley, sem data. Acervo ABPF-Paraná

Plataforma em foto idêntica à foto acima, mostrando o sentido Ponta Grossa-Curitiba. A cobertura da plataforma já foi para o saco. Foto Nilson Rodrigues em 10/2007.

A estação depredada. Foto Nilson Rodrigues em 10/2007
 
     
     
Atualização: 29.10.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.