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São Paulo
Railway (1885-1947)
E. F. Santos-Jundiaí (1947-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2011) |
RIBEIRÃO
PIRES
Município de Ribeirão Pires,
SP |
| Linha-tronco - km 45,500 (1935) |
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SP-2266 |
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Inauguração: 01.03.1885 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1890 |
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| HISTORICO DA LINHA: A São Paulo
Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira estrada de
ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862 e 1867 por
investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus maiores
acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou
durante muito anos - até a década de 1930, quando a Sorocabana abriu
a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros
de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro
funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946,
com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União
sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado
até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à RFFSA, e,
em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla.
O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1995, mas
o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as
TUES dos trens metropolitanos. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Ribeirão Pires foi aberta em 1885. Em torno da estação,
criou-se, em 1887, a Colônia dos Imigrantes Italianos. "Os
habitantes fazem uma subscrição para levantar uma igreja e pedem ao
encarregado do núcleo para que interceda junto ao Inspetor de Terras
e Colonização para a obtenção de um terreno na sede do núcleo. A resposta
não se fez tardar: é indicado um terreno próximo à linha de ferro,
já destinado a logradouro publico. De um relatório do encarregado
do núcleo colonial de Ribeirão Pires: "de janeiro a maio de 1890 foram
abertas diversas ruas no núcleo colonial, feito aterro nos brejos,
limpeza de ruas já existentes, usando para isso o serviço de 93 trabalhadores,
inclusive menores, entre colonos e empregados". Concluído o serviço
da estrada de interligação entre Ribeirão Pires e Moji das Cruzes.
O encarregado do Núcleo Colonial de Ribeirão Pires sugere a construção
de uma nova estrada, de interligação entre os núcleos coloniais de
Ribeirão Pires e São Bernardo. A agência do correio de Ribeirão Pires
é criada em maio de 1890. A notícia saiu publicada no jornal Correio
Paulistano, de São Paulo, edição de 11-05-1890. Em artigo de fundo,
publicado em sua edição de quinta-feira, 24-07-1890, o Diário Popular
faz uma abordagem geral do que chama de bairros salubres da Capital.
O artigo refere-se às estações da estrada de ferro entre Santo André
e Rio Grande da Serra, nos seguintes termos: "(...) existem nas proximidades
da cidade (São Paulo) bairros salubres, como a estação de percurso
da linha inglesa, como Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Pilar
(depois Mauá), São Bernardo (depois Santro André) especialmente, que
se tornam tão notáveis pela aproximidades de São Paulo e pela beleza
de sua situação, como por suas condições muito especiais de salubridade
(...)". Feita a descrição, o articulista acusa a existência de um
único trem de passageiros por dia entre a região de São Paulo. Pior:
o trem chega de São Paulo ao meio-dia e retorna às 15 hs, deixando
pouco tempo para que os moradores de Ribeirão Pires e outras localidades
resolvam seus negócios na Capital. O articulista pede mais trens,
ou então que se coloque um vagão de passageiros junto aos trens de
cargas, estes sim, já bem mais numerosos naquele tempo. Dois dias
depois, em novo artigo, o mesmo Diário Popular informa que, a partir
de 1º de agosto, haverá um trem
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A estação ferroviária
de Ribeirão Pires foi tombada pelo CONDEPHAAT em 21 de
junho de 2010, pelo ofício 1420/2010 do processo 60313/2009.
A carta de comunicação aos interessados foi emitida
em 22 de julho de 2010. O tombamento havia sido pedido por mim,
Ralph Mennucci Giesbrecht, em 2006. |
TRENS - De acordo com os guias de horários, os trens
de passageiros param nesta estação desde o ano
de 1885. Veja aqui horários em --- (Guias
Levi). |
para conduzir moradores de Ribeirão Pires e região a São Paulo,
pela manhã, com retorno à tarde. A São Paulo Railway dá uma outra
boa notícia: aos domingos, um trem conduzirá passageiros de São Paulo
até a região pela manhã, retornando à tarde e propiciando ao paulistano
momentos de lazer no campo, "benefício moral e físico do qual desfrutamas
populações das grandes cidades do mundo". Núcleo Colonial de Ribeirão
Pires ganha um levantamento pormenorizado das famílias com lotes urbanos,
rurais e chácaras no lugar. Um livro-tombo, personalizado, específico
para Ribeirão Pires, é aberto para o levantamento. O pesquisador anota
os nomes dos habitantes de cada lote e registra os dados de cada membro
da família, idade, local de nascimento, data da chegada ao Brasil,
profissão, se têm ou não instrução, se residem ou não em Ribeirão
Pires. Varias famílias possuem lotes em Ribeirão Pires, mas residem
em São Paulo. Outros não têm seus paradeiros definidos. Alguns têm
urbanos e rurais, residindo num ou noutro. Vários acabam de plantar
uva que não sobreviveria. Alguns lotes estão roçados e prontos para
receber plantações. Alguns colonos adquiriam tijolos para a construção
de suas casas (Notícias do Núcleo Colonial de Ribeirão Pires,
1890 - site www.historiaearte.net/ribeirao). A vila cresceu bastante
e se tornou município em 1953. Assim como a de Rio Grande da Serra,
a estação de Ribeirão Pires ainda é a mesma do início
do século. Hoje (2010) atende aos trens metropolitanos da CPTM.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; João
Carlos R. Pinto; www.historiaearte. net/ribeirao: Notícias do
Núcleo Colonial de Ribeirão Pires, 1890; Wanderley dos Santos:
Antecedentes Históricos do ABC Paulista, 1992; www.historiaearte.net/ribeirao;
Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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| Atualização:
07.09.2011
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