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VXY Mogiana em MG
Estações de Minas Gerais
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RMV - Linha da Barra
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Silviano Brandão
Liberdade
Meio do Mundo
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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V. F. Sapucaí (1901-1910)
Rede Sul-Mineira (1910-1931)
Rede Mineira de Viação (1931-1965)
V. F. Centro-Oeste (1965-1975)
RFFSA (1975-1979)
LIBERDADE (antiga LIVRAMENTO)
Município de Liberdade, MG
Linha da Barra - km 222,830 (1960)   MG-1239
X   Inauguração: 08.04.1901
Uso atual: residência   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: O primeiro trecho da linha da Barra foi aberto pela V. F. Sapucaí em 1891. Chegou a Baependi em 1895 e parou. Do outro lado, os trechos entre Santa Rita do Jacutinga e Passa-Três, no Estado do Rio, foram construídos a partir de 1879 pela E. F. Santa Isabel do Rio Preto, a E. F. Pirahyense e a E. F. Santana, depois absorvidas pela Sapucaí. De Santa Rita a Baependi, seguiram da primeira para chegar a Baependi somente em 1910. Apenas nesse ano, então, consolidou-se a linha da Barra, com esse nome por causa de Barra do Piraí. Os trens de passageiros circularam até 1942 entre Barra do Piraí e Passa-Três, terminal da linha no Estado do Rio; até 1961, entre Santa Rita do Jacutinga e Barra do Piraí; até 1970, entre Bom Jardim e Santa Rita; até 1972 entre Soledade e Aiuruoca; e até 1977 entre Aiuruoca e Bom Jardim. Os trilhos de toda a linha já foram retirados.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Livramento foi inaugurada em 1901. Foi ponta de linha do trecho que vinha de Barra do Piraí até 1903, quando a linha foi prolongada até Carvalhos. Mais tarde o nome foi alterado para o atual, Liberdade. "Naquele tempo (anos 1950) as noivas chegavam da roça de charrete, normalmente nos sábados, e minha tia e minhas primas passavam o dia cuidando delas e ajudando a vesti-las. Entre a casa de meus tios e a igreja não havia calçamento. Era uma poeira só e quando chovia era lama. A única rua calçada era também a única plana e ficava na região baixa da cidade onde ficava o comércio e hoje ainda se comemora a Festa do Senhor Bom Jesus, no mês de setembro. Então, minha missão e de meus primos era ajudar as noivas a se dirigirem a pé para a igreja. Tínhamos que segurar a barra do vestido com

ACIMA: Verdadeira multidão espera a chegada de um trem misto vindo de Bom Jardim, provavelmente anos 1950 (acervo Francisco Seixas).
cuidado para não sujar (...) O telegrafista da estação de Liberdade também trabalhava para os Correios na cidade, que era a terra de minha mãe. Ele traduzia o que ouvia em código Morse e passava a tradução para o estafeta que, por sua vez, levava o documento até a agência dos Correios. Na agência dos Correios uma calígrafa transcrevia, a mão, o telegrama num formulário próprio, lacrava, e o estafeta levava até o destinatário. Era o meio de comunicação mais rápido. Telefone nem sonhar. Só depois vieram aqueles de manivela, que chamavam a telefonista. Um interurbano para Belo Horizonte levava o dia inteiro para conseguir
" (Francisco Seixas, 05/2008). O último trem de passageiros teria passado por ali no dia 30 de julho de 1977. (*Nota: o Guia Levi de 1978 ainda aponta como funcionando até 1979 o trecho Aiuruoca-Bom Jardim) O prédio da estação hoje funciona como moradia.
(Fontes: Jorge A. Ferreira, 2002; Valdemir Ribeiro de Almeida; Francisco Seixas, 2008-9; Guias Levi, 1932-1980; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
     

A estação, curiosamente tendo no dístico o nome antigo, Livramento. Foto em 2002, de Jorge A. Ferreira

A estação, curiosamente tendo no dístico o nome antigo, Livramento. Foto em 2002, de Jorge A. Ferreira

A estação de Liberdade em 26/4/2010. Foto Valdemir Ribeiro de Almeida
     
     
Atualização: 15.05.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.