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VXY Mogiana em MG
Estações de Minas Gerais
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RMV - Linha do Sapucaí
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Renó
Santa Rita do Sapucaí
Porto Sapucaí
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Ramal de Sapucaí - 1931
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2005
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V. F. Sapucaí (1894-1910)
Rede Sul-Mineira (1910-1931)
Rede Mineira de Viação (1931-1965)
V. F. Centro-Oeste (1965-1975)
RFFSA (1975-1986)
SANTA RITA DO SAPUCAÍ
Município de Santa Rita do Sapucaí, MG
Ramal de Sapucaí - km 225,225 (1960)   MG-0138
Altitude: 821 m   Inauguração: 23.08.1894
Uso atual: Secretaria Municipal (2016)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A Viação Férrea do Sapucaí, aberta como E. F. do Sapucaí em 1887, inaugurou o primeiro trecho de linha até Itajubá em 1891, partindo de Soledade, na E. F. Minas e Rio. Em 1897 chegou a Sapucaí, na divisa com São Paulo, tendo cedido o trecho que chegava a Itapira à Mogiana bem antes disso. Incorporada pela Rede Sul-Mineira em 1910, daí à RMV em 1931, VFCO em 1965 e finalmente à RFFSA em 1975, os trens de passageiros deixaram de circular no final dos anos 1970 e os trilhos foram retirados a partir de 1986.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Santa Rita do Sapucaí foi inaugurada em 1894, primitivamente num prédio de madeira.

Em 1918, ela tinha o nome de Affonso Penna (Minas Gerais, de Roberto Capri, 1918), mas o nome voltou a Santa Rita do Sapucaí não muito tempo depois.

"Meu avô conta que, em Santa Rita do Sapucaí, cidade onde nasceu e cresceu, a diversão nas décadas de 1930 e 1940 era ver o trem passar. Durante a revolução de 1932, uma multidão se aglomerava na estação para ver as tropas mineiras em direção a São Paulo e, na volta, o trem com prisioneiros paulistas. Quando o trem de prisioneiros parava na estação, sempre as pessoas se aproximavam, levando algum tipo de mantimento e aproveitando para perguntar de algum amigo ou parente "do lado de lá". A oportunidade que mais atraiu gente para a estação, durante a revolução, foi a passagem do bispo de Pouso Alegre, preso. Durante toda a década de 1930 e principalmente com o início da Guerra, em 1939, a diversão dele, então com 27 anos, era ir ao cinema e à noite ir para a estação, a fim de esperar os jornais que vinham no trem da noite. Lembra ainda que as oportunidades que mais atraiam gente para a estação eram as chegadas de pracinhas, ao fim da guerra: um primo dele pracinha, assustou-se com a recepção, que incluía fogos de artifício - e antes do trem chegar à estação, pulou do carro, indo correndo se esconder em casa" (Renato Philippini, 03/2004).

"Lembro-me da primeira viagem até Santa Rita, ainda para prestar o vestibular para o Inatel. Logo na entrada da cidade, a velha estação chamou a atenção, pela data gravada em sua lateral. Como nas fotos mais antigas, colocaram a data no outro lado, após a restauração. Naquele já distante ano de 1982, lembro-me que havia vagões e algum movimento de locomotivas diesel, vermelhas, padrão RFFSA, no pátio, embora já nos estertores de erradicação" (Douglas Razaboni, 07/2003).

A estação de madeira foi substituída por uma de alvenaria, provavelmente entre os anos 1920 e 1930.

Foi desativada há anos - a desativação teria sido em 1985, segundo Ivan Kallas, em 2010 -, foi reformada e passou a ser um centro cultural. Nova reforma em 2007, quando se pretendia em 19 de maio inaugurar um centro de artesanato no prédio.

"Atualmente está fechada; o centro de artesanato ou espaço cultural, inaugurado em 1995, e que ocupava a estação foi fechado em 2009. O edifício atualmente não conta com vigias e é utilizado como local para descanso de andarilhos que já fizeram uma fogueira em sua lateral" (Edmundo Prado Moreira Neto, 2010).

Em 2016, externamente continuava em razoável estado de conservação, funcionando como Divisão de Cultura, Lazer e Turismo da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura Lazer e Turismo, mas já havia sido também centro cultural e até depósito. O prédio estava bastante descaracterizado, principalmente na fachada principal.

ACIMA: As belas casas da vila ferroviária que, ao contrário da estação, em 12/2009, estão bem conservadas (Foto Edmundo Prado Moreira Neto).
ACIMA: Linha (em preto) da V. F. Sapucaí em 1933, mostrando a estação de Santa Rita do Sapucaí (ao centro) ainda com o nome de Affonso Pena - diferente do da cidade. PARA VER AREA MAIOR CLIQUE SOBRE O MAPA (Acervo Arquivo Publico Mineiro).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Ulisses Castro; Daniel Gentili; Juliano Zambrota; Edmundo Prado Moreira Neto; David Kallas; Renato Philippini; Douglas Razaboni; Carlos Roberto de Almeida; Pedro Paulo Resende; Marcos, de Santa Rita do Sapucaí; Arquivo Publico Mineiro; Roberto Capri: Minas Gerais, 1918; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
     

A estação primitiva, de madeira. Foto sem data e de autor desconhecido

A estação de Afonso Pena, foto sem data, cedida por Pedro Paulo Resende


A estação em 1992. Foto Carlos Roberto de Almeida


A estação em 1992. Foto Carlos Roberto de Almeida

A estação, em 06/02/2005. Foto Ralph M. Giesbrecht

O armazém, em 06/02/2005. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 12/2009. Foto Edmundo Prado Moreira Neto

A estação em 12/10/2010. Foto Edmundo Prado Moreira Neto

A estação em 7/2/2015. Foto Juliano Zambrota

A estação em 7/2/2015. Ao fundo as casas de turma mostradas mais acima. Foto Juliano Zambrota.

A estação em 17/10/2016. Foto Ulisses Castro
 
     
Atualização: 23.02.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.