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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Cerrito
Pedro Osório
Engenheiro Chaves
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Mapa da linha - 1940
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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Southern Brazilian R. G. do Sul Ry. Co. Ltd. (1887-1905)
Cie. Auxiliaire des Chemins de Fer au Brésil (1905-1920)
V. F. Rio Grande do Sul (1920-1975)
RFFSA (1975-1996)
antiga nova
PEDRO OSÓRIO

Município de Pedro Osório, RS
Linha Cacequi-Maritima-km 1.022,299 (1960)   RS-0693
Altitude: 29 m   Inauguração: 1887
Uso atual: abandonada (nova); restaurada (antiga) (2014)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1887
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha foi construída em partes: pela Southern Brazilian Rio Grande do Sul Railway Company Limited, sucessora de uma série de concessões anteriores, a Bagé-Marítima, em 1884. De Cacequi a São Gabriel, em meados de 1896 e de São Sebastião a Bagé, no final do mesmo ano, ambos pela pela E. F. Porto Alegre-Uruguaiana. Em 1900, a união São Sebastião-São Gabriel completaria o trecho Bagé-Rio Grande. Era uma linha de grande utilidade pois transportava gado e charque para o porto do Rio Grande, apesar de, no final do século 19, ter baixo movimento por causa dos altos preços do frete, dos maus serviços e da interrupção do serviço dos trens pela Revolução Federalista. Os trens de passageiros partiam de Livramento, em outra linha, chegavam a Cacequi e dali até Bagé. Em Bagé, havia que se trocar de trem para chegar a Rio Grande. Uma série de variantes foi entregue entre 1968 e os anos 1980 - Pedras Altas, Três Estradas, Pedro Osório, Pelotas - que encurtaram e melhoraram seu traçado, eliminando diversas das estações originais. Até 1982 as linhas ainda transportavam passageiros, quando o serviço foi interrompido devido ao desabamento de uma ponte em Pedro Osorio; uma nova linha foi construída logo depois. O transporte de passageiros retornou algum tempo depois mas com trens mistos, que duraram até meados dos anos 1990.
 
A ESTAÇÃO: Na época da abertura da linha entre Rio Grande e Bagé foi inaugurada uma estação do outro lado do rio Piratini com o nome do rio (Piratini). O povo de Rio Grande começou logo em seguida a organizar excursões para as praias daquele rio utilizando-se de trens especiais entre a cidade e a estação de Piratini. O comércio em ambas as margens começou a prosperar e houve necessidade da construção de uma estação maior, na localidade de Maria Gomes. Com a abertura desta, ela tomou o nome da estação antiga, que passou a se chamar Cerrito, enquanto a nova era chamada de Piratini ou Maria Gomes. Em 1893, a estação já tinha telégrafo. Junto à estação, em 1930, também se construiu o prédio da Cooperativa dos Empregados da VFRGS, e mais tarde o da farmácia e o da hospedaria dos técnicos da rede. O nome de Pedro Osório existe já pelo menos desde 1932. Em 1959, é criado o município, formado pelas vilas de Cerrito e de Olimpo. Em 1982, a ponte sobre o rio Piratini caiu com uma enchente. Quando foi reconstruída, mudou-se o leito da ferrovia, que passou a correr pelo bairro Orqueta e não mais pela estação antiga, desativada. Uma nova estação foi construída na linha nova. Na mesma época, o trem de passageiros foi desativado. Hoje a estação desativada serve como centro administrativo da Prefeitura local. (NOTA: NA PESQUISA DO IPHAE HÁ MUITA CONFUSÃO ENTRE AS ESTAÇÕES PEDRO OSÓRIO, CERRITO E OLIMPO. VER TAMBÉM ESTAS OUTRAS ESTAÇÕES CITADAS.) "A respeito da Estação de Piratini, a história conta que quando acabou a Revolução Farroupilha, a cidade de Piratini, que foi Capital da República Farroupilha, foi praticamente abandonada pelo Império e pelo Presidente da Província, como represália. Mas os piratinenses sempre reivindicaram um tratamento melhor, devido ao estado de calamidade, abandono e perseguições por que passava o município. O Imperador D. Pedro II determinou pessoalmente, então, que a linha férrea - supremo sinal de progresso, no final do século XIX - que ligaria o porto do Rio Grande à fronteira, em Bagé, passasse por Piratini, a fim de reativar o progresso do município. Os governantes do Estado, em represália, não cumpriram a determinação, e passaram a ferrovia a 70 km de Piratini, à margem direita do arroio Santa Maria, na estação de "Ivo Ribeiro" (hoje Pedro Osório), e a chamaram de Estação Piratini. Assim, conseguiram enganar o Imperador e fizeram um desserviço à Capital da República Riograndense, que ficou uma cidade isolada do resto do Estado" (Do livro Retrato de Mãe, de João José Forni, 1993).
AO LADO: Acidente próximo à estação com seis feridos em 1972 (O Estado de S. Paulo, 7/3/1972).

ACIMA: Ainda existiam trens de passageiros parando em Pedro Osorio, nova, em 1994. Os últimos trens mistos que chegavam a Pelotas paravam ali (Foto Alfredo Rodrigues, 30/10/1994).

(Fontes: Alfredo Rodrigues; Alejandro Tumanoff; Vitor Hugo Langaro; Kelso Medici; Revista Refesa, maio-jun 1968; IPHAE: Patrimônio Ferroviário do Rio Grande do Sul, 2002; O Estado de S;. Paulo, João José Forni: Retrato de Mãe, 1993; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1940-81; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     


A estação original de Pedro Osório, já desativada, em 1992. Foto Alfredo Rodrigues, acervo Kelso Medici


A estação de Pedro Osório-nova, em 1992. Foto Alfredo Rodrigues, acervo Kelso Medici

A estação original de Pedro Osório, c. 2002. Foto do livro Patrimônio Ferroviário do Rio Grande do Sul, IPHAE, p. 58

A estação nova, em 09/2006. Foto Alfredo Rodrigues

A estação velha, em 09/2006. Foto Alfredo Rodrigues

A estação velha, em 09/2006. Foto Alfredo Rodrigues

A estação nova. hoje abandonada, em 30/04/2007. Foto Alfredo Rodrigues

A estação em 2014. Foto Vitor Hugo Langaro

A estação em 26/1/2016. Foto Alejandro Tumanoff

A estação nova em 26/1/2016. Foto Alejandro Tumanoff
   
     
Atualização: 18.04.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.