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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Armour
Santana do Livramento
Armour
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Mapa da linha - 1940
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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Cie. Auxiliaire (1910-1920)
V. F. Rio Grande do Sul (1920-1975)
RFFSA (1975-1996)
SANTANA DO LIVRAMENTO
Município de Santana do Livramento, RS
Linha Livramento-S. Sebastião-km 794,989 (1960)   RS-1553
Altitude: 183,82 m   Inauguração: 30.10.1910
Uso atual: centro cultural (2012)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1943
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha entre a estação do Entroncamento, na Porto Alegre-Uruguaiana, foi aberta entre 1909 e 1910. Por ela passou, entre 1943 e 1954, o lendário Trem Internacional, que unia São Paulo a Montevideu. Trens de passageiros ainda passaram pelo ramal até os anos 1980. Hoje apenas cargueiros da ALL passam pela linha.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Santana do Livramento foi inaugurada em 1910 como ponta do ramal entre Cacequi e a cidade, localizada na fronteira com o Uruguai, onde gemina com a cidade de Rivera. Em maio de 1912 foi inaugurado o tráfego mútuo entre Livramento e Rivera, fazendo com que os trens pudessem ligar o Rio de Janeiro e São Paulo a Montevideo e dali a Buenos Aires. Em 1925, Livramento foi ligada a Dom Pedrito e a São Sebastião por outro ramal. No final dos anos 1970 este último ramal foi erradicado e Livramento hoje apenas se liga com Cacequi e com as ferrovias uruguaias. "Os trilhos do Ferro-Carril Central del Uruguay (bitola 1,435 m) chegavam até o Frigorífico Armour, de onde partia diariamente (pelo menos até os anos 1930) um trem frigorífico com destino ao porto de Montevideo. Este trem protagonizou em 1927 um dos maiores acidentes da história da ferrovia uruguaia, na estação de Berrondo. Além do frigorífico, entre Rivera e Livramento existiam dois trens de carga diários. Em Livramento, como pode ser visto no plano, os trilhos passavam à frente da estação (de Livramento) rumo ao frigorífico. Essa via foi erradicada. Os trens da VFRGS chegavam até a estação de Rivera, onde a saída do trem noturno (trem 6) a Montevideo estava condicionada à chegada do trem internacional desde São Paulo. Claramente vêem-se os dois pátios de bitola métrica da VFRGS em Rivera, uma de carga para intercâmbio a vagões da FCCU (depois AFE) e outra com plataforma para o desembarque de pasageiros" (Mario Marotti, 10/2006). Coaraci Camargo afirma que viu passageiros descendo na estação de Livramento e caminhando a pé para a estação de Rivera para embarcar nos trens uruguaios, numa versão diferente da de Mariotti. Pode ter sido uma questão de época. Os prédios estavam todos abandonados em 2008, exceto um que servia à ALL. "A antiga gare sofre a ação de vândalos. Parte do telhado ruiu e as infiltrações já comprometem a estrutura das paredes de alvenaria" (Correio do Povo, 11/2008). Restaurado em 2012 a partir de um projeto da empresa ALL, orçado em R$ 1,7 milhão, o prédio agora abriga um centro cultural, com sala de cinema e exposição fotográfica permanente sobre a história férrea local.
ACIMA: A estação em 1913 (acervo Museu David Canabarro). ABAIXO: Trem de passageiros na plataforma da estação em Santana de Livramente em 1986. Ainda existiam nessa época (Foto Fernando Marvel).


"É muito irregular o serviço feito aqui de revisão de bagagens dos viajantes que vem do Uruguay. O empregado a que está afecto a este serviço nunca está na Alfandega á hora da chegada do trem em Rivera, só apparecendo naquela repartição uma hora depois, obrigando, assim, os passageiros a esperal-o. Muitas vezes é preciso que os passageiros vão buscal-o a carro, afim de serem despachados, sendo as bagagens completamente varejadas"

ACIMA: Pátio da estação de Santana do Livramento, sem data (Acervo Mário Marotti).









AO LADO: Do Correio do Povo, 29/11/1911.

ACIMA: Plataforma da estação de Santana do Livramento em 2010 (Foto Ullmann/Panoramio).

TRENS - De acordo com os guias de horários e outras informações, os trens de passageiros - no final, mistos - pararam nesta estação de 1910 a pelo menos 1988. Ao lado, um destes trens está chegando à estação de Entroncamento, em 1988. Clique sobre a foto para ver mais detalhes sobre esses trens. Veja aqui horários em 1977 (Guias Levi).
(Fontes: Mário Marotti; Alejandro Tumanoff; Fernando Marvel; Kelso Medici; Flávio F. Lage; __ Ullmann; Nilson Rodrigues; Silvio Brito; Coaraci Camargo; Fabiano Saidelles dos Santos; Alfredo Rodrigues; Museu David Canabarro; Correio do Povo, 2008; IPHAE: Patrimônio Ferroviário do Rio Grande do Sul, 2002; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1940-81; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     


A estação (no dístico, apenas "Sant'Anna"), provavelmente nos anos 1940. Acervo Arthur Victoria Silva


A estação, sem data. Foto Silvio Brito

A estação em 1993. Foto Alfredo Rodrigues

No pátio da estação em 1993, trilhos de bitola mista: métrica (brasileira) e standard (1,44m), uruguaia. Foto Alfredo Rodrigues

A estação em 09/1994. Foto Fernando Leon Lucas, acervo Kelso Medici e Flávio F. Lage

A estação em 1997. Foto José Pavelec, cedida por Nilson Rodrigues

A estação em em 15/01/2008 - lado da plataforma? Foto Fabiano Saidelles dos Santos

A estação, lado da plataforma, em 15/01/2008. Foto Fabiano Saidelles dos Santos

A estação, relógio da plataforma, em 15/01/2008. Foto Fabiano Saidelles dos Santos

A estação, lado da plataforma, em 15/01/2008. Foto Fabiano Saidelles dos Santos

A fachada da estação, em 15/01/2008. Foto Fabiano Saidelles dos Santos

A fachada da estação, em 15/01/2008. Foto Fabiano Saidelles dos Santos

A fachada da estação, em 15/01/2008. Foto Fabiano Saidelles dos Santos

A estação reformada, em janeiro de 2013. Foto Fernando Marvel

A estação em 25/1/2016. Foto Alejandro Tumanoff
     
Atualização: 09.04.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.