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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
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Parada Lima
São José dos Campos
Eugênio de Mello
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2012
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E. F. do Norte (1876-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1925)
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-VELHA
Município de São José dos Campos, SP
Ramal de São Paulo - km   SP-3454
Altitude: -   Inauguração: 01.08.1876
Uso atual: demolida   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1887 (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Outras variantes também foram construídas substituindo a linha original do percurso. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje apenas entre o Brás e Estudantes, em Mogi.
 
A ESTAÇÃO: A estação de São José dos Campos foi inaugurada pela E. F. do Norte em 1876. A linha original vinha de Jacareí, passava pela estação do Limoeiro (esta, aberta em 1894), depois a Parada Lima, cruzava o ribeirão do Vidoca, subia a colina na direção aproximada da atual Avenida Anchieta, galgando a escarpa e alcançava o altiplano aproximadamente na atual confluência da Avenida São João com a Avenida Nove de Julho. Nesta área foram construídas a estação, armazéns, terminal de cargas e o escritório da Companhia.

A antiga estação, erigida em 1887 e que substituiu a original (provavelmente de madeira ou uma estação muito pequena e provisória) situava-se onde hoje se encontram a estação de tratamento de águas da Sabesp e o Tênis Clube. O acesso a ela era por aquela avenida com renques de palmeiras, a João Guilhermino, que segundo se conta, terminava à frente da velha estação.

Dali os trilhos seguiam pelas encostas do vale do rio Lavapés, obedecendo a melhor declividade e, para retornar à várzea, guinavam repentinamente em curva para cruzar o ribeirão, onde, em 1915, ocorreu um desastre de grandes proporções. Depois disso, a EFCB decidiu mudar o traçado da ferrovia criando uma nova variante pela várzea, que tangenciava a cidade pelos Campos de Santana, local da nova estação.

O medo de que a mudança da estação esvaziasse economicamente o centro gerou oposição na cidade, liderada por Napoleão Monteiro, editor do "Correio Joseense". O seu prestígio e os seus vínculos com o Partido Republicano chegaram a paralisar as obras, passando-se a estudar a transferência apenas do terminal de cargas, permanecendo a estação de passageiros no local tradicional, além da proposta de que fossem rebaixados os trilhos, permanecendo entricheirada a ferrovia.

Porém, as obras da nova estação foram iniciadas em julho de 1922 e o prédio foi inaugurado, agora na avenida Sebastião Gualberto, em 19/09/1925, exatamente às 4 da tarde, com banda de música e tudo. Poucos meses antes disso, porém, a Central tentou dar à futura nova estação o nome de Doutor Dutra, engenheiro da ferrovia, o que gerou inúmeros protestos na cidade.

No mesmo dia da inauguração da estação, foi aberta a variante de 7,120 km, fechando-se então dois postos provisórios nos kms 387 e 392 que ficavam nos entroncamentos da linha velha com a variante.

A velha estação, desativada, foi demolida e no lugar do seu pátio e prédios foi construído o atual complexo da Sabesp para abastecimento de água da cidade.

Hoje em dia, quase noventa anos depois de sua desativação, pouquíssimos são os joseenses que sabem que naquele ponto, hoje já incorporado à região central, um dia existiu a primitiva estação ferroviária de sua cidade.

(Veja também SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-NOVA) Para mais informações sobre as linhas antiga e nova na região, veja aqui.

ACIMA: Mapa da Central do Brasil de 1922, mostrando a linha antiga (linha em tráfego) e a linha nova em construção (variante). A primeira providência que se deve ter ao analisar o mapa é perceber que o norte da cidade está para o cando esquerdo inferior do esquema. Depois, notar que a zona urbana não alcançava ainda nem a estação velha (acima, à direita) nem a estação nova (canto esquerdo inferior) (Acervo Ralph M. Giesbrecht). ABAIXO: (CLIQUE SOBRE A FIGURA PARA AUMENTÁ-LA) O mapa abaixo é da cidade em 1938. Detalhes: vê-se a linha da EFCB na época, ainda acompanhando o Banhado (hoje esta linha, a oeste da atual estação, a de 1925, foi retirada) e vê-se também a linha original da E. F. do Norte, que subia o Banhado e depois o descia, mantendo a estação na atual área da SABESP. O tresho de descida para o rio Lavapés (embaixo, na figura) ainda sobrevive em grande parte, nas ruas estreitas ao final da rua Marechal Floriano, por exemplo. Era uma curva bastante acentuada. Reparar também que o mapa não está na posição norte-sul e que as ruas traçadas em pontilhado no quadrante esquerdo inferior da figura jamais foram construídas dessa forma. E que a estrada Rio-São Paulo, a antiga, era, no seu trecho mais acima no desenho, a atual Avenida Heitor Villa-Lobos e, mais abaixo, foi em parte absrovida pela via Dutra. Notar também a rua Paraibuna, ainda citada como estrada de rodagem São José-Paraibuna (José Oswaldo Soares de Oliveira: Sant'Anna - São José dos Campos - evolução histórica e diretrizes urbanas, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, 1999).

(Fontes: Arquivo Municipal de São José dos Campos; Carlos Cornejo e J. E. Gerodetti: As Ferrovias do Brasil, 2005; José Oswaldo Soares de Oliveira: Sant'Anna - São José dos Campos - evolução histórica e diretrizes urbanas, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, 1999; Central do Brasil: relatório anual, 1925; www.sjc.com.br; Arquivo Municipal de São José dos Campos; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação por volta de 1915. Foto do livro As Ferrovias do Brasil, de Carlos Cornejo e J. E. Gerodetti

A estação vista do lado da plataforma. Possivelmente anos 1920. Arquivo Municipal de São José dos Campos
     
Atualização: 23.11.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.