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E. F. Central do Brasil (1925-1975)
RFFSA (1975-1998)
MRS (1998-2006) |
SÃO
JOSÉ DOS CAMPOS
Município
de São José dos Campos, SP |
| Ramal de
São Paulo - km 388,404 (1960) |
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SP-1441 |
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Inauguração: 19.09.1925 |
| Uso atual: abandonada |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1925
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba
a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho,
saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha.
Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica,
encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro
e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal,
que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar
E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida
E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as
2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté)
e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA.
O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos
anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte,
foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998,
o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e
no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de São José dos Campos (a original) foi inaugurada
pela E.F. do Norte em 1876. Devido a um grande desastre ocorrido na
cidade por causa de uma curva de difícil manejo, a EFCB decidiu
mudar o traçado da ferrovia criando uma nova variante pela várzea
(o chamado Banhado), que tangenciava a cidade pelos campos
de Santana, local da nova estação. O medo de que a mudança da
estação esvaziasse economicamente o centro gerou oposição na cidade,
liderada por Napoleão Monteiro, editor do "Correio Joseense".
O seu prestígio e os seus vínculos com o Partido Republicano chegaram
a paralisar as obras, passando-se a estudar a transferência apenas
do terminal de cargas, permanecendo a estação de passageiros no local
original, além da proposta de que fossem rebaixados os trilhos, mantendo

ACIMA: Mapa da Central do Brasil de 1922, mostrando
a linha antiga (linha em tráfego) e a linha nova em construção
(variante). A primeira providência que se deve ter ao analisar
o mapa é perceber que o norte da cidade está para o
canto esquerdo inferior do esquema. Depois, notar que a zona urbana
não alcançava ainda nem a estação velha
(acima, à direita) nem a estação nova (canto
esquerdo inferior) (Acervo Ralph M. Giesbrecht). ABAIXO: Para comparar
a cidade em 1922 e em 2009, vejam os mapas abaixo. CLIQUE PARA AUMENTAR
A FIGURA (Esquema montado com o mapa da variante de 1922 e imagem
do Google Maps por Mauro Bondi em 2/3/2009).
entrincheirada a ferrovia. Porém, as obras da nova estação
foram iniciadas em julho de 1922 e o prédio foi inaugurado, agora
na avenida Sebastião Gualberto, em 19/09/1925, exatamente às
4 da tarde, com banda de música e tudo. Poucos meses antes
disso, porém, a Central tentou dar à futura nova estação
o nome de Doutor Dutra, engenheiro da ferrovia, o que
gerou inúmeros protestos na cidade. No mesmo dia da inauguração
da estação, foi aberta a variante de 7,120 km, fechando-se
então dois postos provisórios nos kms 387 e 392 que ficavam nos entroncamentos
da linha velha com a variante. Comparando-se as datas de abertura
da Tecelagem Parahyba, que iniciou as obras em 1925 e abriu a produção
em 1927, ao lado do pátio da estação, não
é muito difícil imaginar que a transferência da
linha e da estação para a parte baixa da cidade não
foi apenas uma questão de melhoria de traçado. A estação
de São José dos Campos segue operando até hoje, atendendo à
MRS, que obteve a concessão do ramal desde 1998. É comum ver-se trens
manobrando em seus desvios mesmo em fins de semana. O prédio
da estação, por sua vez, estava abandonado em abril
de 2009. No final desse ano, a Prefeitura conseguiu a guarda provisória
das estações cedidas pelo SPU. (Veja também SÃO
JOSÉ DOS CAMPOS-VELHA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Marco
Giffoni; Mauro Bondi, 2009; Caio Bourgi, 2009; Memória Fotográfica
de São José dos Campos, 1915-1952; Relatório
oficial da Central do Brasil, 1925; site www.sjc.com.br; Correio Joseense,
1922-25; Arquivo Municipal de São José dos Campos; Max
Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928;
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - R. M. Giesbrecht)
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A estação nos anos 1940. Foto do livro Memória
Fotográfica de São José dos Campos, 1915-1952 |

Fachada da estação de São José dos
Campos em 20/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Hall da estação de São José dos
Campos em 20/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Fachada da estação de São José dos
Campos em 20/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Vista das plataformas vazias (01/04/2001). Foto Marco Giffoni |

A estação vista do pátio (01/04/2001).
Foto Marco Giffoni |

Pátio da estação em 01/04/2001.
Foto Marco Giffoni |

A estação em 31/3/2009. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 31/3/2009. Foto Ralph M. Giesbrecht
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| Atualização:
26.12.2009
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