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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
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(1925-c. 1960)
Limoeiro
São José dos Campos
Eng. Martins Guimarães
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(c. 1960-2001)
Parada Lima
São José dos Campos
Eng. M. Guimarães-nova
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Saída para a variante do Parateí (1952-2006):
Jaguari
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2009
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E. F. Central do Brasil (1925-1975)
RFFSA (1975-1998)
MRS (1998-2006)
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Município de São José dos Campos, SP
Ramal de São Paulo - km 388,404 (1960)   SP-1441
  Inauguração: 19.09.1925
Uso atual: abandonada   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1925
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.
 
A ESTAÇÃO: A estação de São José dos Campos (a original) foi inaugurada pela E.F. do Norte em 1876. Devido a um grande desastre ocorrido na cidade por causa de uma curva de difícil manejo, a EFCB decidiu mudar o traçado da ferrovia criando uma nova variante pela várzea (o chamado Banhado), que tangenciava a cidade pelos campos de Santana, local da nova estação. O medo de que a mudança da estação esvaziasse economicamente o centro gerou oposição na cidade, liderada por Napoleão Monteiro, editor do "Correio Joseense". O seu prestígio e os seus vínculos com o Partido Republicano chegaram a paralisar as obras, passando-se a estudar a transferência apenas do terminal de cargas, permanecendo a estação de passageiros no local original, além da proposta de que fossem rebaixados os trilhos, mantendo

ACIMA: Mapa da Central do Brasil de 1922, mostrando a linha antiga (linha em tráfego) e a linha nova em construção (variante). A primeira providência que se deve ter ao analisar o mapa é perceber que o norte da cidade está para o canto esquerdo inferior do esquema. Depois, notar que a zona urbana não alcançava ainda nem a estação velha (acima, à direita) nem a estação nova (canto esquerdo inferior) (Acervo Ralph M. Giesbrecht). ABAIXO: Para comparar a cidade em 1922 e em 2009, vejam os mapas abaixo. CLIQUE PARA AUMENTAR A FIGURA (Esquema montado com o mapa da variante de 1922 e imagem do Google Maps por Mauro Bondi em 2/3/2009).

entrincheirada a ferrovia. Porém, as obras da nova estação foram iniciadas em julho de 1922 e o prédio foi inaugurado, agora na avenida Sebastião Gualberto, em 19/09/1925, exatamente às 4 da tarde, com banda de música e tudo. Poucos meses antes disso, porém, a Central tentou dar à futura nova estação o nome de Doutor Dutra, engenheiro da ferrovia, o que gerou inúmeros protestos na cidade. No mesmo dia da inauguração da estação, foi aberta a variante de 7,120 km, fechando-se então dois postos provisórios nos kms 387 e 392 que ficavam nos entroncamentos da linha velha com a variante. Comparando-se as datas de abertura da Tecelagem Parahyba, que iniciou as obras em 1925 e abriu a produção em 1927, ao lado do pátio da estação, não é muito difícil imaginar que a transferência da linha e da estação para a parte baixa da cidade não foi apenas uma questão de melhoria de traçado. A estação de São José dos Campos segue operando até hoje, atendendo à MRS, que obteve a concessão do ramal desde 1998. É comum ver-se trens manobrando em seus desvios mesmo em fins de semana. O prédio da estação, por sua vez, estava abandonado em abril de 2009. No final desse ano, a Prefeitura conseguiu a guarda provisória das estações cedidas pelo SPU. (Veja também SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-VELHA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Marco Giffoni; Mauro Bondi, 2009; Caio Bourgi, 2009; Memória Fotográfica de São José dos Campos, 1915-1952; Relatório oficial da Central do Brasil, 1925; site www.sjc.com.br; Correio Joseense, 1922-25; Arquivo Municipal de São José dos Campos; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - R. M. Giesbrecht)
     

A estação nos anos 1940. Foto do livro Memória Fotográfica de São José dos Campos, 1915-1952

Fachada da estação de São José dos Campos em 20/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

Hall da estação de São José dos Campos em 20/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

Fachada da estação de São José dos Campos em 20/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

Vista das plataformas vazias (01/04/2001). Foto Marco Giffoni

A estação vista do pátio (01/04/2001). Foto Marco Giffoni

Pátio da estação em 01/04/2001.
Foto Marco Giffoni

A estação em 31/3/2009. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 31/3/2009. Foto Ralph M. Giesbrecht
     
Atualização: 26.12.2009
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.