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Cia.
Paulista de Estradas de Ferro (1896-1971)
FEPASA (1971-1997) |
SOUZA
QUEIROZ
Município
de Leme, SP |
| Linha-tronco
original - km 171,950 |
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SP-2627 |
| Ramal de Descalvado
- km 171,950 |
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Inauguração: 01.10.1896 |
| Uso atual: demolida |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1896
(já demolido)
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1877, a Paulista abria o primeiro trecho, partindo de
Cordeiros até Araras, do que seria o prolongamento de seu tronco.
Em 1880, a linha, com o nome de Estrada do Mogy-Guassú, atingia Porto
Ferreira, na mesma época em que a autorização para cruzar o Mogi e
chegar a Ribeirão Preto foi indeferida pelo Governo Provincial, em
favor da Mogiana. A linha, então, foi desviada para oeste e atingiu
Descalvado no final de 1881, seu ponto final. Em 1916, as modificações
da Paulista na área entre Rio Claro e São Carlos, na linha da antiga
Rio-Clarense, fizeram com que o trecho fosse considerado como novo
tronco, deixando a linha a partir de Cordeiros como o Ramal de Descalvado.
Desde o começo em bitola larga (1,60m), ele funcionou para trnes de
passageiros até julho de 1976 (Pirassununga-Descalvado) e até fevereiro
de 1977 (Cordeirópolis-Pirassununga). Trens cargueiros andaram pela
linha até o final dos anos 80. Abandonado, o ramal teve os trilhos
arrancados entre 1996 e 1997, sobrando apenas o trecho inicial até
Araras com seus trilhos enferrujando ao tempo. |
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| A ESTAÇÃO:
"Para melhor servir á zona atravessada pela via ferrea (...) tem
esta estação a grande vantagem de quebrar a distancia de 13 kilometros,
a maior nas linhas de 1,60 metros entre duas estações, pois está projectada
no km 172 quase a meia distancia entre Leme e Pirassununga". O
relatório de 1895 da Paulista assim justificava a construção de uma
nova estação na linha Jundiaí-Descalvado, e seguia afirmando que "para
as despesas com esta construcção concorreram os fazendeiros interessados
que alem de auxilio em dinheiro, forneceram tijolos, madeiras e agua
encanada até o local da estação". A estação foi finalmente inaugurada
em 1896, nas terras da Fazenda Cresciumal, de propriedade,
até hoje, da família Souza Queiroz. Foi sempre um depósito
mesclado com estação, tendo sido reformada em 1918, tomando o aspecto
definitivo. Em 15 de agosto de 1968, foi rebaixada a parada, devido
ao pequeno movimento. Em 18 de fevereiro de 1977, o último trem de
passageiros vindo de Pirassununga para Cordeirópolis passou por ali.
Após 1986, apesar de uma abaixo-assinado dos moradores da pequena
vila ao seu redor, que pediam a sua manutenção, o prédio foi demolido.
Segundo relatos de moradores do que sobrou da pequena vila, da demolição
saíram duas mil tábuas de aroeira! Hoje dela somente resta a plataforma,
e os trilhos foram retirados no mês de dezembro de 1997. O pintor
Rubenza, de São Paulo, imortalizou a estação em alguns quadros
pintados nos anos 80. (Ralph Mennucci Giesbrecht - do seu livro
"Caminho para Santa Veridiana", 2003) |
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Estação de Souza Queiroz em 1918. Foto do álbum
dos 50 anos da Paulista |

A estação em 1980. Foto Rubens Zacharias |

A estação em 1980. Foto Rubens Zacharias |

Somente a plataforma estava ali, ainda com os trilhos no meio
da grama, em 15/10/1996. Foto do autor |
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| Atualização:
09.02.2005
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