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E. F. do Norte (1890-1896)
E. F. Central do Brasil (1896-1975)
RFFSA (1975-1992)
CPTM (1992-) |
SUZANO
(antiga PIEDADE e GUAYÓ)
Município de Suzano, SP |
| Ramal de São Paulo - km
462,548 |
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SP-0779 |
| Altitude: 739 m |
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Inauguração: 06.11.1875 |
| Uso atual: estação da CPTM |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 2016 |
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| HISTORICO DA LINHA: Em
1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do
Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo
da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em
12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica,
encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro
e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal,
que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar
E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida
E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as
2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté)
e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA.
O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos
anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte,
foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998,
o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e
no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: A estação
teria sido aberta em 1875 (de acordo com o Guia Geral de 1960) pela
E. F. do Norte com o nome de Parada da Piedade.
Já a EFCB anunciava sua inauguração somente em
1890 - ver anúncio abaixo.
Será que ela já existiria antes de 1890 apenas como
um estribo não-oficial? Piedade era uma parada isolada,
que existia como ponto estratégico para abastecimento de água
e lenha para as locomotivas a vapor. O nome se devia à capela
da Piedade, existente no povoado de Baruel (originário
do nome da família mais importante do local, descendente de
um inglês de sobrenome Barewell), que ficava ao sul da
linha, não muito perto desta, mas única referância
para o nome da parada.
Alguns afirmam que o local da parada antigamente se chamava Campos
da Mirambava. De qualquer forma, em 1879, o português Antonio
Marques Figueira estabeleceu-se junto à estação,
próxima ao rio Guayó, e passou a ser considerado o fundador
da cidade. O povoado ao redor da parada cresce e em 1890, passa a
ser chamada de Concórdia. A parada, no entanto, mantinha
o nome de Piedade, mesmo com a construção de
um prédio de madeira para a agora estação construída
nesse ano pela Central. Seis meses depois, em dezembro de 1890 (ver
outro anúncio abaixo), o nome foi alterado pera Guayó.
Em 1894, é construído um prédio de alvenaria,
"alvenaria de tijolos com área de 58,91 m e plataforma
cimentada coberta de zinco", como consta em seu memorial
descritivo. Quem conseguiu a construção desta estação
maior e melhor foi justamente Joaquim Augusto Suzano Brandão,
engenheiro residente da Central em Mogi das Cruzes.
Em dezembro de 1907, houve a solenidade de troca de placas da estação
de Guayó para Suzano, homenageando o engenheiro.
A cidade, por sua vez, somente adota este nome um ano depois. Uma
estação mais moderna, construída nos anos 1970,
atendeu aos trens da CPTM até 26 de janeiro de 2013, quando
foi desativada.
No domingo, 27, uma estação provisória, construída
próxima à anterior, passou a atender aos trens até
que estivesse pronta a nova estação, que será
construída no mesmo da local da que será demolida.
Em 11 de fevereiro de 2016 esta nova estação foi entregue.

ACIMA: Anúncio da inauguração
da estação da Piedade em maio de 1890 (Anúncio
da época (Cláudio Soares de Sousa/http://historiasdeitaquaquecetuba.blogspot.com.br/).

ACIMA: Vista da estação de
Suzano em 14/7/2011 (Foto Artur F. Silva).

ACIMA: Anúncio da alteração
de nome da estação da Piedade para Guayó em dezembro
de 1890 (Anúncio da época (Cláudio Soares de Sousa/http://historiasdeitaquaquecetuba.
blogspot.com.br/).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local;
Artur F. Silva; Glauber Guedes; Alberto del Bianco; Artur Azevedo
Amorim; Cláudio Soares de Sousa; Suami P. de Azevedo:
Suzano, Estrada Real, Editora Mirambava, 1994; http://historiasdeitaquaquecetuba.blogspot.
com.br; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928; E. F. Central do Brasil: relatórios anuais, 1920-40;
Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação de Suzano em 1915. Foto cedida por Artur
Azevedo Amorim |

A estação, anos 1970. Foto Alberto del Bianco |

Estação de Suzano, sem data. Autor desconhecido |

Estação de Suzano, em 2000. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataformas provisorias em Suzano em 2/2013. Foto Glauber Guedes |

Início das obras da nova estação em 2/2013.
Foto Glauber Guedes |

A novíssima estação em sua inauguração
em 11/2/2016. Foto de publicação de Geraldo Alkmin |

A novíssima estação em sua inauguração
em 11/2/2016. Foto de publicação de Geraldo Alkmin
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| Atualização:
17.05.2017
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