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VXY Mogiana em MG
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Calmon Vianna
Suzano
Jundiapeba
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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Saída para linha cargueira (1971): Rio Grande da Serra
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2009
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E. F. do Norte (1875-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2012)
SUZANO (antiga PIEDADE e GUAYÓ)
Município de Suzano, SP
Ramal de São Paulo - km 462,548   SP-0779
    Inauguração: 06.11.1875
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: anos 1970
 
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.
 
A ESTAÇÃO: A estação foi aberta em 1875 pela E. F. do Norte com o nome de Parada da Piedade. Era uma parada isolada, que existia como ponto estratégico para abastecimento de água e lenha para as locomotivas a vapor. O nome se devia à capela da Piedade, existente no povoado de Baruel (originário do nome da família mais importante do local, descendente de um inglês de sobrenome Barewell), que ficava ao sul da linha, não muito perto desta, mas única referância para o nome da parada. Alguns afirmam que o local da parada antigamente se chamava Campos da Mirambava. De qualquer forma, em 1879, o português Antonio Marques Figueira estabelece-se junto à estação, próxima ao rio Guayó, e passa a ser considerado o fundador da cidade. O povoado ao redor da parada cresce e em 1890, passa a ser chamada de Concórdia. A

ACIMA: Vista da estação de Suzano em 14/7/2011 (Foto Artur F. Silva).
parada, no entanto, mantinha o nome de Piedade, mesmo com a construção de um prédio de madeira para a agora estação construída nesse ano pela Central. Em 1894, é construído um prédio de alvenaria, "alvenaria de tijolos com área de 58,91 m e plataforma cimentada coberta de zinco", como consta em seu memorial descritivo. Quem conseguiu a construção desta estação maior e melhor foi justamente Joaquim Augusto Suzano Brandão, engenheiro residente da Central em Mogi das Cruzes. Nesse mesmo ano, a estação passa a ser conhecida como Guayó, nome pela qual o povoado era também chamado, agora mais do que Concórdia. Em dezembro de 1907, houve a solenidade de troca de placas da estação de Guayó para Suzano, homenageando o engenheiro. A cidade, por sua vez, somente adota este nome um ano depois. Hoje, uma estação mais moderna, construída nos anos 1970, atende aos trens da CPTM.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Artur F. Silva; Alberto del Bianco; Artur Azevedo Amorim; Suami P. de Azevedo: Suzano, Estrada Real, Editora Mirambava, 1994; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; E. F. Central do Brasil: relatórios anuais, 1920-40; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Suzano em 1915. Foto cedida por Artur Azevedo Amorim

A estação, anos 1970. Foto Alberto del Bianco

Estação de Suzano, sem data. Autor desconhecido

Estação de Suzano, em 2000. Foto Ralph M. Giesbrecht
   
     
Atualização: 29.01.2012
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.