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VXY Mogiana em MG
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(1886-1979)
Alto
Entroncamento
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(1979-1988)
Ribeirão Preto-nova
Entroncamento
Jurucê
...
Saída para a linha do Rio Grande (1886-1979):
Jurucê
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Saída para o ramal de Igarapava (1899-1979):
Jardinópolis
,,,

Tronco CM - 1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2001
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1900-1971)
FEPASA (1971-1988)
ENTRONCAMENTO
Município de Jardinópolis, SP
Linha-tronco original - km 329,998   SP-0331
Altitude: 505 m   Inauguração: 01/06/1900
Uso atual: abandonada (2015)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1916
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado em 1875, tendo chegado até o seu ponto final em 1886, na altura da estação de Entroncamento, que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras retificações foram feitas desde então, tornando o leito da linha atual diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Em 1926, 1929, 1951, 1960, 1964, 1971, 1973 e 1979 foram feitas as modificações mais significativas, que tiraram velhas estações da linha e colocaram novas versões nos trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou a ser parte da Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram de circular pela linha.
 
A ESTAÇÃO: Aberta em 1900, a estação do Entroncamento foi criada para servir de saída para o ramal que levava inicialmente a Salles Oliveira, e que se transformaria mais tarde no ramal de Igarapava, que atingiria a linha-tronco em Rodolfo Paixão, já em Minas Gerais.

Era um prédio pequeno, mas, com a finalização do ramal, em 1915, atingindo a linha-tronco pouco antes de Uberaba, decidiu-se por construir uma estação mais conveniente a um entroncamento com estas proporções. Nesse ano, iniciaram-se as obras, entregues no ano seguinte. O prédio da estação original foi conservado, sendo transformado na casa do chefe da estação.

É hoje considerada uma estação particularmente interessante, devido ao seu estilo único dentre as estações da Mogiana, por causa de suas três plataformas.

Está localizada logo após o ponto em que a linha antiga cruzava o rio Pardo. Daqui continuou a sair a "linha do Rio Grande", originalmente a continuação do tronco original da Mogiana e que mais tarde passou a ser uma variante e, posteriormente, nos anos 1970, apenas um ramal que levava a Franca.

Em 1951, um acidente com um vagão cargueiro que desceu sem freios da estação de Jurucê destruiu as colunas de uma das plataformas, e o conserto jamais restaurou as condições originais desse ponto da estação. Ali existiam também dois portos de areia.

"A parada no Entroncamento era fabulosa e estranha ao mesmo tempo, feita em cima do próprio Rio Pardo" (Eduardo Brandt de Oliveira, agosto de 1999).

Com a entrada em operação, em 1979, da variante Entroncamento-Amoroso Costa, ela passou a fazer parte do já quase inoperante ramal de Franca, com a linha deste saindo direto da estação de Ribeirão Preto.

Em 1986, relatórios da própria Fepasa recomendavam a sua preservação, dada as suas características únicas; a estação já estava em mau estado. Na época, estava no km 315,050, e estava fechada.

Os trilhos foram logo retirados, em 1987, e nada mais foi feito, até que, em 1994, o Clube de Campo do Sindicato dos Ferroviários da Mogiana recebeu todo o terreno de 25 mil m2, junto com a estação, para sua sede, doado pela Fepasa. Porém, invasões de terreno e litígios de posse com terras vizinhas mantém a questão em esfera judicial até pelo menos 2001, quando estive lá, e, por isso, Entroncamento continuava no abandono.

Ela somente pode ser atingida, de carro, através de Jurucê, percorrendo-se o antigo leito da linha numa estradinha de cascalho. Embora esteja junto - cem metros - da antiga ponte metálica, esta estava fechada por tábuas (em 2001, estava) para impedir a passagem de pedestres por sobre o Pardo.

Em 2017, o abandono do prédio continuava.


ACIMA: A Folha da Manhã do dia 21/2/1929 publicou esta fotografia que mopstra a estação de Entroncamento alagada dias antes pelas águas do rio Pardo.
ACIMA: Esquema do pátio de Entroncamento em novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações) (Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução Caio Bourg). ABAIXO: Chegada à estação do Entroncamento em 1938, visto da saída da ponte sobre o rio Pardo (Revista SPR, janeiro de 1938).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht: pesquisa local; Leo Figueiredo; Rodrigo Flores; Eduardo Brandt de Oliveira; Leila Miria de Oliveira; Caio Bourg; Museu da Cia. Paulista de Jundiaí; Revista SPR, 1939; Cia. Mogiana: Relatórios anuais, 1875-1969; Cia. Mogiana: Listagem de estações oficial, 1938; Cia. Mogiana: Album, 1910; Mapa - acervo Ralph M. Giesbrecht)
     

Estação do Entroncamento, c. 1910. Foto Álbum da Mogiana O prédio, depois transformado em casa do chefe da estação, existe até hoje - veja abaixo. Foto Leo Figueiredo

A estação em 1927, com todas as linhas. Para a direita, a linha do Rio Grande. Para a esquerda, o ramal de Igarapava. Para o canto esquerdo inferior da foto, a ponte sobre o rio Pardo. Ao fundo, atrás da estação triangular, o prédio da estação original. Foto cedida por Leila Miria de Oliveira, Jardinópolis, SP

A estação em 17/11/1998, tomada pelo mato. Foto Ralph M. Giesbrecht

A ponte sobre o rio Pardo, poucos metros antes da estação (17/11/1998). Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 17/11/1998, tomada pelo mato. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 26/6/2011. Foto Rodrigo Flores

A estação em 26/6/2011. Foto Rodrigo Flores
     
Atualização: 03.11.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.