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Ramal Férreo
da Capital do Est. de Minas Gerais (1895-1900)
E. F. Central do Brasil (1900-1975)
RFFSA (1975-1996) |
BELO
HORIZONTE (antiga MINAS)
Município de Belo Horizonte, MG |
| Linha do Paraopeba - km 640,629 (1928) |
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MG-0064 |
| Altitude: 836 m |
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Inauguração: 07.09.1895 |
| Uso atual: museu (2006) |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1922 |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha do
Paraopeba, assim chamada porque durante boa parte de sua extensão
acompanha o rio do mesmo nome, foi construída em bitola larga,
provavelmente para aliviar o tráfego de trens entre o Rio de
Janeiro e Belo Horizonte que até sua abertura tinha de passar
pela zona de mineração da Linha do Centro, até
General Carneiro, onde saía a linha para a capital mineira.
Além disso, até então havia baldeação
para bitola métrica em Burnier, o que dificultava as operações
principalmente dos trens de passageiros entre as duas capitais. A
linha do Paraopeba, saindo da estação de Joaquim Murtinho,
foi aberta até a estação de João Ribeiro
em 1914 e até Belo Horizonte em 1917. Dali a General Carneiro
foi mantida a bitola de métrica no trecho já existente.
Com isso se estabelecia a ligação direta sem baldeações
entre o Rio e Belo Horizonte. O trem de passageiros trafegou por ali
até 1979, quando, depois de uma ou duas tentativas rápidas
de reativação, foi extinto. O movimento de cargueiros
continua intenso até hoje, com a concessionária MRS,
até a estação do Barreiro, próxima a BH,
e depois com a FCA até General Carneiro, agora sim com bitola
mista, métrica e larga. |
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A ESTAÇÃO: A estação de Minas
foi inaugurada em 1895, antes mesmo da inauguração
da cidade de Belo Horizonte, sucessora da velha Curral
Del Rey. Na época, a cidade ainda em construção
se chamava Cidade de Minas, depois de se chamar desde 1890
Belo Horizonte e na sua inauguração em 1897
voltar a esse nome.
A estação era atingida por um ramal que saía
da estação de General Carneiro, na Linha
do Centro da Central.
O nome Minas, para a estação, acabou permanecendo
mesmo após a inauguração da cidade, em 1897,
como aparece nos antigos guias.
De General Carneiro à Estação Minas,
os trens eram operados pelo chamado Ramal Férreo da Capital
do Estado de Minas Gerais, vendido à União no
final de 1899 e incorporado à Central do Brasil em 1/1/1900.
A eletricidade chegou à estação em 1900 (Memória
Histórica da EFCB, 1908, p. 489-490 e 499). A própria
estação, na sua inauguração, era um
prédio provisório (ver desenho abaixo), que, na época
da inauguração da cidade já era o prédio
novo, que ficou até sua demolição precoce pouco
mais de 20 anos mais tarde.
A partir de 1917, quando a linha do Paraopeba chegou a Belo
Horizonte pelo outro lado, a cidade ficou ligada à Linha
do Centro por dois lados, sendo que o trem principal, que vinha
do Rio, vinha pela Linha do Paraopeba, atingindo Belo
Horizonte direto e sem baldeações vindo pela
nova linha.
Em 1922, foi inaugurado um novo prédio que substituiu o original.
A estação fica em frente à estação
da E. F. Oeste de Minas, depois da Rede Mineira, esta construída
em 1920.
Com a desativação dos trens de passageiros da Central,
a estação foi tendo progressivamente outros usos até
ser completamente desativada como estação. Hoje abriga
um museu.
Entre a estação e a da antiga RMV fica a estação
do metrô de Belo Horizonte, uma plataforma que para
ser atingida o tem de ser por passagens subterrâneas. Por
sua vez, o trem Belo Horizonte-Vitória, da Vale do
Rio Doce, um dos únicos trens de passageiros regulares ainda
em atividade no Brasil, também não sai mais dali,
mas sim do antigo armazém, ao lado da estação.
"No dia 15 de dezembro de 2005 foi inaugurado o Museu de
Artes e Ofícios, que ocupa ambas as estações (Central e RMV), com
entrada apenas pela Praça Rui Barbosa. Na Estação da Central
do Brasil, está localizado o o Pavilhão A, e na da Rede Mineira
de Viação o do Pavilhão B. A ligação entre os dois prédios da exposição
é feita por uma antiga passarela subterrânea da RFFSA, que recebeu
um novo layout por parte dos expositores. Outra passarela subterrânea
continua ativa, mas como acesso dos usuários do Metrô às Ruas Sapucaí,
Tapuias e Tabaiares, defronte ao prédio da RMV. Desta forma, pode-se
dizer que a Estação Belo Horizonte da RMV não está mais fechada,
sendo utilizada como museu, embora não se tenha acesso à mesma pela
sua frente, na Rua Sapucaí" (Rafael Asquini, 01/2006).
VEJA DADOS SOBRE O MUSEU DE ARTES E OFÍCIOS NA ESTAÇÃO
DE BELO HORIZONTE

ACIMA: Chegada dos reis da Belgica em 1920
na estação de Belo Horizonte (Autor desconhecido).
ABAIXO: A estação, provavelmente c. 1895 (Autor
desconhecido).
ACIMA: Viaduto sobre a ferrovia próximo
à estação de Belo Horizonte, em 1937 (Foto
Eurico Pedroso Filho - acervo Maria Cristina de Gusmão Lobo Pedroso).
ABAIXO: A estação de Belo Horizonte e seu pátio,
no lado esquerdo inferior da foto. À sua frente, no centro
e no alto da foto, a "cidade original" de 1897 (Autor
desconhecido).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa
local; Jorge Alves Ferreira; Gutierrez L. Coelho; Rafael Asquini;
Pedro Paulo Resende; Marco Giffoni; José Antonio Vignoli;
Eurico Pedroso Filho; Maria Cristina de Gusmão Lobo Pedroso; Max
Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928;
Belo Horizonte, Memória Histórica e Descritiva - História
Média, 2a edição revista, 1996; Memória
Histórica da EFCB, 1908, p. 489-490)
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A estação provisoria de Minas, em 1895. Desenho
Luiz Olivieri, extraída do livro de Abílio
Barreto, Belo Horizonte, Memória Histórica
e Descritiva - História Média, 2a edição
revista, 1996 |

Desenho da visão lateral no projeto da estação
de Minas, em 1895. Extraído do livro de Abílio
Barreto, Belo Horizonte, Memória Histórica
e Descritiva - História Média, 2a edição
revista, 1996 |

A estação de Belo Horizonte, antiga Minas - na
virada do século 19 para o 20. Foto cedida por Pedro
Paulo Resende |

Plataforma da estação original de Belo Horizonte
em 1908. Foto cedida por Marco Giffoni |

Fachada da estação original de Belo Horizonte
em 1908. Foto cedida por Marco Giffoni |

Estação atual de Belo Horizonte em construção.
Foto cedida por José Antonio Vignoli |
A estação em 1928. Foto Max Vasconcellos |
A estação em 02/2001. Foto Jorge Alves Ferreira |

A estação depois da reforma, em 02/2006. Foto
Gutierrez L. Coelho |
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| Atualização:
10.02.2017
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