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| E. F. Central do
Brasil (1911-1969) |
CAMPO
ALEGRE
Município de Santos Dumont, MG |
| Ramal de Mercês - km 332,179 (1928) |
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MG-3974 |
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Inauguração: 02.07.1911 |
| Uso atual: demolida |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Mercês foi aberto em 1911 ligando a estação de
Palmyra (Santos Dumont) a Oliveira Fortes, e prolongado em 1914 quando
alcançou a cidade de Mercês. Originalmente, era a E.
F. João Gomes ao Rio Doce, adquirida pela Central em outubro
de 1910. Inicialmente seu nome foi Ramal de Piranga, pois pretendia
chegar até essa cidade, ligando o ramal ao ramal da Ponte Nova,
cuja linha distava pouco mais de 40 km de Mercês. Tal nunca
foi feito e o nome do ramal passou a ser o da sua cidade final. Foi
suprimido em 28/02/1969. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Campo Alegre foi aberta em 1911. Porém, em 1902,
a estação de Palmira, depois Santos Dumont, "era
a inicial da E. do F. do Rio Doce" (Estrada de Ferro Central
do Brasil, 2o volume, Imprensa Nacional, 1902). Isto significaria
que o ramal já existia nessa época ou era ainda um projeto?
"(Campo Alegre) é o nome da fazenda existente na localidade.
e que se transmitiu à estação, (e) provém,
por certo, da topografia do terreno circunjazente. De fato, a estação
está situada em pequena várzea, de horizonte restrito,
mas alegre. A estação está localizada na povoação
do mesmo nome e serve à povoação de Cidreira
(...) que fica à vista, à direita do trem (...), que
é, por assim dizer, um complemento daquela; serve também
à povoação de Mandembo, a sudeste. Logo ao partir
de Campo Alegre, avista-se, em frente, a serra do Japão. Seiscentos
metros além de Campo Alegre o trem transpõe pela segunda
vez o rio do Bicho, na ponte do Araçá, de 6 m"
(Max Vasconcellos, Vias Brasileiras de Comunicação,
1928, pp. 352-353). A estação parece ter se chamado
inicialmente Carlos Filgueiras - esse era o seu nome, por exemplo,
em 1932. Essa era a situação em 1928. A estação
e o ramal foram fechados em 1969. "Informações de moradores
do local dão conta de ter se tratado de uma estação. Demolida. O único
indício de sua existência é a plataforma. Residências foram construídas
em seu lugar" (Carlos Latuff, julho de 2008). Tatiana
Campos, de Juiz de Fora, esclarece em 29/1/2011
que a estação ainda estava em pé em dezembro
de 1996 e enviou as fotografias, reproduzidas ao pé desta página:
"Esse terreno (com a estação) era do meu avô
Alberto Alves dos Santos (Falecido em 1993). Hoje nesse terreno moram
os filhos do Alberto Alves dos Santos. O meu avô materno Alberto Alves
dos Santos (falecido), meus bisavôs José Honorio de Castro (falecido)
e José Alves dos Santos (falecido), tio-avô Antônio de Lima Campos
(falecido), Meu tio Francisco Misack Campos (falecido) e outros trabalharam
na ferrovia de Santos Dumont a Oliveira Fortes".
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TRENS
- De acordo com os guias de horários, os trens de passageiros
- sempre trens mistos - pararam nesta estação
de 1911 a 1969. Ao lado, um destes trens está próximo
à cidade de Oliveira Fortes, em 1967. Clique sobre a
foto para ver mais detalhes sobre esses trens. Veja aqui horários
em fevereiro de 1963 (Guias Levi). |
(Fontes: Tatiana Aparecida Campos; Carlos Latuff;
___: Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, 1902; Max Vasconcellos:
Vias Brasileiras de Comunicação, 1928, pp. 352-353;
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960) |
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A estação de Campo Alegre já desativada
mas ainda em pé em 28/12/1996. Foto Tatiana Aparecida
Campos |

A estação de Campo Alegre já desativada
mas ainda em pé em 28/12/1996. Foto Tatiana Aparecida
Campos |

A estação de Campo Alegre já desativada
mas ainda em pé em 28/12/1996. Foto Tatiana Aparecida
Campos |

Como em Boa Sorte, a plataforma da estação já
demolida suporta casas mais recentes. Foto Carlos Latuff em
julho de 2008 |
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| Atualização:
04.09.2011
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