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E.
F. Central do Brasil (1912-1975)
RFFSA (1975-1996) |
BARÃO
DE ANGRA
Município
de de Paraíba do Sul, RJ |
| Linha do
Centro - km 192,506 (1928) |
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RJ-1374 |
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Inauguração: 01.10.1912 |
| Uso atual: em
ruínas |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II,
que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era
a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue
em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a
serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha
seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção
era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará.
Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro
Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São
Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação
de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada
por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção:
entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para
Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo
com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em
1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia
a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador.
Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até
Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho,
estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes
desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica,
na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até
hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha",
até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul esses trens
sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia.
Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Barão de Angra foi inaugurada
em 1912, homenageando o barão, Elisário Antonio dos
Santos, diretor da

ACIMA: Pátio da estação de
Barão de Angra. Estação em ruínas, pátio
movimentado (Foto Jorge A. Ferreira em 2007).
ferrovia nos anos 1870. Em 1902, havia uma estação
praticamente no mesmo local com o nome de Galeão, citada
na publicação Estrada de Ferro Central do Brasil,
2o volume, Imprensa Nacional, 1902. Não se sabe da desativação
desta, mas deve ter sido quando da inauguração da estação
de Barão de Angra em 1912. A estação está
hoje em ruínas. O pátio, no entanto, é bastante
movimentado. Com linhas de bitola mista, é ali que se baldeia
a carga de bauxita que vem pela antiga Leopoldina, hoje nas mãos
da FCA, de Barão de Camargos, para a bitola larga da
MRS. Dali segue para o pátio de Alumínio, na
ex-Sorocabana, depois de cruzar a cidade de São Paulo.
"Em Paraíba do Sul, a estação Barão de Angra fica no trecho
de bitola mista que era compartilhada pela Linha do Centro e a Linha
Auxiliar. Hoje, definha a cada dia. Em sua lenta agonia, vê-se uma
parte da história ferroviária indo embora. O Barão de Angra, se vivo
fosse, ficaria envergonhado com a homenagem" que lhe foi concedida.
Os pesados cargueiros passam ao lado da estação, desviando-se de seu
caminho reto, fazendo uma chicana que hoje só atrapalha a velocidade.
Neste ponto, o movimento é intenso e a Linha do Centro ainda mantém
a bitola mista, o que possibilita que os trens de bauxita da Ferrovia
Centro-Atlântica acessem o Terminal de Transbordo, situado a uns 500
metros da estação. A estação não tem mais nenhuma utilidade, infelizmente.
Não há mais trens de passageiros e os cargueiros somente param ali
à espera de algum cruzamento. A estação fica longe do centro da cidade
e como é muito pequena e fica entre as linhas, não tem nem a possibilidade
de se transformar em Centro Cultural ou ter qualquer outro uso para
a população do bairro, já que a travessia sobre os trilhos traria
riscos aos frequentadores. Levantaram um alto muro entre ela e a comunidade
lindeira, mas há pouco ali para se retirar. O telhado, suas madeiras,
as portas e janelas já desapareceram há muito tempo. Sobraram poucos
tijolos em paredes arruinadas, mas parece que não despertam mais a
cobiça de ninguém" (Jorge A. Ferreira, 15/11/2009).
(Fontes: Jorge A. Ferreira; Victor A. Ferreira; Max
Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928;
Estrada de Ferro Central do Brasil, 2o volume, Imprensa Nacional,
1902; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Ruínas da estação de Barão de Angra
em 03/2003. Foto Victor Almeida Ferreira |

Ruínas da estação de Barão de Angra
em 03/2003. Foto Victor Almeida Ferreira |

Em maio de 2008, quase nada mais restava das paredes. Foto Jorge
A. Ferreira |
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| Atualização:
22.12.2009
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