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E. F. Dom Pedro
II (1867-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
MRS (1996-2010) |
TRÊS
RIOS (antiga ENTRE RIOS)
Município de Três Rios, RJ |
| Linha do Centro - km 197,657 (1928) |
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RJ-1512 |
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Inauguração: 13.10.1867 |
| Uso atual: MRS |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1960 |
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| HISTORICO DA LINHA: Primeira
linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889
passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de
todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação
Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando
Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais,
atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco
e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura
Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram
Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída
foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro
lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro
acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto
foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando
o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final
se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até
Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste
Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam
os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo
Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os
respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém,
havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro
Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio.
Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente,
entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996,
restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira
ainda existe... para trens cargueiros. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Entre Rios, inaugurada em 1867, foi o ponto de partida,
primeiro para o ramal de Porto Novo do Cunha,
| A estação
em 1872, quando à sua frente ainda existia a "muda"
da estrada União e Indústria: "Sexta Muda
- Entre-Rios (...) Um apito repercutiu no ar; um penacho de
negra fumaça levanta-se acima de enormes edifícios de tijolos
encarnados; isto nos anuncia a Estrada de Ferro D. Pedro II,
ponto de encruzamento das duas estradas. São 11 horas e meia.
Será porventura necessário dizê-lo? Neste momento o que nos
deve sobretudo interessar, segundo me parece, é que nos será
possível almoçar e depois descansar. Só subiremos agora no carro
depois da chegada do trem, e ainda teremos de esperar a hora
de sua partida do costume, fixada à 1 hora e 55 minutos. Estamos
no meio do caminho: o que pensais desta? Aproveitamos o momento
de descanso que nos é dado, para dizer algumas palavras relativamente
às rivalidades ocasionadas pelo encruzamento dessas duas estradas.
Certamente estimamos ver o progresso desenvolver-se neste formoso
país, e não foi sem experimentar viva emoção que temos saudado
a primeira locomotiva que chegou até aqui; entretanto ficamos
penalizados vendo tanto trabalho, tanta inteligência e tantos
esforços empregados em um dos mais gigantescos trabalhos empreendidos
até então no Brasil, como esta magnífica estrada - União e Indústria
- ficarem por isso mesmo inutilizados dali a pouco. O homem
deve pois abandonar assim, o que lhe custou tantos cuidados
e tantos sacrifícios para edificar? Defronte está a estação
da estrada de ferro, maciça, pesada e a nosso ver pouco segura.
Estamos certos que os construtores deste edifício hão de desculpar
nossa franqueza, sobretudo quando souberem que podemos afiançar-lhes
ter visto esta estação, tão bem construída aparentemente, não
poder resistir a uma chuva um pouco forte, nem mesmo a uma ventania,
sem que no dia seguinte haja necessidade de alguns consertos.
No horizonte longínquo fogem as linhas da estrada de ferro,
e o Paraíba anda vagaroso trazendo de nosso lado as suas ondas.
Em breve vos faremos conhecer suas curiosidades, se este itinerário
tiver a fortuna de vos agradar, caros leitores; as casas brancas
que a um km perdemos de vista, são da Fazenda de Cantagalo,
propriedade da Baronesa de Entre-Rios, mais longe acha-se a
cidade de Paraíba do Sul, inteiramente decaída de sua antiga
importância, a estrada de ferro acabando de dar-lhe os últimos
golpes. É 1 hora e 55 minutos, o condutor nos chama, subimos
à diligência para continuar nossa viagem (...)" (Revert
Henry Klumb: Doze Horas em Diligência - Guia do Viajante de
Petrópolis a Juiz de Fora, 1872) |
em 1870, e para a continuação
da Linha do Centro, que saiu depois, atingindo Juiz
de Fora em 1875. Ambas as linhas tinham originalmente
bitola larga (1,60 m), mas, mais tarde, o ramal de Porto
Novo teve a bitola reduzida para que pudesse trazer os
trens da Leopoldina até Entre Rios. Também
os trilhos de bitola métrica da Linha Auxiliar
passavam pela estação, vindos desde Paraíba
do Sul, e de Entre Rios seguiam para Mar de
Hespanha, em Minas Gerais. Em 1898, construiu-se o depósito
de locomotivas da estação (Memória
Histórica da EFCB, 1908, p. 478). Em 1928, segundo
Max Vasconcellos, "a ampla estação,
cuja longa plataforma se estende para servir à Linha
Auxiliar e à Leopoldina, possui um excelente restaurante
e botequim. Elevada e sólida passagem superior, de
armação metálica, liga a plataforma ao
lado oposto da linha. Comemorando a resolução
de levar a Linha do Centro ao Rio das Velhas, foi, por ordem
da Diretoria da ferrovia, construída uma guarita mesmo
na
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ACIMA: A primeira estação construída
em Entre Rios ficava ao lado da estação (muda) da rodovia,
a "União e Indústria", que ali se cruzavam.
Esta ficava em frente. Ela tinha o estilo típico de chalé. Com o fracasso
da rodovia, ainda nos anos 1870, a estação passou a
ser da E. F. Dom Pedro II. Notar a tranquilidade do local (fotografia
original do acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro). ABAIXO:
A estação em 1952. Este prédio foi demolido nos
anos 1960 e substituido pelo atual. Em termos arquitetônicos,
uma enorme perda (Foto do Roteiro Rodoviário Fluminense, 1953).


ACIMA: Comparando com a fotografia de 1952, a bela estação
antiga de Três Rios ficava no ponto dos pisos junto à
grama, em 2007 ainda por ali. Sua frente era para a rua onde se vêem
os caminhões e a plataforma para o lado dos trilhos. Ao fundo,
vê-se a estação atual, "modernosa",
pequena, e que também dá frente tanto para a avenida
quanto para os trilhos (Autor desconhecido, dezembro de 2007).
chave que separa as duas linhas (a de Porto Novo e
a do Centro). Nesta guarita foram colocadas placas comemorativas,
fundidas em bronze pelas oficinas da Estrada". "Ocorreram
pelo menos duas

ACIMA: A estação de Três
Rios em 1935. Notar que os apoios da cobertura da plataforma
em frente à estação ficavam fora da área
da mesma, apoiadas na calçada (Acervo Maria Cristina
de Gusmão Lobo Pedroso) |
grandes explosões de trens com pólvora
e/ou munição: em outubro de 1932 em Três Rios, com o trem
do 12 RI que retornava para S. João Del Rey após combater
na Revolução de 32 e uma em 1950, acho que em Santos Dumont,
MG, com um trem com vagões transportando explosivos"
(Eduardo Coelho, 19/10/ 2009).
Nos anos 1940, o nome da cidade e da estação
foram alterados para o atual, Três Rios. O prédio
original foi
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demolido pela Central, que construiu
a estação atual, feia e pequena. Trens da MRS e da FCA
trafegam hoje (2010) por esta estação.
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TRENS
- Os trens de passageiros pararam nesta estação
de 1867 até 1984. Ao lado, o trem Rio-Belo Horizonte,
que fazia esse percurso. Clique sobre a foto para ver mais detalhes
sobre esses trens. Veja aqui horários
em 1968. Paravam também trens da linha Auxiliar e
da linha do Norte da Leopoldina. (Guias
Levi). |
(Fontes: Eduardo Coelho; Maria Cristina de Gusmão Lobo
Pedroso; Jorge Alves Ferreira; Christoffer R.; Biblioteca Nacional;
Revert Henry Klumb: Doze Horas em Diligência - Guia do Viajante de
Petrópolis a Juiz de Fora, 1872; Manuel Fernandes Figueira: Memória
Histórica da EFCB, 1908; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras
de Communicação, 1928; Roteiro Rodoviário Fluminense,
1953) |
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A estação original de Entre Rios. Foto do livro
Memória Histórica da EFCB, de Manuel Fernandes Figueira,
1908 |

Estação de Entre Rios em 1908. Foto do livro Memória
Histórica da EFCB, de Manuel Fernandes Figueira, 1908 |

A estação de Entre Rios, sem data. Autor desconhecido
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Pátio e estação de Três Rios, em
1972. Foto cedida por Christoffer R. |

Pátio e estação de Três Rios, em
03/2001. Foto Jorge Alves Ferreira |
Pátio e estação de Três Rios, em
03/2001. Foto Jorge Alves Ferreira |

A guarita de Três Rios, em 2001. Foto Jorge Alves Ferreira |
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| Atualização:
14.11.2010
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