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| E.
F. Leopoldina (n/d-1965) |
CASCATINHA
Município
de Petrópolis, RJ |
| Linha do
Norte - km 63,963 (1960) |
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RJ-1939 |
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Inauguração: n/d |
| Uso atual: museu |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual:
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha que unia o centro do Rio de Janeiro
a Petrópolis e Três Rios foi construída por empresas diferentes em
tempos diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil,
construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia
de Pacobaíba) à estação de Raiz da Serra (Vila Inhomerim). O trecho
entre esta última e a estação de Piabetá foi incorporada pela E. F.
Príncipe do Grão Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis
e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a estação de Areal
foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldina. Finalmente,
o trecho entre o a estação de São Francisco Xavier, na Central do
Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F.
Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway.
Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina.
Em 1926 a linha foi estendida finalmente até a estação de Barão de
Mauá, aberta nesse ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco
Xavier. O trecho entre Vila Inhomerim e Três Rios foi suprimido em
5 de novembro de 1964. Segue operando para trens metropolitanos todo
o trecho entre o centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomerim. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Cascatinha figurava em 1940 como
estação da linha de subúrbios entre Petrópolis
e Pedro do Rio. A sua data de inuaguração não
foi identificada por mim. Em 1962 já estaria desativada, existindo
apenas o trem de longo percurso na

ACIMA: "Conhecem a Cascatinha de Petrópolis,
que dista 5 km de Petrópolis? Meia dúzia de casas toscas
divididas em quartéis servem de habitação aos
operários das fábricas, e a pouca distância, na
esplanada duma altíssima serra, uma lasca muito escura a contrastar
singularmente com a enfermidade das vivendas e com a aspereza das
serras; em baixo num murmurar monótono e compassado, o Piabanha
a deslizar ligeiro pelas quebradas dos montes e pelas relvas verdes
dos prados e que vai perder-se além, ao longe, nas sinuosidades
dos vales. Mas baseado nessa descrição não vão
julgar que a Cascatinha é pouco concorrida de forasteiros.
Há sempre grande e seleta afluência. A vista acima foi
tirada na Cascatinha durante um pic-nic (...)" (Revista Illustração
Brasileira, 16/6/1911).
ACIMA: O mapa de 1926 mostra o trecho da
ferrovia entre Petrópolis e Itaipava, com a estrada
da União e Indústria acompanhando (Revista da
Semana, 1926).
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região. "Eu
que sou petropolitano e vi esta estação funcionando,
sinto um gosto amargo de atraso em um país que tem
tudo para ser uma potência mundial. E mais do que isso,
poderia ter se confirmado como uma potência ferroviária.
Mesmo do alto dos meus 50 anos, ainda sonho com minha inesquecível
Leopoldina e das manobras que assistia em Cascatinha, quando
garoto, até que um bando de imbecís, comandados
por um presidente aproveitador, nos retirou o prazer de ver
o trem circular por nossas cidades, em troca desta merda chamada
de ônibus e que só serve para poluir e travar
o trânsito. Parabéns Sr. JK, o Brasil lhe deve
esta 'cagada' histórica!" (Paulo Maurício,
03/2005). É verdade que o Presidente
do Brasil
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na época era Castelo
Branco e não Juscelino, mas a indignação
de Paulo o leva a pensar no eterno "culpado" pelo
quase fim das ferrovias, generalizado como JK mas na verdade causado
por uma série de fatores que se avolumaram antes de depois
dele. "No ano de 1962 eu trabalhava nos escritórios da Standard
Brands of Brazil, Inc., que depois tornou-se a Fleischmann & Royal,
e na época os trens funcionavam normalmente, não só transportando
passageiros como também transportando melaço, matéria prima do fermento
Fleischmann, de Campos para Petrópolis, em vagões que pertenciam à
própria Standard" (Celina dos Reis Guimarães, 10/2007).
Hoje (2009) a estação, restaurada, serve como museu.
(Fontes: Ricardo Quintero
de Mattos, 2009; Celina dos Reis Guimarães, 2007; Jorge A. Ferreira,
2003; Paulo Maurício, 2005; Revista
da Semana, 1926; Illustração Brasileira, 16/6/1911;
Edmundo Siqueira: Resumo Histórico da Leopoldina Railway, 1938;
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapas - acervo R.
M. Giesbrecht) |
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A estação da Cascatinha em 01/2003. Foto Jorge
A. Ferreira |
A estação em 01/2003. Foto Jorge A. Ferreira |
A estação em 01/2003. Foto Jorge A. Ferreira |

A estação em 2009. Foto Ricardo Q. Mattos |
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| Atualização:
18.10.2009
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