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Laranja Doce
Martinópolis
Indiana
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Tronco EFS - 1935
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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Sorocabana Railway
(1917-1919)
E. F. Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998) |
MARTINÓPOLIS
(antiga JOSÉ TEODORO)
Município de Martinópolis, SP |
| Linha-tronco - km 696,140 (1960) |
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SP-2350 |
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Inauguração: 05.08.1917 |
| Uso atual: Banco do Povo e outros |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1950 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. Em 2006, a ALL ficou com a concessão da
linha. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: Quando o posto
telegráfico de José Teodoro foi inaugurado, em 1917, somente
havia no local os trilhos, o posto, algumas casas de funcionários
da ferrovia e a mata em volta. O nome do posto foi resgatado pela
Sorocabana a partir do nome de um mineiro de Pouso Alegre que
ocupou as terras próximas em meados do século XIX, e teria fundado
cidades como Conceição de Monte Alegre e São Pedro do Turvo,
na região. Nos projetos da ferrovia, antes da instalação
da estação, esta era chamada de Alegrete, quase
que certamente por causa da existência ali de um córrego
com esse nome; porém, foi aberta como José Teodoro.
Curiosamente, esse nome, nos mesmos projetos, era o que identificava
a estação de Laranja Doce, imediatamente anterior
à da atual Martinópolis, mas ela foi aberta com
o nome atual, mesmo. Tais divergências de nomes podem facilmente
ser comprovados pela quilometragem existente durante a construção
da ferrovia, nos relatórios da EFS. Em 1924, desembarcou na
estação João Gomes Martins, dono da Colonização Martins,
que comprou e loteou a fazenda Boa Ventura, dando origem à cidade.
Martins teria adquirido a passagem número um da estação de
José Teodoro, que

ACIMA: A cidade de Martinópolis e a estação,
no centro inferior, com os armazéns à sua esquerda:
a cidade cresceu muito mais para um dos lados da linha, o lado da
entrada da estação (Foto enviada por José Carlos
Daltozo, 2006).
nunca usou, guardando-a como lembrança. A compra da fazenda
foi oficializada em 17/11/1924, e a primeira construção de alvenaria
foi o Hotel Colonial, em 1925, prédio demolido em 1970.
Em 1939, José Teodoro foi elevado a município, com o nome de
Martinópolis, em homenagem a João Gomes Martins. O prédio
foi ampliado e reformado anos mais tarde, e a estação foi finalmente
desativada em outubro de 1996, com o fechamento da bilheteria e a
retirada dos móveis e utensílios da empresa. Os trens ainda passaram
por lá, sem parar, até 16 de janeiro de 1999, quando a Ferroban desativou
os trens de passageiros no antigo tronco da Sorocabana. A estação
virou sala de concertos por pouco tempo, e depois foi fechada. A estação
foi reformada pela Prefeitura em 2005, foi trocado o telhado (chovia
muito dentro), agora é sede da Guarda Mirim, do Banco do Povo, de
um posto do Sebrae e também tem um mini-museu, com umas 50 peças e
fotos expostas. Em 2008, existem, do antigo pátio, 8 casas
de ferroviários. São 6 de tijolos e 2 de madeira. Cinco continuam
sendo residências de ferroviários aposentados, que já moravam nelas
quando da aposentadoria e continuam até hoje. Três, incluindo uma
de madeira, estão servindo para atividades administrativas e culturais,
como a Casa das Artesãs, onde se vende artesanatos. Outra serve
ao Serviço de Alistamento Militar do Município e a terceira como sede
da AAA - Associação Anti-Alcoólica.
(Fontes: José Carlos Daltozo; Stenio
Gimenez; Adriano Martins; José Carlos Daltozo, 1999: Martinópolis,
sua história e sua gente, 1999; E. F. Sorocabana: relatórios
anuais , 1900-69; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Os primórdios da estação de José
Teodoro, c. 1925. Casas da vila ferroviária. Foto cedida
por José Carlos Daltozo |

José Teodoro por volta de 1925. Compradores de terras
descem na estação. Foto cedida por José
Carlos Daltozo |

A estação, por volta de 1930. Foto cedida por
José Carlos Daltozo |

Na plataforma da estação, em 1946. Acervo Stenio
Gimenez |

A antiga estação de Martinópolis nos anos
1940. Foto cedida por José Carlos Daltozo |
Fachada da estação em 1994. Autor desconhecido |
Plataforma da estação em 1994. Autor desconhecido |

A estação em 1999. Foto José Carlos Daltozo
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A plataforma da estação em dezembro de 2000. Foto
José Carlos Daltozo |
A estação em 2004. Foto Adriano Martins |

A estação em 10/2008. Foto J. C. Daltozo
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| Atualização:
16.03.2011
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