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E. F. Sorocabana (1905-1953) |
MIRANDA
AZEVEDO
Município
de Itatinga, SP |
| Linha-tronco
original - km 331,024 (1931) |
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SP-2415 |
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Inauguração: 1920 |
| Uso atual: n/d |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1926
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| HISTORICO
DA LINHA: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho
da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu
até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná.
Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de
donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na
época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia,
vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para
o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas
linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a
ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim
foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal
FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente
até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente
os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho
passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso
trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos
pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa
até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO:
Aberta em 1920 como km 343,788, pouco tempo depois, em 01/10
do mesmo ano, recebeu o nome de Miranda Azevedo. Em
1926, foi construído um novo edifício. Desta estação saía o curto
ramal de Itatinga. Foi desativada em 1953, quando da entrada
em operação da variante Rubião Junior-Juca Novais.

Acima, mapa mostrando a linha nova e a velha da
Sorocabana na região de Botucatu e de Avaré. Por ele
dá para se ter uma idéia de como Miranda Azevedo e outras
saíram da linha e ficaram isoladas. A linha nova (estilizada,
pois não mostra todas suas curvas) é a que está
com barras (Acervo Ralph M. Giesbrecht). ABAIXO: A estação
de Miranda Azevedo, no centro-alto no mapa, em 1945. Dela saía
o ramal de Itatinga, para o sul . A meio caminho de Itatinga, o horto
florestal da Sorocabana, à direita do ramal (Mapa do IGGESP,
Acervo Ralph Mennucci Giesbrecht).

Itatinga, por sua vez, passou a fazer parte da linha-tronco,
e o ramal, obviamente, suprimido. Uma nova estação, no tronco novo,
foi batizada também como Miranda Azevedo (nova). "Eu
e o Adriano fomos procurar a estação, em 2/11/2001,
saindo de carro de Lobo e percorrendo pelo antigo leito cerca de 1,5
km sem achar nada. Paramos o veículo, descemos e seguimos a
pé, pois dali não dava para continuar de carro. Andamos
por cerce de quarenta minutos, numa estrada cheia de mato que abrigava
os trilhos até 1953, e que, à direita, tinha mata fechada,
e, à esquerda, um enorme pasto com algumas vacas, que tinha
ao fundo, sem se poder enxergá-lo, o rio das Pedras. Uma paisagem
lindíssima. Vimos que

ACIMA: O antigo leito da Sorocabana passava por aqui,
até 1952: para a frente, a ponte sobre o rio das Pedras e,
depois, Paula Souza. Atrás,a cerca de 1 km, a estação
de Miranda de Azevedo. Mata fechada na época das locomotivas
a vapor e mata fechada ainda hoje (Foto Ralph M. Giesbrecht, 2001).
o rio se aproximava do leito à medida em que avançávamos.
Por fim, a ponte sobre ele: ele passava numa garganta bem abaixo de
nós, enquanto a ponte dava até medo de pisar, com algumas
madeiras soltas e outras aparentemente podres, com mato sobre ela
e marcas de trilhos nas madeiras. Chegamos com dificuldade do outro
lado, onde, ali, não dava para prosseguir nem a pé:
o mato estava altíssimo. Por ali se chegaria a Paula Souza,
provavelmente uns 3-4 km à frente. Voltamos pelo mesmo caminho,
admirando a paisagem maravilhosa de um dia de sol. Quando chegamos
ao carro, verificamos que, pela quilometragem de nosso mapa, era exatamente
ali que deveria ficar a antiga estação de Miranda de
Azevedo; inclusive, havia uma outra estrada que partia para o sul,
exatamente o leito do antigo ramal de Itatinga. Falta de atenção,
mas, se não fosse ela, não teríamos visto a beleza
quie vinha à frente. Procuramos e achamos restos da antiga
plataforma e alguns tijolos da estação demolida há
anos" (Ralph Giesbrecht, 11/2001). (Ver também
MIRANDA AZEVEDO-NOVA) |
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Na plataforma da estação, em 1939, funcionários
da EFS posam orgulhosos. Notar a placa de baldeação
de Itatinga. Foto da revista Nossa Estrada, nº8, fevereiro
1939, acervo Thomas Corrêa |

Seguindo para a direita, o leito do antigo ramal de Itatinga.
Para a esquerda, o leito da Sorocabana (02/11/2001). Foto Ralph
M. Giesbrecht |

À direita, os restos da plataforma da estação,
em 02/11/2001. À frente, o leito da antiga Sorocabana,
sentido Paula Souza. Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
17.05.2008
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