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VXY Mogiana em MG
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Paula Souza
Miranda Azevedo
Lobo
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Saída do ramal de Itatinga: Itatinga-velha
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Tronco EFS - 1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2001
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E. F. Sorocabana (1905-1953)
MIRANDA AZEVEDO
Município de Itatinga, SP
Linha-tronco original - km 331,024 (1931)   SP-2415
    Inauguração: 1920
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1926
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.
 
A ESTAÇÃO: Aberta em 1920 como km 343,788, pouco tempo depois, em 01/10 do mesmo ano, recebeu o nome de Miranda Azevedo. Em 1926, foi construído um novo edifício. Desta estação saía o curto ramal de Itatinga. Foi desativada em 1953, quando da entrada em operação da variante Rubião Junior-Juca Novais.

ACIMA: Napa mostrando a linha nova e a velha da Sorocabana na região de Botucatu e de Avaré. Por ele dá para se ter uma idéia de como Miranda Azevedo e outras saíram da linha e ficaram isoladas. A linha nova (estilizada, pois não mostra todas suas curvas) é a que está com barras (Acervo Ralph M. Giesbrecht). ABAIXO: A estação de Miranda Azevedo, no centro-alto no mapa, em 1945. Dela saía o ramal de Itatinga, para o sul . A meio caminho de Itatinga, o horto florestal da Sorocabana, à direita do ramal (Mapa do IGGESP, Acervo Ralph Mennucci Giesbrecht).

Itatinga, por sua vez, passou a fazer parte da linha-tronco, e o ramal, obviamente, suprimido. Uma nova estação, no tronco novo, foi batizada também como Miranda Azevedo (nova). "Eu e o Adriano fomos procurar a estação, em 2/11/2001, saindo de carro de Lobo e percorrendo pelo antigo leito cerca de 1,5 km sem achar nada. Paramos o veículo, descemos e seguimos a pé, pois dali não dava para continuar de carro. Andamos por cerce de quarenta minutos, numa estrada cheia de mato que abrigava os trilhos até 1953, e que, à direita, tinha mata fechada, e, à esquerda, um enorme pasto com algumas vacas, que tinha ao fundo, sem se poder enxergá-lo, o rio das Pedras. Uma paisagem lindíssima. Vimos que

ACIMA: O antigo leito da Sorocabana passava por aqui, até 1952: para a frente, a ponte sobre o rio das Pedras e, depois, Paula Souza. Atrás,a cerca de 1 km, a estação de Miranda de Azevedo. Mata fechada na época das locomotivas a vapor e mata fechada ainda hoje (Foto Ralph M. Giesbrecht, 2001). ABAIXO: Leito do antigo ramal entre Miranda Azevedo e Itatinga, hoje estrada asfaltada (Foto Adriano Martins em 2010).

o rio se aproximava do leito à medida em que avançávamos. Por fim, a ponte sobre ele: ele passava numa garganta bem abaixo de nós, enquanto a ponte dava até medo de pisar, com algumas madeiras soltas e outras aparentemente podres, com mato sobre ela e marcas de trilhos nas madeiras. Chegamos com dificuldade do outro lado, onde, ali, não dava para prosseguir nem a pé: o mato estava altíssimo. Por ali se chegaria a Paula Souza, provavelmente uns 3-4 km à frente. Voltamos pelo mesmo caminho, admirando a paisagem maravilhosa de um dia de sol. Quando chegamos ao carro, verificamos que, pela quilometragem de nosso mapa, era exatamente ali que deveria ficar a antiga estação de Miranda de Azevedo; inclusive, havia uma outra estrada que partia para o sul, exatamente o leito do antigo ramal de Itatinga. Falta de atenção, mas, se não fosse ela, não teríamos visto a beleza quie vinha à frente. Procuramos e achamos restos da antiga plataforma e alguns tijolos da estação demolida há anos
" (Ralph Giesbrecht, 11/2001). (Ver também MIRANDA AZEVEDO-NOVA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Adriano Martins; Thomas Correa; Nossa Estrada, 1939; IGGESP; E. F. Sorocabana: relatórios anuais, 1900-55; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Na plataforma da estação, em 1939, funcionários da EFS posam orgulhosos. Notar a placa de baldeação de Itatinga. Foto da revista Nossa Estrada, nº8, fevereiro 1939, acervo Thomas Corrêa

Seguindo para a direita, o leito do antigo ramal de Itatinga. Para a esquerda, o leito da Sorocabana (02/11/2001). Foto Ralph M. Giesbrecht

À direita, os restos da plataforma da estação, em 02/11/2001. À frente, o leito da antiga Sorocabana, sentido Paula Souza. Foto Ralph M. Giesbrecht
     
     
Atualização: 24.09.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.