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União da Vitória
Porto União
Eng. Eugênio de Mello
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Saída para a linha do São Francisco: Lança
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Itararé-Uruguai, PR- 1965
IBGE - 1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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| C. E. F. São
Paulo-Rio Grande (1917?-1942) |
PORTO
UNIÃO
Município de Porto União, SC
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| linha Itararé-Uruguai - km 515,960
(1936) |
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SC-4109 |
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Inauguração: 1917? |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1917? (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: A
linha Itararé-Uruguai, a linha-tronco da RVPSC, teve a sua
construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho
aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se
em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909 já se entroncava
em Itararé, seu quilômetro zero, em São Paulo,
com o ramal de Itararé, da Sorocabana. Ao sul, atingiu União
da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul,
divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens de passageiros, inclusive
o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo, este entre
1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos trens
de passageiros, já trens mistos, passaram na região
de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva
foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União
também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente
é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos
de periodicidade irregular e trens de capina da ALL. O trecho Jaguariaíva-Eng.
Gutierrez ainda tem movimento de cargueiros da ALL. |
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HISTÓRICO DA ESTAÇÃO:
Até o início de 1917, a cidade de União da
Vitória, chamada em tempos mais remotos também de
Porto da União e de Porto União da Vitória,
estava toda ela em território paranaense. Havia ali uma estação
com o nome da cidade. Nesse ano terminou a chamada Guerra do Contestado,
travada de 1912 até 1916 e encerrada oficialmente com a implantação
do tratado assinado em 1916, no final do qual foram finalmente acertadas
todas as questões de limites entre os dois Estados. A cidade de União
da Vitória foi então dividida (fevereiro de 1917) com o
Estado de Santa Catarina, e a parte deste estado foi promovida a sede
de um novo município, Porto União. A divisa corria na parte
leste pelo rio Iguaçu; no centro, área urbana, pela linha férrea (que
passava pela rua Visconde de Nácar) e, a oeste, por fronteira
seca. Em 1917, a linha do São Francisco, cuja construção se
iniciara em 1906 do lado desse porto, finalmente atingiu a Porto
União catarinense; as cidades passaram a ser um entroncamento
dos mais importantes. Ainda existem dúvidas: a nova estação
de 1907, construída do outro lado da ponte quando esta ficou
pronta, desativando aquela primeira, de 1905, chamava-se como? Ainda
Porto da União, ou, como estava na cidade de União
da Vitória, tinha o nome da cidade? Em 1917, como passou
a haver duas cidades, surgiu mais uma estação, e cada
uma com o

ACIMA: Pátio da estação de
Porto União, anos 1930. A estação está
em Santa Catarina, à esquerda da linha. À direita, o
depósito de locomotivas, no município de União
da Vitória, à direita da linha. Ao fundo, o Morro de
São João, que a linha galgava no sentido do vale do
rio do Peixe, do outro lado. No pátio acima, o início
do triângulo que seguia por dentro de União da Vitória,
tendo no seu interior o depósito citado. No centro, o desvio
que levava a esse depósito. ABAIXO: O depósito de locomotivas,
o mesmo visto na foto acima. As fotografias parecem ter sido tiradas
em épocas diferentes, mas nos anos 1930 (Fotos Arthur Wischral.
acervo Nilson Rodrigues).
nome de cada cidade. Não se sabe quando foi construída
a estação de Porto União, mas sabe-se
que nos boletins da RVPSC dos anos 1930 já aparecem duas estações,
muito próximas; tão próximas que o trem saía
da de União da Vitória e chegava à de
Porto União em dois minutos (de acordo com o próprio
guia da RVPSC de 1935); fotos da época mostram uma estação
a leste da linha, chamada Porto União, nome da nova
cidade catarinense e outra com o nome de União da Vitória,
esta do lado paranaense e situada mais próxima à ponte.
Primeiro o trem parava nesta e depois na outra... A de União
da Vitória seria mais para cargas e encomendas e a de Porto
União, para passageiros, segundo historiadores locais.
Até que, em 1942, foi entregue pela RVPSC um novo pátio ferroviário
com uma estação que atendia aos dois lados da linha, em municípios
e estados diferentes: ambos os lados eram iguais e cada entrada tinha
o nome de cada cidade. As duas estações anteriores foram
demolidas. A nova estação ficava ao sul dos dois antigos
prédios, bem próximo da mais ao sul, a de Porto União.
Todas as antigas instalações foram demolidas e as novas
instalações (oficinas, depósitos) foram construídas
fora da cidade (na época), mais ao sul ainda. (Veja também
UNIÃO DA VITÓRIA e PORTO
UNIÃO DA VITÓRIA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rodrigo
Cunha; Paulo Szabadi; Nilson Rodrigues; Terezinha Wolff; Irene Rucinski;
Roberto Domit de Oliveira; Altamiro Lisboa; IHGE Paranaense: Boletim,
1976; RVPSC: relatórios anuais, 1920-60; IBGE, 1960; Guia Geral
das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-80; Mapa -
acervo R. M. Giesbrecht) |
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Estação de Porto União anos 1930. Foto
atribuída a Arthur Wischral. Acervo Nilson Rodrigues |

Estação de Porto União, ao fundo. Mais
ao fundo ainda, a estação de União da Vitória.
Em primeiro plano, obras da fundação da nova estação.
A foto deve datar mais ou menos de 1938. À direita, praça
Hercilio Luz, em Porto União. Foto acervo Irene Rucinsky |
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| Atualização:
09.09.2011
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