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Indiana
Regente Feijó
Espigão
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Tronco EFS - 1935
IBGE - 1974
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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Estrada de Ferro
Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998) |
REGENTE
FEIJÓ
Município de Regente Feijó,
SP |
| Linha-tronco - km 769,166 (1931) |
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SP-2245 |
| Altitude: 479 |
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Inauguração: 15.09.1919 |
| Uso atual: bar e secretaria de cultura |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1960 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Regente Feijó foi aberta em 1919, dando origem à
futura cidade. Segundo autores, seu nome inicial teria sido Memória,
alterado para Regente Feijó quando a Cia. Industrial Mercantil
e Agrícola (CIMA) comprou as terras onde estava a estação.
Seria a CIMA a mesma companhia citada no detalhe abaixo, a CVSPMT?
Quando teriam comprado as terras? O relatório da Sorocabana
relativo ao ano de 1917 (portanto, de 2
| Segundo o site
www.camararegentefeijo.sp.gov.br, em 1922, após 3 anos
da entrega da estação ao tráfego de trens, onde ao redor já
funcionava um pouso de peões e gado transportado pela "Estrada
Boiadeira" - a rodovia da época - o Capitão Francisco
Whitaker separou 10 alqueires das terras da Companhia de Viação
São Paulo-Mato Grosso (CVSPMT), para a formação de um povoado.
Isto foi suficiente para atrair os construtores do primeiro
armazém, da primeira farmácia e da primeira pensão. A região
da estação ganhava jeito de lugarejo urbano, rodeado
da exuberante floresta primitiva, animais e índios. O apito
e barulho das locomotivas a vapor assustavam os índios, que
começaram a recuar nas suas investidas contra os brancos. Levas
de pioneiros desembarcavam na região, conduzidos pelos trens.
Na lista, estavam Antônio Vieira, Augusto Vieira e Joaquim Lúcio,
líderes da marcha pioneira e considerados fundadores de Regente
Feijó, ao lado do intrépido Capitão Francisco Whitaker, um dos
administradores da Companhia de Viação São Paulo-Mato Grosso. |
anos antes da inauguração
da estação) afirma (na página 37)
que "foram concluídas as estações
de Indiana e Memória e iniciada a de Regente Feijó,
com as suas respectivas casas de empregados (...) Foram executadas
as obras de abastecimento às estações
de Memoria e de Regente Feijó". Ou seja, o
relatório considerava duas estações
diferentes, Memória e Regente Feijó.
Mas se entre Indiana e Presidente Prudente (cujo
nome como tal nem se citava) haveria apenas duas estações,
seria Memória mesmo Regente Feijó
ou seria esta a atual estação de Espigão,
ex-Mandaguari?
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Também se considera a fundação da cidade o ano
de 1922, três anos após a inauguração da
estação. Finalmente - por que o nome de Regente Feijó,
que nada tinha a ver com a região, que era, na época
de sua administração como regente do Império
(anos 1830), uma região inóspita e desconhecida? Em
1960, foi concluído um novo prédio para a estação; é o que está lá
até hoje. Enquanto o Relatório de Instalações Fixas da Fepasa
dizia que a estação, ainda ativa, estava em "excelentes condições"
em 1986, em setembro de 2000 a estação estava completamente abandonada,
como atestam as fotos abaixo. Em 2001, um convênio entre a Prefeitura
e a Ferroban levou à restauração da estação.
Hoje funciona lá um ambulatório e uma cantina... (informações
de 2001 de Alexandre Scatolon). O posto de saúde
continuava funcionando e a antiga estação estava muito
bem cuidada em 2005. Em 2010 existe lá um bar e a secretaria
de Cultura.
Fontes: José Carlos Daltozo; Jotacê
Cardoso; Adriano Martins, 2003; Geraldo Soller; Celso Bordinassi;
Alexandre Scatolon; IBGE: Enciclopédia dos Municípios
Brasileiros, vol. XXX, 1958, p. 15; Sorocabana: Relatórios
anuais, 1916-49; Fepasa: Relatório de Instalações Fixas, 1986; www.camararegentefeijo.sp.gov.br;
Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação original de Regente Feijó, em
1926. Acervo Geraldo Soller |

A plataforma no abandono (novembro de 2000). Foto José
Carlos Daltozo |

A fachada da estação de Regente Feijó,
em novembro de 2000. Foto José Carlos Daltozo |

O armazém, em 11/2000. Foto José Carlos Daltozo |

A fachada reformada, em 01/2003. Foto Adriano Martins |

A estação em 08/2005. Foto Celso Bordinassi |

A plataforma da estação em 23/12/2010. Foto J.
C. Cardoso |
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| Atualização:
19.03.2011
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