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VXY Mogiana em MG
Estações de Minas Gerais
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RMV - Linha do Sapucaí
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Pedreira
Itajubá
Piranguinho
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Saída para o ramal de Delfim Moreira:
Quilômetro 4
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Ramal de Sapucaí - 1931
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2005
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V. F. Sapucaí (1891-1910)
Rede Sul-Mineira (1910-1931)
Rede Mineira de Viação (1931-1965)
V. F. Centro-Oeste (1965-1975)
RFFSA (1975-1986)
ITAJUBÁ
Município de Itajubá, MG (veja a cidade)
Ramal de Sapucaí - km 173,769 (1960)   MG-2011
Altitude: 843 m   Inauguração: 25.09.1891
Uso atual: estação rodoviária (2014)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1932
 
 
HISTORICO DA LINHA: A Viação Férrea do Sapucaí, aberta como E. F. do Sapucaí em 1887, inaugurou o primeiro trecho de linha até Itajubá em 1891, partindo de Soledade, na E. F. Minas e Rio. Em 1897 chegou a Sapucaí, na divisa com São Paulo, tendo cedido o trecho que chegava a Itapira à Mogiana bem antes disso. Incorporada pela Rede Sul-Mineira em 1910, daí à RMV em 1931, VFCO em 1965 e finalmente à RFFSA em 1975, os trens de passageiros deixaram de circular no final dos anos 1970 e os trilhos foram retirados a partir de 1986.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Itajubá foi inaugurada em 1891, numa das mais prósperas regiões do sul de Minas Gerais.

A partir de 1910, passaram a sair dali os trens para o ramal de Paraisópolis (cuja linha se bifurcava na estação seguinte, Piranguinho) e, em 1927, a linha e os trens do ramal de Delfim Moreira passaram a sair também da estação de Itajubá.

Esses dois ramais foram suprimidos respectivamente em 1964 e 1961.

Pela estação ainda passaram trens de passageiros até 1873, e a linha foi finalmente suprimida em 1986.

No local do pátio ferroviário existe hoje uma avenida sem muita função de tráfego. A estação virou museu, mas foi fechado - em 2014 o prédio, restaurado, tornou-se estação rodoviária.


1891
AO LADO: O então Presidente do Estado de Minas Gerais Cesario Alvim viaja para assistir à inauguração da estação (O Pharol, 26/9/1891).
1891
AO LADO: A notícia da inauguração da estação de Itajubá em setembro de 1891 (O Pharol, 28/9/1891).

ACIMA: Wenceslau Braz toma o trem em Itajubá em 1909 para tomar posse no governo de Minas Gerais (Fon-Fon, 10/4/1909).


ACIMA: Em 1912, havia um trem expresso entre as estações de Soledade e de Iyajubá. Foi interrompido, mas voltou, devido a protesto dos usuários (O Estado de S. Paulo, 27/5/1912).
1932
AO LADO: A notícia que Itajubá ganharia uma nova estação (O Estado de S. Paulo, 29/5/1932).

ACIMA: A greve da ferrovia em 1949, no pátio de Itajubá (Autor desconhecido - data 22/9/1949).

ACIMA: Curva que a linha fazia entre a igreja (à esquerda) e a estação (à direita) costeando o morro em Itajubá (Autor desconhecido. Data - possivelmente anos 1960-70).

ACIMA: A fábrica de doces Vera Cruz, em Itajubá: na rua em primeiro plano pode-se ver, um pouquinho da linha férrea do ramal de Delfim Moreira, que de lá trazia marmelos. Pode-se ainda ver na foto: a ponte de arcos; as charretes de aluguel; o ônibus sem maleiro: as malas iam em cima, sob uma lona. À esquerda da foto, pode-se ver a casa de um guarda-linhas que manobrava um pequeno ramal que adentrava a Fábrica Vera Cruz que, nessa época, enviava doces para a rede de supermercados Casas da Banha do Rio de Janeiro. A fábrica acima foi demolida e hoje ali funciona uma agência do Itaú. O trem na foto segue de Itajubá para Delfim Moreira da esquerda para a direita. Já a foto foi feita do alto do morro da igreja, do outro lado. Então, o sentido Itajubá-Delfim é da direita para a esquerda. A ponte não mais existe (foi demolida e reconstruída) e divide o centro da cidade com o Bairro S. Vicente. Na frente da fábrica de doces, como havia bastante espaço e não havia o trânsito de hoje, em época do Natal, a criançada se juntava para ver passar o Papai Noel da Fábrica de Armas (hoje Imbel) que ia da estação principal até a estação de Pacatito sobre uma prancha aberta e distribuindo doces e balas. No Pacatito era onde ficava, ou melhor, ainda fica, a indústria bélica. Era em Delfim Moreira que havia fábricas de polpa da Peixe, da Cica e outras. A polpa servia de base para a fabricação de doces e geléias. A Vera Cruz já era uma fábrica de doces, embora tivesse junto às plantações também uma fábrica de polpa (Foto sem data, provavelmente anos 1940 ou 1950. Acervo Francisco Seixas).


(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Fernando Villamarim; Daniel Iozzi Sperandelli; Francisco Seixas; Carlos Roberto de Almeida; Douglas Razaboni; Antonio C. Belviso; Antonio R. Almeida; Ana Maria Giesbrecht; O Estado de S. Paulo, 1912; O Pharol, 28/9/1891; Fon-Fon, 1909; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Antiga estação de Itajubá, sem data. Foto cedida por Carlos Roberto de Almeida

Estação de Itajubá, anos 40. Autor desconhecido

A estação, anos 1960. Foto cedida por Douglas Razaboni

A estação nos anos 1980. Acervo Antonio C. Belviso

A estação, anos 1990. Foto Antonio R. Almeida, enviada por Carlos R. Almeida

A estação em 2001. Autor desconhecido

A estação em 24/10/2004. Foto Ralph Mennucci Giesbrecht

A estação em 24/10/2004. Foto Ralph Mennucci Giesbrecht

A estação do lado da plataforma em 06/02/2005. Foto Ana Maria Giesbrecht

Estação de Itajubá em 7/2011. Foto Fernando Villamarim
   
     
Atualização: 08.07.2020
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.