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Sorocabana Railway
(1916-1919)
E. F. Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998) |
SAPEZAL
Município de Paraguassu Paulista, SP |
| Linha-tronco - km 655,536 (1931) |
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SP-1541 |
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Inauguração: 23.03.1916 |
| Uso atual: moradia |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: A estação foi
aberta em 1916, sendo ponta de linha durante três meses, até que fosse
aberta a estação de Quatá. A história conta que, em 1924, imigrantes
letões ali desceram, vindos de trem numa viagem de 22 horas, diretamente
do navio que os trouxe da Europa. Da estação de Sapezal, seguiram
a pé por 31 quilômetros para uma região entre o que são hoje as cidades
de Quatá e Tupã, além do rio do Peixe, onde fundaram
a colônia batista letã de Varpa (espiga, em letão).
Esta viveu dias faustosos durante os anos 1930 e 1940, mas hoje está
praticamente vazia e abandonada - ver quadro logo abaixo. De qualquer
forma, a
VARPA
"Meu nome é Antenor de Barros Leite Filho. Estou com
69 anos. Sou paulista de Santo Anastácio, SP. Hoje moro em Itaipava,
no município de Petrópolis. Até os 18 anos, cresci entre a Sorocabana
e a Alta Paulista - Santo Anastácio, Tupã, Quatá e Sapezal.
Quando morávamos em Tupã, íamos, todo ano, julho e dezembro,
de férias para a fazenda de meu avô português, João Maricato,
que se situava em frente à estação de Sapezal. A fazenda
para nós, crianças, era uma maravilha, extensa, com um pomar
enorme, cheia de pássaros, gambás... Assim, foi com a mais profunda
emoção que li o texto e vi as fotos sobre estação de Sapezal.
Naquela foto de 1934, certamente estão tios meus ainda rapazes
e possivelmente até meu avô, que por ali labutou vindo de Jaboticabal.
Éramos cinco irmãos que adorávamos aquele lugar. Entretanto,
depois da morte de meus avós e com as guinadas da vida, nunca
mais voltamos por ali. Gostaria de acrescentar que em minha
juventude conheci muito os "letos da Varpa". Muitos estudaram
comigo nos Colégios de Tupã (Milia Tupes, Genaites, Forstman).
E havia outra colônia de "letos" perto da Varpa chamada Palma,
onde era muito forte o aspecto do trabalho comunitário"
(Antenor de Barros Leite Filho, junho de 2008). |
estação de Sapezal chegou
a ser sede de município entre 1935 e 1937, mas voltou
a ser distrito, hoje de Paraguaçu Paulista.
Não se se desenvolveu, na verdade regrediu. A estação
em si já em 1986 estava fechada e abandonada, sem portas e
janelas, com a cobertura da plataforma apenas tendo sua armação
metálica e sem partes do telhado, como afirmava o relatório
da Fepasa. Atualmente, o prédio continua ali, num ambiente
ainda bucólico, mas reformado e servindo de moradia. "Sapezal
é um bairro com várias casas de alvenaria e também
de madeira. Há uma capela muito simpática no local,
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ACIMA: O resto da vila, além da estação,
não é muito mais do que isto: esta é a cena a
um quarteirão da pequena estação. Uma (quase)
cidade fantasma, fotografada aqui em 28 de dezembro de 2010 (Foto
Ralph M. Giesbrecht).
com um coreto e tudo.
Há até cemitério! Na estação há pessoas morando e as portas, do lado
da plataforma, foram lacradas rusticamente com tijolinhos. O logo
da EFS continua na lateral do prédio. Mais ao fundo da estação há
uma antiga casa de turma, também com o logo da EFS. Uma senhora reside
no local. Um local muito bonito, bonito mesmo..." (Adriano
Martins, 01/2003). Na verdade, Sapezal já foi município,
efêmero, nos anos 1930. A estação foi restaurada:
em 2009, o jornal Folha da Estância publicou uma fotografia
mostrando-a (ver abaixo). Em dezembro de 2010, a estação
continua um brinco: um girador de locomotivas para o trem que vem
de Paraguaçu alguns fins de semana poder virar ali foi
colocado no pequeno pátio. O resto é uma vila pequeníssima
e abandonada: é quase uma cidade fantasma.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; José
Carlos Daltozo, 2000; Adriano Martins, 2003; Antenor de Barros Leite
Filho, 2008; Glaucio Conde; Folha da Estância; Fepasa: Relatório
de instalações fixas, 1986; O Estado de S. Paulo; E.
F. Sorocabana: Relatórios oficiais, 1900-69; Mapa - acervo
R. M. Giesbrecht) |
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A estação em 1934, com pessoas ligadas à
campanha constitucionalista. Foto cedida por Glaucio Conde |

Estação de Sapezal, abandonada em 1986. Foto do
Relatório de instalações fixas da Fepasa,
1986 |

Estação de Sapezal, abandonada em 1986. Foto do
Relatório de instalações fixas da Fepasa,
1986 |

O armazém de Sapezal, em 2000. Foto José Carlos
Daltozo |
Reformulada, a estação como moradia, em 2000.
Foto José Carlos Daltozo |

Estação de Sapezal em 01/2003. Foto Adriano Martins |

Acima e ao lado direito, casas de turma da Sorocabana em Sapezal,
em 01/2003. Fotos Adriano Martins |
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A estação restaurada, em foto de 2009. Folha da
Estancia |
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| Atualização:
16.04.2011
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