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E.
F. Araraquara (1901-1971)
FEPASA (1971-1998) |
SANTA
ERNESTINA
Município
de Santa Ernestina, SP |
| Linha-tronco
- km 59,296 (1960) |
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SP-2577 |
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Inauguração: 02.04.1901 |
| Uso atual: abandonada |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A Estrada de Ferro de Araraquara (EFA) foi fundada em 1896,
tendo sido o primeiro trecho aberto ao tráfego em 1898. Em 1912, já
com problemas financeiros, a linha-tronco chegou a São José do Rio
Preto. Somente em 1933, depois de ter sido estatizada em 1919, a linha
foi prolongada até Mirassol, e em 1941 começou a avançar mais rapidamente,
chegando a Presidente Vargas em 1952, seu ponto final à beira do rio
Paraná. Em 1955, completou-se a ampliação da bitola do tronco para
1,60m, totalmente pronta no início dos anos 1960. Em 1971 a empresa
foi englobada pela Fepasa. Trens de passageiros, nos últimos
anos somente até São José do Rio Preto, circularam
até março de 2001, quando foram suprimidos. |
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A ESTAÇÃO:
A estação, que deu origem à cidade, ganhou o nome de Santa Ernestina,
santa que não existe, em homenagem a Ernestina Reis de Magalhães.
"De fato, a estação levou este nome para homenagear minha
avó, D. Ernestina, natural do Rio de Janeiro, era esposa de Carlos
Leoncio de Magalhães, natural de Araraquara, o maior cafeicultor paulista
no início do século XX, nas fazendas Cambuhy, Boa Vista, California,
Toriba, Nichteroy, Arizona, na região de Matão, e na Itaquerê, em
Nova Europa, onde implantou na década de 20 uma grande usina de açúcar
(hoje Usina Santa Fé) que era abastecida por uma rede ferroviária
interna que mandou construir. Carlos Leoncio, (o Nhonhô Magalhães),
era o único filho varão de Carlos Baptista de Magalhães, que foi casado
com D. Leoncia de Freitas Magalhães, filha do Coronel Justino de Freitas
e neta de Jesuino de Arrruda, fundador de São Carlos. Carlos Baptista,
natural de 'Nictheroy', RJ, foi o fundador e primeiro presidente da
Estrada de Ferro Araraquarense, e era, portanto, sogro de D. Ernestina"
(Luiz Eduardo Reis de Magalhães, 12/2005). Apesar da retificação
da linha-tronco nos anos 1950, a estação não saiu de seu leito, visto
que naquele ponto a linha o conservou. Porém, a partir de 1955,
a linha de bitola larga tanto chegava como saía de Santa
Ernestina por outro leito. Em 1964, o distrito se tornou município.
Em 1986, a Fepasa, em seu relatório, considerava o estado da estação,
ainda ativa, "bom". Em 16/09/2000, a situação era bem diferente:

ACIMA: Casas ferroviárias no pátio
da estação de Santa Ernestina, em muito melhores condições
do qua a estação, o que deve significar que estão
habitadas (Foto Rafael Corrêa, 2/3/2009).
abandonada e invadida por mendigos, o prédio era a imagem
da desolação. O trem de passageiros ainda estava passando, na linha
Itirapina-São José do Rio Preto, da Ferroban, duas vezes
por semana; o ferroviário aposentado Valentim Ferro, que mora
na frente do prédio, conta que recentemente uma senhora da cidade,
que costumava tomar o trem para ir a Campinas tinha sido assaltada
dentro dos carros, perdendo as economias. Em 15 de março de
2001, vindo de São José do Rio Preto, o último
trem de passageiros da Ferroban passou pela estação
sem nela parar. Está abandonada, em março de 2009.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 2000; Rafael Corrêa,
2009; Hermes Y. Hinuy, 2001; Relatórios oficiais da E. F. Araraquara;
Douglas Razaboni, 2005; Valentim Ferro; Henrique Aparecido, 2007;
Luiz Eduardo Reis de Magalhães, 2005; IBGE, 1956; Mapas - acervo R.
M. Giesbrecht) |
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A estação em 16/09/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 16/09/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht |
Em 01/08/2001, o mato sobre os trilhos. Foto Hermes Y. Hinuy |

A estação em 01/2005. Foto Douglas Razaboni |

A estação em 01/2005. Foto Douglas Razaboni |

A estação em 10/2007. Foto Henrique Aparecido |

A estação em 2/3/2009. Foto Rafael Corrêa |
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| Atualização:
28.03.2009
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