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VXY Mogiana em MG
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(1881-1937)
Coronel Correa
Baldeação
Lage
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(1937-1960)
Coronel Corrêa-nova
Baldeação
Brejão
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Chegada do ramal de Santa Veridiana-CP
(1893-1960):
Santa Veridiana
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No ramal de Baldeação (1960-1967):
Coronel Corrêa-nova
Baldeação
Santa Veridiana
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Tronco CM - 1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2000
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1913-1967)
BALDEAÇÃO
Município de Santa Cruz das Palmeiras, SP
Linha-tronco original - km 190,075 (1938)
Ramal de Baldeação - km
  SP-0875
Altitude: 689 m   Inauguração: 01.06.1913
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1913 (hoje demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado em 1875, tendo chegado até o seu ponto final em 1886, na altura da estação de Entroncamento, que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras retificações foram feitas desde então, tornando o leito da linha atual diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Em 1926, 1929, 1951, 1960, 1964, 1971, 1973 e 1979 foram feitas as modificações mais significativas, que tiraram velhas estações da linha e colocaram novas versões nos trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou a ser parte da Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram de circular pela linha.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Baldeação foi inaugurada em 1913 com o objetivo de resolver de vez os problemas entre a Mogiana e a Paulista devido às invasões das zonas privilegiadas uma da outra, numa situação que remontava ao ano de 1882 e causada principalmente pela estação de Lage, que segundo a Paulista, estava construída dentro de sua área.

Com a nova estação, as duas ferrovias poderiam trocar de cargas e passageiros, vindos ou do tronco da Mogiana, ou do ramal de Santa Veridiana, da Cia. Paulista; um verdadeiro "acordo de paz". A estação foi construída em conjunto e a sua administração era feita pela duas companhias. No mesmo "pacote", foram construídas mais duas estações no baixo rio Mogi: Guatapará e Pontal.

O relatório da Mogiana referente a 1912 dizia: "Em 09/07/1912, ficaram concluídas as obras da estação de Baldeação, km 194 (quilometragem da época). Elevação da linha na extensão de 400 m com altura máxima de 5 m acima dos trilhos e 8 m acima do terreno natural; largura média 50 m. Duas grandes plataformas revestidas com guias de pedra e lagedos artificiais aparelhados com duas grandes coberturas, fornecidas por casa Haupt & Cia., uma de 170 m de comprimento por 13 de largura para abrigar a plataforma de passageiros, fica no centro das duas linhas e os respectivos trens das linhas-tronco da Mogiana e principal da Paulista, e outra cobertura com mesma largura, mas com comprimento de 70 m, somente para a baldeação de mercadorias e com uma parte de 20 m de extensão fechada e assoalhada para armazém de mercadorias. 5 desvios com bitola de 1 m, e, anexo à plataforma, um pavilhão com duas salas para a instalação do escritório do Chefe da Estação, e repartição dos telégrafos com postigos para a venda de bilhetes. Seis casas para pessoal e mais uma casa para a moradia do chefe da estação".

A estação se situava muito próxima à sede da Fazenda Santa Veridiana, cujo prédio majestoso ainda sobrevive, em excelente estado, e que chegou a ser a maior fazenda de café do País.

Até 1932, a estação somente servia mesmo para baldeações. No final desse ano, ela foi aberta para o embarque de pessoas da região, o que causou o fechamento da estação da Lage, muito próxima, e a abertura de um posto telegráfico com o mesmo nome, um pouco mais adiante, e que depois se tornou o posto de Brejão.

Com a modificação do tronco da Mogiana, no final dos anos 1950, a estação passou a ser apenas a ponta de um curto ramal de bitola métrica que saía da estação de Coronel Corrêa-nova; finalmente, em 03/01/1967, a estação e o ramal foram desativados.

De localização difícil, o que existia dela em 2000: sem a sua enorme cobertura metálica, e sem o pequeno postigo no fim da plataforma, relatado na narrativa acima, que até havia poucos anos ainda sobrevivia de pé, quase nada mais restava no local, aliás muito bonito, a não ser a grande plataforma já desgastada pelo tempo e coberta de mato, e uma casinha na outra ponta da plataforma, que era provavelmente a casa do telegrafista.

AO LADO: A Mogiana anuncia a abertura da estação de Baldeação (O Estado de S. Paulo, 23/5/1913).

AO LADO: A CP adapta suas linhas para atender à estação de Baldeação (O Estado de S. Paulo, 23/5/1913).


(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Luiz Affonso Mendes Jr.; Mogiana: album, 1913; Mogiana: relatórios anuais, 1900-69; O Eswtado de S. Paulo, 23/5/1913).
     

Em 1913, a estação ainda em construção. Do álbum da Mogiana, Museu de Jundiaí

Em 1913, a estação já pronta, com a grande cobertura da plataforma. Bem ao fundo, o postigo para venda de bilhetes. Do álbum da Mogiana, Museu de Jundiaí

O postigo da foto anterior, ampliado (1913). Álbum da Mogiana, Museu de Jundiaí

Em foto de 1993, o mesmo postigo, ainda de pé. Foto de Luiz Affonso Mendes Jr.

Em 1993, detalhe do postigo. Foto de Luiz Affonso Mendes Jr.

Em 07/10/2000, foto Ralph M. Giesbrecht, nada mais resta, a não ser a plataforma e uma casinha. O postigo já foi derrubado.
     
Atualização: 20.11.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.