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E. F. Leopoldina
(1903-1975)
RFFSA (1975-1995) |
CACHOEIRO
DO ITAPEMIRIM
Município de Cachoeiro do Itapemirim,
ES |
| Linha do Litoral - km 479,462 (1960) |
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ES-0851 |
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Inauguração: 1903 |
| Uso atual: Secretaria da Cultura do município |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1903? |
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| HISTORICO DA LINHA: O
que mais tarde foi chamada "linha do litoral" foi construída por diversas
companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas
pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho,
Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril
Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E.
F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos,
por sua vez, havia construído e entregue o trecho de Macaé a Campos
entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim,foi
construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa
foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida
à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E.
F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907,
a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo
os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje
para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos
80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói
e Rio de Janeiro a Vitória. |
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A ESTAÇÃO: No final dos
anos 1880, a vila de Cachoeiro do Itapemirim, "segundo
os dados estatísticos fornecidos por diversos, poderá dar (para
a ferrovia) em café, vindo dos arredores, da parte norte da vila
e das colônias vizinhas, cerca de 150 a 180.000 sacos de 4 arrobas".
A estação de Cachoeiro do Itapemirim parece ter
sido inaugurada ainda pela E. F. Sul do Espírito Santo,
em 1903, segundo o Guia Geral de 1960. Era também chamada
somente de Itapemirim. Mais tarde, também se chamou
Muniz Freire e finalmente tomou o nome da cidade: Cachoeiro
do Itapemirim. Ela fica localizada praticamente às margens
do rio Itapemirim, mas a uma distância que permitiu a construção
de alguns prédios entre ela e as águas do rio. Nas fotos
mais antigas - que infelizmente não disponho de cópias
para colocar no site - ela aparece tanto com um nome quanto com outro,
e não tinha o segundo andar que aparece nas fotos abaixo, que
são mais recentes: as fotos mais antigas mostram que havia
apenas o andar térreo e que o prédio era o mesmo, apenas
tendo sofrido uma reforma com o acréscimo do andar - uma torre
central, na verdade - mais tarde. Existia, próximo à
estação da Leopoldina, uma outra estação,
numa praça de nome João Pessoa - na verdade, era também
o nome da estação; hoje, a praça tem outro nome
(Praça Pedro Cuevas Junior) e a estação
não mais existe - que servia de início à Estrada
de Ferro Itapemirim, que ia para o litoral, nessa cidade (Itapemirim).
As linhas não se juntavam, mas havia como passar carga de uma
para a outra. "A estação da Itapemirim ficava a uns 200 metros
da estação da Leopoldina. Enquanto essa perpassava a cidade de uma
ponta a outra, a de Itapemirim chegava por outra via e não chegava
a alcançá-la, embora ficassem no mesmo plano visual. Ao chegar próximo
das estações, os trilhos das duas corriam paralelo, com um desnível
de 1m - o da Itapemirim era o mais alto. A ferrovia para Itapemirim
teve importância econômica para aquele município, pois escoava a produção
de abacaxi que era depositada em grandes pilhas no pátio da estação
da Leopoldina. A história dos abacaxis ficou muito forte na minha
lembrança: eram pilhas enormes e os abacaxis, muito maduros, exalavam
um forte cheiro que impregnava toda aquela área em volta. Nós morávamos
exatamente em frente à estação" (América M. Moysés, 11/2005).
ACIMA:
A estação nos anos 1950, vista do lado da fachada. O
pátio está à esquerda. O Hotel em frente, como
sempre (Autor desconhecido). ABAIXO: A estação em 1994,
vista do outro lado em relação à foto acima,
ainda com os trilhos e com movimento. O pátio ficava encravado
entre o prédio da estação e o rio Itapemirim.
Hoje, 2010, sem o pátio e os trilhos, ela fica no centro de
uma avenida (Foto Sebastião Faria Camargo).
Em 1995, a linha foi retirada do centro da cidade, por onde passava
por uma rua dividindo o trânsito com os carros, e foi
ACIMA: A sequência de mapas acima (clique
sobre elas para ver em tamanho maior) mostra, à esquerda, a
posição das ferrovias antigas que cortavam Cachoeiro;
ao centro, as mesmas ferrovias e a variante de 1995; por fim, à
direita, a variante de 1995, que foi rudo o que sobrou (Plotagem dos
esquemas: Gladstone Rubim, 2006).
transferida para fora da área urbana. Ficou ali
a estação, como lembrança do passado. "A
estação da antiga Leopoldina no centro da cidade foi
totalmente reformada pela prefeitura e acho que vai ser um centro
cultural ou talvez algum departamento dela, os homens estão
resolvendo" (Gladstone Rubim, 03/2005). Realmente,
no final de 2005, estava restaurada e abrigando a Secretaria Municipal
da Cultura.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Paulo
H. Thiengo; Milton Palhares; Sebastião Faria Camargo; Paulo
Szabadi; Marcos A. Farias; América M. Moysés; Gladstone Rubim, in
memoriam; Edmundo Siqueira, Resumo Histórico da Leopoldina
Railway, 1938; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias
Levi, 1932-79) |
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A estação ainda com seu movimento, prov. anos
1980. Foto de Paulo H. Thiengo |

A estação em 1988. Acervo Milton Palhares |

A estação nos anos 1990, ainda com os trilhos
e com movimento no centro da cidade. Foto Sebastião Faria
Camargo |

A estação em 2001, já sem trilhos. Foto
Paulo Szabadi |

Caixa d'água da estação, desfigurada, em
2001. Foto Paulo Szabadi |

A estação em 2001. Foto Paulo Szabadi |

A estação de Cachoeiro, restaurada, em 01/01/2006.
Foto Marcos A. Farias |

A estação de Cachoeiro, restaurada, em 01/01/2006.
Foto Marcos A. Farias |

A estação de Cachoeiro, restaurada, em 01/01/2006.
Foto Marcos A. Farias |
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| Atualização:
08.08.2010
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