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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
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Varzea Paulista
Jundiaí
Jundiaí Paulista - CP
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Saída da Ituana
(1873-1970):
Itupeva (1873-1914)
Ermida (1914-1970)
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SPR-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2012
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São Paulo Railway (1867-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2014)
JUNDIAÍ
Município de Jundiaí, SP
Linha-tronco - km 139,000 (1935)   SP-2165
Altitude: 707,11 m   Inauguração: 16.02.1867
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: anos 1890
 
 
HISTORICO DA LINHA: A São Paulo Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira estrada de ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862 e 1867 por investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus maiores acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou durante muito anos - até a década de 30, quando a Sorocabana abriu a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946, com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à REFESA, e, em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla. O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as TUES dos trens metropolitanos.
 
A ESTAÇÃO: A cidade de Jundiaí teve o seu crescimento acelerado a partir de sua ligação por via férrea com São Paulo, em fevereiro de 1867. Ali passaram a chegar todas as cargas do interior para canalizar seu transporte para o porto, via ferrovia, primeiro em lombo de burro, e a partir de 1872, com a construção, a partir dali, da Companhia Paulista e da Companhia Ytuana, por via férrea. A Paulista também construiu ali, um quilômetro à frente da estação terminal da SPR, os seus escritórios e oficinas. Até 1970, a linha da Ituana - pertencente então à Sorocabana, que a encampou em 1905, saía dessa estação em direção a Itu, Mairinque e Piracicaba.

ACIMA: NOS TEMPOS DA YTUANA... (esquerda) A saída dos trens da linha da Ytuana era por aqui, em 1950. Compare com a foto da direita, tomada no mesmo local em 10/7/2009. As controvérsias acerca de como a Sorocabana (dona da defunta Ytuana desde 1905) encostava ali dão conta que, em princípio, segundo Alberto Del Bianco, a Ytuana encostava ali de ré para partir o trem depois de sua locomotiva manobrar num triângulo (de bitola métrica, claro) que existia junto ao primeiro viaduto, sentido interior (Fotos Carl Heinz Hahmann e Thomas Correa). ABAIXO: Ponto de baldeação para a Ytuana, nos anos 1920 (Autor desconhecido).
Hoje a estação atende aos trens metropolitanos da CPTM, sendo que o último trem de passageiros da Fepasa passou por ali em 15 de janeiro de 1999. "Nunca me esqueço e tenho saudade de quando eu era pequena e nossa família pegava o trem na estação ferroviária de Jundiaí. Íamos em direção a São Paulo ou Santos. Quando o trem parava na estação, meu pai nos pegava no colo (eu e minha irmã) e nos colocava dentro do trem através da janela. Virávamos os bancos e nos sentávamos de frente. Era maravilhoso e divertido ver as paisagens, passar pelos túneis... descer a serra do mar até Santos era divino e assustador devido à

ACIMA: A velha estação de Jundiaí, ponto final das linhas da CPTM, tendo em frente à praça que dá acesso ao centro da cidade e do outro lado uma quantidade enorme de containers que aguardam embarque ferroviário para o porto de Santos pela MRS (Foto Ricardo Koracsony, 2007). ABAIXO: Enquanto isso, ao lado da estação, a cabina de comando de Jundiaí se vai rapidamente. A foto da esquerda é de 2003; a da direita, de 2005 (Fotos Thomas Correa).

altura. Não dá para acreditar que não temos mais nossos trens de passageiros circulando. É muito triste
" (Marisa Franchi, 04/2005). "Nos horários em que circulam 3 composições na extensão operacional Francisco Morato-Jundiaí, ao chegar nesta última
"Em Jundiaí fazia-se a troca de tripulação e de locomotivas entre a SPR (depois EFSJ e RFFSA) e a Cia. Paulista (depois FEPASA) nos trens de longo percurso. Às vezes esperávamos quase meia-hora em Jundiaí até chegar a tração da Fepasa para continuarmos a viagem. E uma vez como demorou demais, quase 55 min, discussão na estação, xingamentos, e a English Electric da RFFSA obteve autorização para ir adiante, mas saltei em Campinas, não sei até onde ela foi, ou se voltou dali. Não foi com tripulação RFFSA, foi com pessoal Fepasa. Foi a única vez que a vi seguir além de Jundiaí" (José Roberto Garbe Habib, 23/10/2009).
estação, os trens fazem um rabicho de manobra seguindo até o final da eletrificação, próximo a Jundiaí Paulista e em frente a um trevo da Avenida União dos Ferroviários. Neste ponto, o maquinista desliga o trem, desce e troca de cabine (de uma ponta para a outra) para voltar para Francisco Morato. mas os TUEs da série 1700 simplesmente liberam o

ACIMA: Vendedor na estação de Jundiaí em 1978 (Foto Renato Cezar Favero).
A estação ferroviária de Jundiaí foi tombada pelo CONDEPHAAT em 21 de junho de 2010, pelo ofício 1413/2010 do processo 60142/2009. A carta de comunicação aos interessados foi emitida em 22 de julho de 2010. O tombamento havia sido pedido por mim, Ralph Mennucci Giesbrecht, no ano de 2006. TRENS - De acordo com os guias de horários, os trens de passageiros param nesta estação desde o ano de 1867. Veja aqui horários em --- (Guias Levi).

ACIMA: Pátio de Jundiaí em 1967. ABAIXO: Vista do triângulo de reversão da Santos-Jundiaí em 1967 (Revista Manchete).
mecanismo das portas quando desligados e os vida-boas que já estavam aguardando aproveitam, abrem tranquilamente as portas (sem fazer força), e viajam para São Paulo sem pagar um centavo. Aliás, eu acho engraçado quando os série 1100 fazem esse rabicho: como muitos desses vida-boas não sabem distinguir as séries, forçam a porta e não conseguem abrir, aí ficam mais 25 minutos esperando
" (Rafael Asquini, 05/2007).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Marisa Franchi; Rafael Asquini; Kleber Ragassi; Guilherme Alpendre; Fernando Picarelli; Adriano Martins; William Gimenez; Thomas Correa; Ricardo Koracsony; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; Manchete, 1967; Guia Levi, 1932-80; São Paulo Railway: Relação oficial de estações, 1935; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação no século XIX. Foto cedida por Kleber Ragassi

Locomotiva partindo de Jundiaí em 1906. Foto do livro "The New Brasil-Its Resources and Attractives", de c. 1906

Plataformas da estação, sem data. Acervo Museu da Cia. Paulista, em Jundiaí

A English Electric em Jundiaí, em 1982. Autor desconhecido

A estação, em 1996. Foto Ralph M. Giesbrecht

Plataformas da estação, sem data. Foto Guilherme Alpendre

Plataformas da estação, sem data. Foto Guilherme Alpendre

Plataformas da estação, em 1997. Foto Fernando Picarelli

Fachada da estação, em 2001. Foto Adriano Martins

TUE da CPTM na estação, em 25/12/2003. Foto William Gimenez

Estação de Jundiaí, tirada sentido interior. Foto Rafael Asquini em 25/12/2008
 
     
Atualização: 16.01.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.