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São
Paulo Railway (1867-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2009) |
JUNDIAÍ
Município
de Jundiaí, SP |
| Linha-tronco
- km 139,000 (1935) |
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SP-2165 |
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Inauguração: 16.02.1867 |
| Uso atual: estação
de trens metropolitanos |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A São Paulo Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi
a primeira estrada de ferro construída em solo paulista. Construída
entre 1862 e 1867 por investidores ingleses, tinha inicialmente como
um de seus maiores acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos,
transportou durante muito anos - até a década de 30, quando a Sorocabana
abriu a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros
de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro
funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946,
com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União
sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado
até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à REFESA, e,
em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla.
O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas
o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as
TUES dos trens metropolitanos. |
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A ESTAÇÃO:
A cidade de Jundiaí teve o seu crescimento acelerado a partir
de sua ligação por via férrea com São Paulo, em fevereiro de
1867. Ali passaram a chegar todas as cargas do interior para canalizar
seu transporte para o porto, via ferrovia, primeiro em lombo de burro,
e a partir de 1872, com a construção, a partir dali, da Companhia
Paulista e da Companhia Ytuana, por via férrea. A Paulista
também construiu ali, um quilômetro à frente da estação terminal da
SPR, os seus escritórios e oficinas. Até 1970, a linha da Ituana
- pertencente então à Sorocabana, que a encampou em 1905, saía
dessa estação em direção a Itu, Mairinque e Piracicaba.
Hoje a estação atende aos trens metropolitanos da CPTM, sendo que
o último trem de passageiros da Fepasa passou por ali em 15
de janeiro de 1999. "Nunca me esqueço e tenho saudade
de quando eu era pequena e nossa família pegava o trem na estação
ferroviária de Jundiaí. Íamos em direção
a São Paulo ou Santos. Quando o trem parava na estação,
meu pai nos pegava no colo (eu e minha irmã) e nos colocava
dentro do trem através da janela. Virávamos os bancos
e nos sentávamos de frente. Era maravilhoso e divertido ver
as paisagens, passar pelos túneis... descer a serra do mar
até Santos era divino e assustador devido à

ACIMA: A velha estação de Jundiaí,
ponto final das linhas da CPTM, tendo em frente à praça
que dá acesso ao centro da cidade e do outro lado uma quantidade
enorme de containers que aguardam embarque ferroviário para
o porto de Santos pela MRS (Foto Ricardo Koracsony, 2007).
ABAIXO: Enquanto isso, ao lado da estação, a cabina
de comando de Jundiaí se vai rapidamente. A foto da esquerda
é de 2003; a da direita, de 2005 (Fotos Thomas Correa).

altura. Não dá para acreditar que não
temos mais nossos trens de passageiros circulando. É muito
triste" (Marisa Franchi, 04/2005). "Nos horários
em que circulam 3 composições na extensão operacional Francisco Morato-Jundiaí,
ao chegar nesta última estação, os trens fazem um rabicho de manobra
seguindo até o final da eletrificação, próximo a Jundiaí Paulista
e em frente a um trevo da Avenida União dos Ferroviários. Neste ponto,
o maquinista desliga o trem, desce e troca de cabine (de uma ponta
para a outra) para voltar para Francisco Morato. mas os TUEs da série
1700 simplesmente liberam o mecanismo das portas quando desligados
e os vida-boas que já estavam aguardando aproveitam, abrem tranquilamente
as portas (sem fazer força), e viajam para São Paulo sem pagar um
centavo. Aliás, eu acho engraçado quando os série 1100 fazem esse
rabicho: como muitos desses vida-boas não sabem distinguir as séries,
forçam a porta e não conseguem abrir, aí ficam mais 25 minutos esperando"
(Rafael Asquini, 05/2007).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rafael
Asquini, 2007; Kleber Ragassi; Guilherme Alpendre; Fernando Picarelli;
Adriano Martins; William Gimenez; Thomas Correa; Ricardo Koracsony,
2007; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; Guia Levi, 1932-1980;
Relação oficial de estações da São
Paulo Railway, 1935; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação no século XIX. Foto cedida por
Kleber Ragassi |

Locomotiva partindo de Jundiaí em 1906. Foto do livro
"The New Brasil-Its Resources and Attractives",
de c. 1906 |

Plataformas da estação, sem data. Acervo Museu
da Cia. Paulista, em Jundiaí |

A English Electric em Jundiaí, em 1982. Autor desconhecido |

A estação, em 1996. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataformas da estação, sem data. Foto Guilherme
Alpendre |

Plataformas da estação, sem data. Foto Guilherme
Alpendre |
Plataformas da estação, em 1997. Foto Fernando
Picarelli |
Fachada da estação, em 2001. Foto Adriano Martins
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TUE da CPTM na estação, em 25/12/2003. Foto William
Gimenez |

Estação de Jundiaí, tirada sentido interior.
Foto Rafael Asquini em 25/12/2008 |
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| Atualização:
04.04.2009
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