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São Paulo
Railway (1867-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1992)
CPTM (1992-) |
JUNDIAÍ
Município de Jundiaí, SP |
| Linha-tronco - km 139,000 (1935) |
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SP-2165 |
| Altitude: 707,11 m |
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Inauguração: 16.02.1867 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1890 |
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| HISTORICO DA LINHA: A
São Paulo Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira
estrada de ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862
e 1867 por investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus
maiores acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou
durante muito anos - até a década de 30, quando a Sorocabana abriu
a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros
de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro
funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946,
com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União
sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado
até hoje, embora nos anos 1970 tenha passado a pertencer à RFFSA,
e, em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla.
O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas
o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as
TUES dos trens metropolitanos. |
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A ESTAÇÃO: A cidade
de Jundiaí teve o seu crescimento acelerado a partir de sua
ligação por via férrea com São Paulo, em fevereiro de 1867.
Ali passaram a chegar todas as cargas do interior para canalizar seu
transporte para o porto, via ferrovia, primeiro em lombo de burro,
e a partir de 1872, com a construção, a partir dali, da Companhia
Paulista e da Companhia Ytuana, por via férrea.
A Paulista também construiu ali, um quilômetro à frente da estação
terminal da SPR, os seus escritórios e oficinas.
Até 1970, a linha da Ituana - pertencente então à Sorocabana,
que a encampou em 1905, saía dessa estação em direção a Itu,
Mairinque e Piracicaba.
Hoje a estação atende aos trens metropolitanos da CPTM, sendo que
o último trem de passageiros da Fepasa passou por ali em 15
de janeiro de 1999. "Nunca me esqueço e tenho saudade
de quando eu era pequena e nossa família pegava o trem na estação
ferroviária de Jundiaí. Íamos em direção
a São Paulo ou Santos. Quando o trem parava na estação,
meu pai nos pegava no colo (eu e minha irmã) e nos colocava
dentro do trem através da janela. Virávamos os bancos
e nos sentávamos de frente. Era maravilhoso e divertido ver
as paisagens, passar pelos túneis... descer a serra do mar
até Santos era divino e assustador devido à
altura. Não dá para acreditar que não temos
mais nossos trens de passageiros circulando. É muito triste"
(Marisa Franchi, 04/2005).
"Nos horários em que circulam 3 composições na extensão operacional
Francisco Morato-Jundiaí, ao chegar nesta última estação,
os trens fazem um rabicho de manobra seguindo até o final da eletrificação,
próximo a Jundiaí Paulista e em frente a um trevo da Avenida União
dos Ferroviários. Neste ponto, o maquinista desliga o trem, desce
e troca de cabine (de uma ponta para a outra) para voltar para Francisco
Morato. mas os TUEs da série 1700 simplesmente liberam o mecanismo
das portas quando desligados e os vida-boas que já estavam aguardando
aproveitam, abrem tranquilamente as portas (sem fazer força), e viajam
para São Paulo sem pagar um centavo. Aliás, eu acho engraçado quando
os série 1100 fazem esse rabicho: como muitos desses vida-boas não
sabem distinguir as séries, forçam a porta e não conseguem abrir,
aí ficam mais 25 minutos esperando" (Rafael Asquini, 05/2007).

ACIMA: NOS TEMPOS
DA YTUANA... (esquerda) A saída dos trens da linha da Ytuana
era por aqui, em 1950. Compare com a foto da direita, tomada no mesmo
local em 10/7/2009. As controvérsias acerca de como a Sorocabana
(dona da defunta Ytuana desde 1905) encostava ali dão conta
que, em princípio, segundo Alberto Del Bianco, a Ytuana encostava
ali de ré para partir o trem depois de sua locomotiva manobrar
num triângulo (de bitola métrica, claro) que existia
junto ao primeiro viaduto, sentido interior (Fotos Carl Heinz Hahmann
e Thomas Correa). ABAIXO: Ponto de baldeação
para a Ytuana, nos anos 1920 (Autor desconhecido).

ACIMA: A velha estação de Jundiaí,
ponto final das linhas da CPTM, tendo em frente à praça
que dá acesso ao centro da cidade e do outro lado uma quantidade
enorme de containers que aguardam embarque ferroviário para
o porto de Santos pela MRS (Foto Ricardo Koracsony, 2007).
ABAIXO: Enquanto isso, ao lado da estação, a
cabina de comando de Jundiaí se vai rapidamente. A foto da
esquerda é de 2003; a da direita, de 2005 (Fotos Thomas Correa).

| "Em
Jundiaí fazia-se a troca de tripulação
e de locomotivas entre a SPR (depois EFSJ e RFFSA) e a Cia.
Paulista (depois FEPASA) nos trens de longo percurso. Às
vezes esperávamos quase meia-hora em Jundiaí até chegar a tração
da Fepasa para continuarmos a viagem. E uma vez como demorou
demais, quase 55 min, discussão na estação, xingamentos, e a
English Electric da RFFSA obteve autorização para ir adiante,
mas saltei em Campinas, não sei até onde ela foi, ou se voltou
dali. Não foi com tripulação RFFSA, foi com pessoal Fepasa.
Foi a única vez que a vi seguir além de Jundiaí"
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AO LADO: Por José
Roberto Garbe Habib em 23/10/2009.
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ACIMA: Vendedor na estação de
Jundiaí em 1978 (Foto Renato Cezar Favero). ABAIXO: O trem
de passageiros da Sorocabana na estação de Jundiaí,
provavelmente nos anos 1950 (Acervo Fabio Barbosa Marques).

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A estação ferroviária
de Jundiaí foi tombada pelo CONDEPHAAT em 21 de junho
de 2010, pelo ofício 1413/2010 do processo 60142/2009.
A carta de comunicação aos interessados foi emitida
em 22 de julho de 2010. O tombamento havia sido pedido por mim,
Ralph Mennucci Giesbrecht, no ano de 2006.
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TRENS
- De acordo com os guias de horários, os trens de
passageiros param nesta estação desde o ano de
1867. Veja aqui horários em --- (Guias
Levi). |

ACIMA: Pátio de Jundiaí em 1967.
ABAIXO: Vista do
triângulo de reversão da Santos-Jundiaí em 1967
(Revista Manchete).
ACIMA: Trem da CPTM de excursão aos
fins de semana São Paulo a Jundiaí posa na estação
de Jundiaí (Foto VEJA em 2009). ABAIXO: A estação
por volta de 1910 (acervo Mauricio Ferreira).
(Fontes:
Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Mauricio Ferreira; Marisa Franchi;
Rafael Asquini; Kleber Ragassi; Guilherme Alpendre; Fernando Picarelli;
Fabio Barbosa Marques; Adriano Martins; William
Gimenez; Thomas Correa; Ricardo Koracsony; Museu da Cia. Paulista,
Jundiaí; Manchete, 1967; VEJA, 2009; Guia Levi, 1932-80; São
Paulo Railway: Relação oficial de estações,
1935; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação no século XIX. Foto cedida por
Kleber Ragassi |

Locomotiva partindo de Jundiaí em 1906. Foto do livro
"The New Brasil-Its Resources and Attractives",
c. 1906 |

Plataformas da estação, sem data. Acervo Museu
da Cia. Paulista, em Jundiaí |

A English Electric em Jundiaí, em 1982. Autor desconhecido |

A estação, em 1996. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataformas da estação, sem data. Foto Guilherme
Alpendre |

Plataformas da estação, sem data. Foto Guilherme
Alpendre |
Plataformas da estação, em 1997. Foto Fernando
Picarelli |
Fachada da estação, em 2001. Foto Adriano Martins
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TUE da CPTM na estação, em 25/12/2003. Foto William
Gimenez |

Estação de Jundiaí, tirada sentido interior.
Foto Rafael Asquini em 25/12/2008 |
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| Atualização:
01.07.2017
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